Guia da Semana

E esse negócio de ações?

Procurado por mais 500 mil pessoas, o mercado de ações oferece risco, mas também muita rentabilidade

Fotos: Getty Images


Ser sócio de uma grande empresa. Sonho de muitos, ter uma sociedade como essa é mais fácil do que se pensa. Com muito ou pouco dinheiro você pode comprar pequenos pedaços das maiores companhias brasileiras e ganhar dinheiro. Esse texto parece propaganda enganosa? Mas não é. De uma forma bem simplificada, é assim que funciona o mercado de ações. "Comprando ações você pode obter todos os benefícios que as corporações geram, mas também pode perder dinheiro se elas não conseguirem bons resultados", explica o consultor Robson Queiroz.

Mesmo sendo um investimento de renda variável, por não oferecer ao investidor uma rentabilidade garantida, a procura pela bolsa de valores têm crescido substancialmente. No final de 2004 apenas 100 mil pessoas participavam do mercado. Hoje são mais de 500 mil, número que representa um terço do volume financeiro negociado.

Quero comprar!

Existem dois tipos de ações, as ordinárias (ON), que concedem direito a voto nas assembléias, e as preferenciais (PN), que oferecem preferência no recebimento de resultados ou no reembolso do capital em caso de liquidação da companhia. Essas siglas aparecem ao lado do nome da ação quando você vai efetuar a compra. Para adquirir ações não é preciso ter muito dinheiro. Ao contrário do que se pensa, há a possibilidade de investir bem pouco, dependendo do valor de cada uma. Mas, segundo Queiroz, não vale a pena, por exemplo, aplicar apenas R$ 100,00. "As taxas de compra e venda, além das mensais, são altas. Por isso, ao invés de ganhar dinheiro, você acaba perdendo. A partir de R$ 1.000,00 você já pode ter boa rentabilidade", explica.



Depois de decidir que é esse investimento que você quer fazer, chega a hora de procurar uma corretora de valores, que vai comprar e vender suas ações. Por meio de análises de mercado, setores e companhias, essa instituição te ajuda e informa sobre o momento certo de agir para ter melhores resultados e rentabilidade. De acordo com a BM&F Bovespa, para escolher as ações, o investidor deve ponderar três critérios: liquidez (facilidade de vender a ação quando quiser resgatar), retorno (possibilidade de ganhos) e risco (possíveis perdas). A combinação desses três elementos definirá em quais ações aplicar.

Achou muito difícil? Uma alternativa para quem está começando a investir é o fundo de ação. Geralmente os bancos oferecem esse tipo de "produto" ao cliente. Todas as decisões sobre compra e venda são tomadas pelo próprio banco e, no final do tempo de contrato, você retira o dinheiro com ganho ou perda. Outra opção é o clube de investimento, no qual um grupo de pessoas se reúne e procura uma corretora para aplicar em uma carteira de ações. A vantagem é que você pode investir menos, já que mais pessoas estão "pagando" pelas ações. E, se você não entende muito do assunto, pode contar com alguém que entenda dentro do grupo para tomar as decisões.

Centavo por centavo

Antigamente, falar em ação era falar em ganhar muito dinheiro e risco de perder tudo rapidamente. Mas esse pensamento vem mudando de uns anos para cá. Para ter boa rentabilidade nesse mercado é preciso entender alguns fatores, como o comportamento desse papel. O que isso quer dizer? O preço das ações é influenciado por diversas variáveis, como o setor em que a empresa está inserida, a economia mundial, o desempenho da própria empresa e o mercado. "Sabendo analisar essas questões, é possível lucrar muito na bolsa", afirma Queiroz.



Mesmo com todas essas variáveis, a regra é comprar a ação antes que todos queiram comprá-la e vendê-la antes que todos resolvam vendê-la. Segundo Patrícia Quadros, gerente dos programas de popularização da BM&F Bovespa, o investidor brasileiro já entendeu essa fórmula. "Nessa crise, quando a bolsa estava em baixa, nós percebemos um grande volume de pessoas físicas comprando ações. Quando os resultados começaram a melhorar, notamos que algumas delas venderam as ações. Isso significa que o investidor já está mais maduro na tomada de decisões, que já está entendendo mais sobre o mercado", diz.

Investidores maduros

De acordo com Patrícia, as pessoas estão percebendo que deixar o dinheiro aplicado durante cinco anos, por exemplo, pode minimizar o risco de perder capital. "Ao contrário do que acontecia, as pessoas já começaram a criar uma cultura de investimento", afirma. Tanto isso é verdade que, ao invés de deixar nas mãos das corretoras, os investidores têm se informado e começaram a operar ações sozinhos, através do Home Broker.

Interligado ao sistema de negociação da Bovespa, o Home Broker é um site, disponibilizado pelas corretoras, que permite enviar ordens de compra e venda de ações através da Internet. A vantagem é que você mesmo pode operar. Vale lembrar que existe o risco da conexão com a Internet cair e ocasionar a perda do negócio. 

Atualizado em 6 Set 2011.

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