Guia da Semana

Nana nenê, por favor!

Ao invés de sonhos, alguns pais vivem um verdadeiro pesadelo ao colocarem os filhos para dormir. Saiba o que fazer para recuperar as noites de sono e o principal, ver seu pequeno saudável e feliz

Foto: Getty Images

Diferente da adulta, a insônia infantil é classificada como comportamental

Depois de um dia cheio, chegar em casa e encontrar o rosto do seu pimpolho te esperando parece compensar qualquer sacrifício. Entre brincadeiras e carinhos, finalmente chega à hora de levá-lo para a cama e o que deveria ser um momento de paz passa a ser um terror. Chora daqui, esbraveja de lá e nada de pegar no sono. Até que, quando finalmente ele parece ter adormecido, começa tudo de novo e lá se vão suas preciosas horas de descanso.

A insônia infantil pode se manifestar como uma simples dificuldade de adormecer quando a criança é colocada na cama ou até mesmo de continuar dormindo durante a noite. Saiba o que fazer para estimular os sonhos de seu filho e ter de volta uma noite bem dormida.

Motivo

A insônia infantil nos dias de hoje é classificada como comportamental e se divide em dois tipos: o problema de associação de elementos inadequados e a insônia por falta de limite. No primeiro caso é visível ainda nos primeiros meses de vida. É o momento em que a criança associa o sono a coisas que momentaneamente resolvem, mas que na verdade, fazem com que elas (e os pais) se tornem escravas do que foi oferecido como, por exemplo, um balanço no colo, TV, etc. "Se torna um problema se ao despertar, a criança precise daquilo que foi usado no início do sono e acabe virando um hábito crônico", afirma a neuropediatra Márcia Pradella.

O segundo é visível quando o processo de início do sono é muito prolongado. Para que a criança pegue no sono passam-se horas, o que cria uma habituação feita de forma inadequada. "O problema é notório em crianças mais velhas que choram quando os pais saem de perto, pedem uma coisa atrás da outra como ir ao banheiro, mamadeira, contar histórias, brincar" ressalta a pediatra. As crianças com insônia mostram uma mudança total de comportamento, principalmente no quesito hiperatividade.

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Dormir assistindo TV prejudica a liberação do hormônio responsável por consolidar o sono

Alimentação

Outro quesito que pode tirar a tranquila noite de sono do seu pequeno é a alimentação. Algumas refeições fazem com que até mesmo um adulto sinta uma certa sonolência devido à demora do processo digestivo e, claro, com as crianças não é diferente. Os pequenos que só se alimentam com leite não representam muito nesse quesito, já os mais velhos têm boa participação nessa estatística, devido à vasta opção de alimentos que podem ser ingeridos. "O ideal é fazer a refeição duas horas antes de dormir. Antes do sono, os pais devem oferecer coisas mais leves como um chá, um leite, para que o processo digestivo não prejudique o sono e a criança não acorde durante a noite", aconselha Márcia. 

Maus hábitos

Colocar seu pequeno em frente à TV ou a famosa palmadinha nem sempre resolvem os problemas na hora de fazê-lo dormir. Segundo a pediatra, o estimulo visual da televisão dificulta a liberação de melatonina (hormônio responsável por ajudar a consolidar o sono) e inibe o sinalizador da criança que irá dormir por fadiga e não naturalmente. O reflexo disso é uma noite longa e um sono sem regularidade.

Já a questão do tapinha não é indicada também. Como os pequenos têm o hábito de associar determinadas atitudes negativas a algum tipo de ação, você pode correr o risco de vincular a hora de dormir com a agressão. Portanto, o aprendizado deve acontecer de forma natural. "É recomendado que os pais imponham um ritual, que será repetido por diversas vezes até que ela aprenda. A disciplina deve ser mantida mesmo na hora em que os pais estiverem cansados". O ideal é que a criança aprenda a ir dormir por prazer, não porque é obrigada se não apanha.

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O amiguinho de dormir ajuda a criança a saber quando é hora de ir para a cama

Sem desespero

Os pais têm como função estabelecer limites e definir horários para o começo e o fim do chamado ritual do sono. O processo deve levar entre dez e quinze minutos e ser feito em três etapas. O ideal é que alguém que dê a mamadeira faça em seguida um carinho, conte uma história, olhe um livro com figuras, em seguida o famoso beijo de boa noite e depois deixe com que a criança entre no sono por ela mesma. Nessa hora, o conhecido "amiguinho de dormir" é uma ferramenta muito útil. A partir dos cinco meses de vida o pequeno já pode ter algo como um bichinho de pelúcia, um paninho, uma fralda, para que  associe o objeto à hora de dormir e sinta prazer nisso.

A quantidade de horas que uma criança deve dormir varia, porém as idades já possuem um padrão. Durante o primeiro ano de vida o bebê dorme em média de dezesseis horas por dia. Já no segundo, entre doze e quatorze, juntando com as sonecas diurnas. A partir dos 3 anos o tempo fica em torno de dez horas e diminui com a idade escolar, o que resulta em torno de nove.

Uma questão debatida sobre o tema é o uso de medicamentos para dormir. De acordo com a pediatra Márcia, as drogas são raramente aconselhadas. "É raríssimo um caso desses e mesmo quando necessário os mais usados são os fitoterápicos, florais e coisas do tipo. O que acontece é que a criança tenha um distúrbio do sono benigno que a faz chorar muito dormindo, sonambulismo, terror noturno. Nesses casos é recomendado uma medicação porque só o trabalho comportamental não vai resolver", ressalta.

Atualizado em 6 Set 2011.

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