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Arte
Por Redação Guia da Semana

A nova safra

A superexposição nos faz virar testemunhas de um fenômeno que ocorre de tempos em tempos. A mudança de gerações chegou.

Foto: Getty Images


Novas bandas e artista surgem a cada minuto, certo? A sensação de que todo mundo toca ou canta ou grava alguma coisa nunca foi tão sentida como hoje, tempo em que todos têm um Myspace, basta sair de um Big Brother ou de uma novela bem sucedida que surgem convites para gravar. Alguns acabam entrando para o limbo musical. Outros simplesmente passam, deixando história ou não.

Explico. A década de 70 foi marcada por bandas de rock que se tornaram verdadeiros ícones. Grupos como Genesis, Pink Floyd, Deep Purple, Led Zeppelin e Black Sabbath conheceram seu auge nessa década. A febre, no entanto, passou. A tendência roqueira da década esvaiu-se com a chegada dos anos 80.

Lentamente, os anos 80 firmaram-se como uma era disco e dançante. Cindy Lauper, Madonna, Michael Jackson e Prince são bons exemplos de típicos representantes da década em questão, que apostava em cortes de cabelo duvidosos e muito brilho. Ou alguém duvida que o penteado escandaloso (de Madonna) e a luva brilhante (de Michael) marcaram a década?

Já nos mais recentes anos 90, o pop dançante deu lugar a uma vertente mais romântica, com Celine Dion e Toni Braxton alcançando o topo das paradas e dos (ainda vivos) walkmans, descobria o mundo teen como mercado consumidor (Backstreet Boys, Shakira, Christina Aguilera, N´Sync e Britney Spears). O rock alcançava o grunge com Stone Temple Pilots, Pearl Jam e Nirvana.

Nos anos 2000, já no fim da década, recebemos as notícias de que o Oasis não tocará mais junto e Steven Tyler desliga-se do Aerosmith. O grande show de retorno do supra citado Michael jamais aconteceu devido ao seu amigo Propofol e as Spice Girls reacendem o papo de um terceiro reencontro. Encaremos a verdade nua e crua: estamos diante de uma mudança de safra.

A superexposição que a nossa mídia traz nos faz testemunhar o fenômeno da substituição lenta (agora, nem tão lenta assim) e do fim surpreendente (agora, abrupto) de nomes importantes e significativos. Nos anos 2010, provavelmente estaremos escrevendo sobre o fim do Coldplay, Panic! At The Disco, The Killers e Maroon Five. Aliás, já teremos escrito. Eles já estarão apenas na memória, e mais um caminhão de artistas novos vai estar por aí, pipocando. Viva o terceiro milênio.

Quem é o colunista: Jornalista, músico e só usa meias brancas e calçados pretos, igual ao Michael Jackson.

O que faz: Jornalista do Guia da Semana, compositor, violonista e cantor.

Pecado gastronômico: Chocolates, churrasco (feito por mim) e molho de alho caseiro da vó!

Melhor lugar do Brasil: Qualquer um que comporte a equação praia +violão + amigos.

O que ele ouve no carro, em casa e no IPod: Um pouco de tudo e de tudo um pouco.

Fale com ele: [email protected] acesse o site da sua banda!


Atualizado em 26 Set 2011.

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