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Arte
Por Redação Guia da Semana

A Mallu Magalhães é boa ou não é?

Foto: Renato Salles
Mallu com o banjo no show da festa do Myspace

São Paulo, rua augusta, quarta feira, 22h, noite fria num inverno quente. No Studio SP, um dos templos do rock da cidade, "show secreto" da Mallu Magalhães, festa do Myspace.

Lugar lotado, galera esperando ansiosa, vídeos no telão, sorteio de camisetas que são devolvidas ao palco por quem ganha. Ninguém quer camiseta, nem papo, eles querem ver a menina de 16 anos, que gosta do Bob Dylan e que virou a musa dessa molecada. Eu fui conferir o "hype", conferir porque essa molecada gosta tanto dela.

Confesso que desconfio sempre desse auê exacerbado em cima de qualquer coisa, pra mim sempre tem um bom marketing por trás quando se fala muito. E não que isso seja ruim, muito pelo contrario, mas eu sempre fico de pé atrás. Nunca tinha ouvido Mallu Magalhães antes de propósito, não tinha "add" a Mallu no myspace, não faço parte da comunidade dela do orkut, não gosto de onda "new folk" que rola por aí, acho o Devendra um chato, acho o "muso" deles o Caetano um porre e só fico pensando quem hoje em dia precisa ouvir alguém tocando banjo e gaita num show, minha gente!

Apesar de tudo isso, fui eu lá ver e ouvir. E não é que pra minha surpresa eu achei a menina boa?

Ela entra no palco com sua banda a postos, fofa, cara boa, bem menininha mesmo e começa a tocar o tal do banjo (!!!). Vozinha boa, canta bem, mas quando a banda entra, ela some. Mas é bom, mesmo assim. Ou por causa disso, to em dúvida.

Segunda música, ela já mais solta, canta mais, meio que vibra bem e a ótima banda que a acompanha manda ver no rockão véio e ela seguindo os caras, mandando ver. A galera adora, canta junto, eu fico mais impressionado ainda, todo mundo conhece as músicas da menina, ela é um fenômeno mesmo, marketing ou não, funcionou!

Terceira música, vai bem ainda, igual as duas primeiras, ela na ponta dos pés fazendo força e manda ver bem.

Na quarta, a banda sai, ela fica sozinha, violão e gaita e já era.
Putz, que coisa chata.
Pra que mesmo?
Daí pra frente, meu medo se concretiza e o show fica bem chato, fofo demais pro meu gosto. Hippie demais pro meu gosto, o que é pior. Uma amiga que estava comigo disse que se ela estivesse de salto alto e não de "rasteirinha", tudo seria diferente. E é bem por aí, essa atitude folk, hippie, é meio boba mesmo.

Acho a atitude toda do evento genial: os secret shows do Myspace são o que há de mais bacana hoje em dia no mundo todo, as camisetas e os sanduíches que estavam sendo distribuídos fazem a alegria da galera toda, o som que rolou antes do show estava bem bom, indie de primeira, o que a gente gosta de ouvir, mas não tem jeito, não gosto mesmo e até uns tempos atrás, eu nem teria me dado o trabalho de ir até lá pra conferir ao vivo e tirar a dúvida, mas valeu a pena, pra confirmar e tal.

Só espero que mais secret shows venham, como já tem sido.

Vida longa ao Myspace!

Quem é o colunista: Fabiano Liporoni, diretor de cinema, dj, viciado em filmes, música e popices.

Pecado gastronômico: Tiramissu

Melhor lugar do Brasil: Praia do Pulso, Ubatuba

O que ele ouve no carro, em casa e no IPod: Primal Scream, Radiohead, Nine Inch Nails, Velvet Underground, Stone Roses e Cartola

Para falar com ele: Mande um e-mail para [email protected]

Atualizado em 6 Set 2011.

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