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Arte
Por Redação Guia da Semana

Cubanos do Orishas chegam ao Brasil e se sentem em casa

Por Gabriela Agustini




Apostando na mesma mistura que o consagrou em 2000, quando A Lo Cubano foi lançado, o Orishas apresenta nesta semana El Kilo, o terceiro álbum do trio, em shows no Rio, Curitiba e São Paulo. O nome do disco faz referência ao apelido local dos centavos da moeda cubana, mostrando que apesar de não mais habitarem a ilha de Fidel, os rappers ainda a mantém como principal referência. "Tivemos que sair de Cuba para podermos ter mais acesso ao mundo", explica o vocalista Róldan, em entrevista coletiva realizada nesta semana.

O rapper, que mora em Paris, conta que o governo cubano chega a demorar três meses para emitir a permissão de saída da ilha, o que dificultaria a carreira internacional dos artistas. Ao contrário do que muitos pensam, o Orishas nasceu na França, não em Cuba. "A banda é um projeto para divulgar o nosso país e a nossa língüa", esclarece Róldal (foto), fazendo questão de enfatizar que o trio não se renderá a cantar em outros idiomas para entrar mais fácil no mercado.

Os outros integrantes, Youtel e Ruzzo, também estão morando na Europa, em Madri e Milão, respectivamente. A distância, no entanto, além de não dificultar a carreira do grupo, que se encontra constantemente, acrescenta novos elementos ao trabalho dos artistas."Antes conhecíamos apenas a realidade de Cuba, já que nascemos e crescemos lá. Hoje já temos uma maior noção de mundo, e isso acaba se refletindo na nossa música", explica Youtel.

Com o novo disco, El Kilo (foto), o trio traz, mais uma vez, a mistura de ritmos latinos com o hip hop, o que resulta em várias faixas dançantes, candidatas às pistas européias no próximo verão. No entanto, o grupo optou, neste álbum, por elimininar os samples e aderir a uma banda. O resultado é uma maior presença da música tradicional cubana, em ritmos como salsa, rumba, montuno e guaguancó.

Mas, se o estilo musical permanece semelhante ao dos outros discos, as letras se universalizaram um pouco mais. "Nos primeiros trabalhos falávamos de Cuba e do que vivíamos por lá. Agora que mudamos, a realidade é outra e esse disco mostra um pouco dos problemas europeus. Nossas músicas resumem nossas vivências.", explica Ruzzo.

A idéia dos cubanos é usar o rap tradicional para denunciar desigualdades e preconceitos universais, mas não se atendo apenas a isso. "Também falamos de fatos sociais positivos, senão ninguém aguentaria ouvir o CD. Seriam só desgraças! Se alguém quiser ouvir só problemas é mais fácil ligar a TV.", conta Róldan, em tom bem humorado.

Quanto ao show dessa semana, os cubanos garantem que além de um som de qualidade, o público poderá conferir uma apresentação com muita paixão e vontade. "Fazemos cada show como se fosse o último", conta Youtel. As apresentações se basearão no último CD da banda, mas não deixarão de fora os hits dos discos anteriores, A Lo Cubano e Emigrante.

Veja informações sobre os shows do Orishas em São Paulo , no Rio e em Curitiba

Atualizado em 6 Set 2011.

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