Guia da Semana

Bienal

Em sua 29ª edição, a mostra internacional relaciona arte e política e não foge da fama de polêmica.

"Há sempre um copo de mar para um homem navegar". Esse verso do poema A Invenção de Orfeu, do alagoano Jorge de Lima, batiza a 29ª Bienal de São Paulo, em cartaz até 12 de dezembro no Parque do Ibirapuera.

Este ano, a mostra internacional voltou com força total, após um período de ostracismo causado por uma série de crises que abalaram a sua imagem. Em 2008, por exemplo, a exposição chegou a receber o apelido de Bienal do Vazio, já que cortes orçamentários resultaram em um segundo andar completamente ocioso.

Em ano de eleições presidenciais, o tema não poderia ser outro: arte e política. Mas, afinal, o que a frase de Jorge de Lima tem em comum com esses assuntos? Para os organizadores do evento, a passagem do poema mostra que "a dimensão utópica da arte está contida nela mesma e não fora ou além dela". Mais do que isso: a arte é capaz de se reinventar.


Fotos: Nathalia Clark/ APH
Na Bienal, então candidatos à presidência marcaram presença nas obras

E a política? A ela cabe o pensamento de que mesmo em mares revoltos é possível e preciso navegar. Não importa a intenção da arte, o fato é que ela sempre foi usada para manifestações políticas e para retratar o contexto histórico do artista.

Para entender melhor a relação entre arte e política - e de ambas com o poema -, a Bienal traz para perto do público cerca de 850 obras, feitas por 159 artistas de dezenas de países. Marcam presença na mostra nomes como Gil Vicente, Anna Maria Maiolino, Lygia Pape, Carlos Bunga e Cildo Meireles.

E nada de passeio apenas contemplativo. Este ano, a exposição inova e oferece, além das obras, seis espaços interativos, chamados terreiros. Neles, vídeos, fotografias, workshops, debates, projeções e performances ajudam a compreender tudo aquilo que foi visto nos corredores.

Entre as obras, estão a instalação Bandeira Branca, de Nuno Ramos, que contava com urubus vivos para representar a política. Embora as aves estivessem devidamente licenciadas, elas foram retiradas do local após manifestações de protetores dos animais.

Outra arte que causou polêmica foi a série Inimigos, de Gil Vicente, com quadros que mostram o próprio artista assassinando personalidades políticas.


Serviço:
Endereço: Pavilhão Ciccillo Matarazzo, Parque do Ibirapuera.
Telefone: (11) 5576-7600
Data: até 12 de dezembro de 2010.
Horário: segunda a quarta-feira, 9h às 19h (entrada até 18h); quinta e sexta, 9h às 22h
(entrada até 21h), e sábado e domingo, 9h às 19h (entrada até 18h)
Estacionamento: sim
Preço: Grátis.

Atualizado em 6 Set 2011.

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