Guia da Semana

Com cor e sem cheiro

Saiba como escolher a tinta certa para colorir as paredes do quarto do bebê, sem prejudicar a saúde do futuro membro da casa

Após o anúncio de que um novo membro da família está a caminho, durante a gravidez são os preparativos para o quarto de bebê que passam a roubar a cena do cotidiano dos pais. São tantos detalhes para a produção do espaço, como reforma, móveis e acessórios, que chegam a enlouquecer alguns papais e mamães de primeira viagem e até mesmo os mais experientes.

No entanto, o que é preciso priorizar na hora de fazer o quarto é uma boa estrutura física do cômodo. Assim, é necessário ter atenção em relação aos materiais de construção utilizados para impedir que os produtos escolhidos agridam a saúde dos pequeninos. Uma boa saída é apostar nas tintas sem cheiro para colorir o quarto do nenê.

De acordo com Sidnei Alexandre da Silva, chefe de mercado de tintas da rede Telhanorte, os compostos voláteis - que são os solventes - demandam certo cuidado, pois 'evaporam' e interferem na qualidade do ar. "Tintas, vernizes, produtos de limpeza, carpetes e colas continuam no ambiente por bastante tempo após serem utilizados", explica. O problema agrava-se em locais fechados, pois o convívio com essas substâncias pode causar irritações nos olhos, nariz e garganta, além de desencadear náuseas e dores de cabeça.

Longe dos odores

Como o quarto do bebê é uma área interna da casa, nada mais adequado do que se prevenir problemas futuros e utilizar materiais adequados, como as tintas sem odores e com a superfície lavável. Esse tipo de material é feito à base de água e, por isso, tende a ser menos agressivo à saúde, já que não exala cheiros e, por isso, limita as possibilidades de irritações.

A utilização desses tipos de produtos também beneficia o meio-ambiente, pois eles não emitem compostos orgânicos voláteis (VOC) na atmosfera. "Geralmente quando pintamos o quarto de um bebê utilizamos um volume maior de tintas para alvenaria - como látex PVA ou tinta acrílica - que são 100% à base de água. Da mesma maneira, com as esquadrias - portas e janelas - ou com os móveis, optamos por esmalte ou verniz com base aquosa", informa Silva.

Ele acrescenta que a aplicação da tinta inodora deve ser feita da mesma forma que as tintas acrílicas comuns: com pincel e rolo de lã de carneiro ou o de lã sintética. A durabilidade e a qualidade do produto são as mesmas dos demais materiais do tipo. "O que diferencia a duração e o acabamento da pintura é a preparação da superfície, que deve ser limpa, sem resíduos de pó, cola e gordura. Além disso, é importante manter o local bem ventilado durante a aplicação e secagem", elucida o especialista em tintas.

Dessa forma, antes de iniciar a pintura, é importante preparar as superfícies adequadamente. Depois, basta seguir as etapas indicadas no rótulo de cada produto. "Vale ressaltar que a escolha de uma tinta inadequada ou uma falha no processo de pintura (preparação da superfície, diluição do produto e tempo de secagem) acarreta diversos problemas, como bolhas, descascamento, manchas, desbotamentos, enrugamento, falta de cobertura, rendimento baixo, entre outros", afirma Kleber Tammerik, coordenador de serviços ao mercado da Suvinil.

Segundo o arquiteto Diego Revollo, além da qualidade do produto, o resultado da pintura também depende da preparação das paredes, que devem estar bem lixadas. De acordo com ele, a melhor opção para a decoração das paredes do quarto do neném é o látex acetinado. "Esse tipo de tinta é a melhor para fazer a limpeza e a mais resistente ao dia a dia", esclarece.

Cores em alta

Antes de escolher qualquer coloração para pintar o quarto da criança, Revollo sugere que seja feito um teste nas paredes do local, pois a maioria das cores costuma variar de acordo com a iluminação natural. Além disso, é necessário que o quarto seja bem iluminado e se torne um ambiente agradável - por isso que grande parte das pessoas, para não errar, opta pelo branco.

No entanto, o arquiteto alerta que, se o quarto tiver varanda ou janelas grandes, a escolha de cores diferenciadas torna-se mais fácil, por conta da maior iluminação. "A tendência atual é sair do branco. Os vieses da decoração tendem a ser influenciados pelo universo da moda. Por isso, como o cinza veio forte, acabou sendo utilizado em alguns quartos de bebês cujos pais optaram por ousar na cor", fala Revollo.

Deve-se ainda pensar na harmonização entre a cor das paredes e a tonalidade dos móveis. Segundo o arquiteto, a combinação de madeira lavada com tons claros é uma boa opção. Ainda é possível mesclar duas ou três cores, como bege com rosa queimado, caso seja o quarto de uma menina. Para os meninos, ele sugere a mistura de cinza com amarelo ou cinza com azul acinzentado e o uso de mobília laqueada em tons de cinza. Nesse caso, o enxoval não deve ser muito colorido.

O arquiteto explica que o ideal é fazer tudo até no máximo 90 dias antes da chegada do bebê e se programar para fugir do básico, como as combinações de branco, que já estão batidas. Para ele, o ideal é pensar em harmonizar os móveis e as cores das paredes. "É importante pensar na decoração do quarto como um todo e não fazê-la em etapas. A mobília e os produtos só devem ser comprados quando você tiver certeza do será utilizado", alerta.

Atualizado em 10 Abr 2012.

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