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Por Redação Guia da Semana

Dança Contemporânea

O grupo Momix volta a São Paulo com a montagem inspirada no deserto do Arizona, onde os bailarinos realizam movimentos como se não existisse gravidade.

Foto: Divulgação

Depois da apresentação no Rio de Janeiro, o grupo de dança contemporânea Momix está de volta a São Paulo, em curta temporada, de 15 a 18 de agosto, na Via Funchal. A companhia traz dois de seus principais espetáculos: Opus Cactus e Lunar Sea.

Nomeado pelo coreógrafo Moses Pendelton, Momix significa "mix de Moses". Há 27 anos, a trupe de dançarinos, acrobatas e ilusionistas é conhecida internacionalmente pelas apresentações, com cenas que utilizam, além dos corpos dos bailarinos, acessórios e cenografia que destaca jogo de luz e sombras.

Foto: Divulgação

O mentor
No mesmo ano em que se formou em literatura inglesa, Moses Pendleton fundou o Pilobolus Dance Theatre. Misturando dança, acrobacias e criatividade, o grupo ganhou prêmios, até a primeira aparição na Broadway, em 1977. Dois anos depois, o coreógrafo atuou em Integrale Erik Satie, para a Ópera de Paris. Na cerimônia de encerramento das Olimpíadas de Inverno em Lake Placid, nos Estados Unidos, assinou a coreografia Momix, cujo nome seria de sua nova companhia de dança logo no ano seguinte.

Além de suas turnês mundiais, tem atuado em filmes e TV. Os dançarinos participaram da homenagem a Picasso em Paris e representaram os Estados Unidos no Centro Cultural Europeu, em Delphi.


Foto: Divulgação
Os espetáculos
Pendleton, que também é fotógrafo, viajou por muitos países em busca de imagens de desertos. E é no que se transforma o palco em Opus Cactus. Há lagartos, flores exóticas, pássaros e cactus. As músicas são uma mistura de Bach com Brian Eno, Dead Can Dance, intercaladas com canções aborígenes americanas e australianas.

O jogo de luzes é assinado pelo coreógrafo, junto com Joshua Starbuck e John Finen, onde tudo se transforma em um passeio cheio de cores e magia. Com dez bailarinos especializados em balé clássico, dança moderna e ginástica artística, as cenas combinam teatro e dança e são protagonizadas por serpentes, flores e monstros pré-históricos. Os dançarinos brincam com fogo e desafiam a lei da gravidade, por meio de acrobacias e movimentos com os corpos sem tocar o chão.

Lunar Sea foi criado para comemorar os 25 anos da companhia, em 2005. Pendelton produziu uma coreografia que se passava na lua, onde a gravidade não limitasse a coreografia dos bailarinos.

Foto: Divulgação
Parte da apresentação se passa no escuro e os corpos brilham e executam todos os movimentos. Uma tela separa o palco do público e recebe projeções de imagens surreais, fugindo da lógica e da razão, onde a platéia não tem limites para poder sonhar e imaginar junto com as cenas.

O figurino se destaca, não só pelo modelo ou cor, mas também pelo fato de que algumas cenas são feitas por duplas de bailarinos, mas o público tem a sensação de ver somente uma pessoa no palco. Os outros estão completamente invisíveis no cenário.

Esse espetáculo define-se como um jogo de corpos, em que os bailarinos flutuam ou nadam no vazio, todos se unem e se separam sem tocar o chão, de misteriosas maneiras. A partir de todos esses movimentos, pássaros e aranhas se formam entre toda a magia e jogo de sombra e luz, o que chama a atenção do público presente.

O grupo passará por Brasília, Salvador, Recife, fechando a turnê em Curitiba. Saiba mais sobre a programação.


Atualizado em 6 Set 2011.

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