Guia da Semana

"Palestrantes deveriam ficar mais entre os campuseiros"

Essa é a opinião de Jon "Maddog" Hall, diretor da Linux International, um dos palestrantes da Campus Party - e que circulava livremente entre os participantes

Foto: Nathalia Clark/APH


O espaço do Centro de Convenções Imigrantes, onde aconteceu a Campus Party, é enorme. Mesmo na Arena, de entrada restrita aos campuseiros, onde aconteciam todas as palestras, oficinas, e ficavam as bancadas com as milhares de conexões com a internet, alguns palestrantes ficavam na área VIP do evento, aguardando a hora de subir ao palco principal.
"O termo 'VIP', de alguma forma, implica que os campuseiros não são tão importantes", disse Jon "Maddog" Hall que, na quarta-feira, falou sobre como montar um sistema de administração de redes independentes com programas de código aberto. "Eu gostaria de ver mais um esforço dos oradores para 'descer às trincheiras' e falar mais com grupos pequenos, ou até individualmente com os campuseiros".


Maddog é um participante veterano de Campus, e era muito fácil encontrá-lo andando entre as bancadas, conversando com os participantes e com a imprensa. "Eu gosto do conceito da Campus Party, de reunir os campuseiros e que permite que eles se encontrem, troquem ideias, etc", disse. "Encontrar tantos outros ao mesmo tempo, para 'festejar' com eles, gostar da companhia do outro, é ótimo para eles".

Ele até dormiu, por uma noite, em uma das barracas - tomou banho na área reservada aos campuseiros. "Eles realmente tinham água quente!", brinca. Somente quando sua agenda não permitia, ele também almoçava com os participantes. Mesmo não falando português - "Eu não sabia de tudo o que estava acontecendo", disse - ele esteve no flashmob #toderoupao, em que centenas de participantes andaram pelos corredores da Campus com um roupão.
 

Maddog é um defensor da interação alunos-professores ou campuseiros-palestrantes. "Sempre achei que o professor devesse ser aquela pessoa que pudesse sair com a sala para comer uma pizza", disse. Não é à toa que ele tem o apelido de "Maddog", ou "cachorro louco", que veio da época em que era professor de uma universidade norte-americana. "Eu entrava em discussões acaloradas com outros colegas porque eu gostava de conversar com os alunos, e eles não. Aí eu ganhei esse apelido. Hoje eu aprendi a controlar meu temperamento - e faço os outros perderem os deles", brinca.

Atualizado em 6 Set 2011.

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