Guia da Semana

Iguais ou diferentes?

Às vezes a proximidade com as pessoas pode nos levar a desenvolver um carinho além da amizade, ou a confundir uma coisa com a outra



Relacionar-se com as pessoas é sempre complexo. Muitas vezes, carinho e afeto não são claros e fáceis de serem identificados. Quem se aproximou tanto de um amigo que acabou se perguntando: "É namoro ou amizade?". Clichês do Silvio Santos à parte, é comum amigos virarem pretendentes, rolos, namorados. Pode até dar certo, já que você parte de uma relação já construída. Mas pode ser apenas uma confusão de sentimentos, que pode terminar em lágrimas e rompimentos.

Mas sem drama! Essas coisas acontecem mesmo, e dá pra entender o porquê. Muitas vezes nos apegamos às pessoas, compartilhamos nossas vidas, ouvimos seus problemas, nos envolvemos, e o resto acaba vindo meio naturalmente. "Ora, estou o tempo todo com essa pessoa, nos damos tão bem como amigos, talvez poderíamos ir além." Este é um pensamento que surge ao menor sinal de interesse naquele seu confidente especial. Longos papos, uma atenção e dedicação única e outras tantas qualidades de um bom amigo servem também para bons namorados. E uma coisa pode levar à outra.

Isso leva a uma questão maior: existe amizade entre homens e mulheres? Eu acredito que sim. Sempre tive muitos amigos homens, mas já tive problemas. Acho que, no início, existe uma tensão. Afinal, é natural e quase instintivo que um homem e uma mulher se relacionem de forma amorosa (isso sem falar nos gays e bis, que abrem um leque infinito de possibilidades!). Mas, se superada, essa tensão passa a ser apenas uma fase que antecede a amizade verdadeira. Em outros casos, você pode ou ganhar um namorado (a), ou simplesmente perder um amigo e um pretendente ao mesmo tempo. É preciso saber separar as coisas quando necessário.

Normalmente, amizades duram mais do que relacionamentos amorosos, portanto precisamos tomar cuidado com nossas escolhas. O que na hora da empolgação de uma "paixonite" parece uma ótima idéia, pode ter conseqüências desagradáveis. Se apenas uma das duas partes manifestar interesse, ou ainda se vocês ficarem e não der em nada, a relação com certeza ficará abalada, o que não significa necessariamente o fim. Com maturidade e conversa (às vezes até um tempo), dá-se um jeito.

O importante é tomar cuidado para não deixar ninguém chateado e, de quebra, perder um bom amigo. Sentimentos nem sempre aparecem de maneira clara; muito pelo contrário, as sensações são a coisa mais subjetiva que existe! Por vezes nos confundem e nos levam a direções duvidosas e até contrárias. Nestes momentos, precisamos refletir e conversar com o (a) amigo (a) em questão, se for o caso, para decidirem juntos qual é a melhor coisa a se fazer. Já estive dos dois lados, já machuquei e já fui machucada, assim como superei e fortaleci amizades, e também perdi algumas. Penso que, se for para fazer uma escolha quase infalível, ela deve ser baseada em sinceridade e diálogo. O resto é conseqüência inevitável da vida.

Quem é o colunista:Fernanda Carpegiani - Uma jovem enérgica queaproveita a vida de uma forma intensa e particular.

O que faz: Jornalista apaixonada.

Pecado gastronômico: Batata Frita.

Melhor lugar do Brasil: Ubatuba - São Paulo.

Fale com ela: fecarpe@gmail.com

 

Atualizado em 6 Set 2011.

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