Guia da Semana
Arte
Por Redação Guia da Semana

Desde cedo

A música pode fazer parte de uma vida antes mesmo dela existir.




Nove meses dentro da barriga da mãe. Todos dizem que é bom colocar música para o neném que logo irá nascer. Alguns dizem que o temperamento e personalidade depende do estilo musical que você escutou nesses meses.

Depois vem o nascimento. Com ele, as músicas calmas, extremamente baixas, sem voz, apenas instrumental. Na maioria dos casos para fazer o bebê dormir e você relaxar dos choros e noites sem sono.

O bebê cresce. Vira uma criança, e aquelas músicas calmas dão espaço às músicas infantis. As vozes agora rimam o alfabeto todo, os números, dizem que devemos ser diferentes do sapo e lavar o nosso pé para não ter chulé. Essas músicas que chegam a irritar os mais velhos, pois são repetidas à exaustão pelos pequenos. Essa fase que muitos querem passar rápido ou então esquecer, mas todos querem voltar.

A criança, agora um pré-adolescente, começa a escutar de verdade as primeiras bandas e artistas. Já tem até um certo discernimento para escolher o que gosta e descartar o que acha ruim (geralmente música brasileira). Começam as primeiras músicas eletrônicas das festas de aniversário, os primeiros versos decorados e o desejo de alguns em aprender algum instrumento musical. Que fase boa, onde podíamos escutar e cantar o que todo mundo escutava e cantava.

O adolescente vira um adulto. E como todo adulto, ele tem escolhas e escolhe o que acha bom para ele. Alguns são metaleiros, roqueiros, boêmios, sambistas e por aí vai. Mas todos têm algumas músicas que marcam seus momentos. Vamos casar? Música de entrada da noiva, noivo, padrinhos. Vamos viajar? Música que marcou a viagem. Alguém querido foi embora? A música que lembra aquela pessoa. Quer se encontrar com Deus? Música de louvor e adoração. Choramos, rimos, sentimos, vivemos.

A música pode até sobreviver sem a gente. Mas a gente não sobrevive sem a música.

Leia as colunas anteriores de Fernando Segredo:

Repeat

Como faz?


Notas perdidas

Quem é o colunista: Fernando Segredo.

O que faz: Redator Publicitário.

Pecado gastronômico: Comida italiana ou japonesa.

Melhor lugar do Brasil: Os lugares que ainda não conheci.

O que está escutando em seu mp3, iPod ou no carro: Dave Matthews Band, João Gilberto, Vanessa da Mata

Fale com ele: [email protected] ou acesse seu blog

Atualizado em 6 Set 2011.

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