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Arte
Por Redação Guia da Semana

Diana Krall, a diva dos standards

Canadense volta ao Brasil após ser eleita a melhor cantora de jazz de 2007.



O lendário piano de Oscar Peterson e o balanço de Sérgio Mendes são algumas das influências mais acentuadas no trabalho da canadense Diana Krall, que volta ao Brasil para apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro. A melhor cantora de jazz de 2007, segundo a respeitada publicação Downbeat, cita ainda uma lista de nomes respeitáveis que marcaram sua carreira. Ray Brown, Nat King Cole e Ray Charles são alguns de seus favoritos.

Em São Paulo, a cantora e pianista disse estar feliz por se apresentar novamente no país de Tom Jobim, João Gilberto, Rosa Passos, Dorival Caymmi e Djavan. "Vocês não sabem o quanto eu respeito a música brasileira", afirmou Diana, que chega ao Brasil acompanhada pelos músicos da The Clayton-Hamilton Jazz Orchestra, conjunto capitaneado pelo baixista John Clayton e pelo baterista Jeff Hamilton.

Apesar de estar intimamente ligada ao jazz e ao blues, Diana demonstra uma profunda admiração por outros gêneros, como folk, rock e bossa nova. Fã de Bob Dylan, Johnny Cash e Joni Mitchell, a canadense, que é casada com Elvis Costello, autor de sucessos como She e Pump It Up, aponta as jovens Regina Spector e Amy Winehouse como os principais talentos femininos do cenário pop.

Reconhecida como uma das principais vozes do jazz contemporâneo, Diana deixa claro que é ao piano, instrumento que toca desde os 4 anos de idade, que se sente mais à vontade. A experiência adquirida ao longo de sua carreira lhe proporcionou oportunidades raras, como os encontros com Ray Charles e Tony Bennet, dois monstros da música americana. Bennet, inclusive, serve de espelho para ela. "Espero cantar como ele quando tiver a mesma idade", revelou descontraída.



Em seus álbuns, Diana dribla os lugares-comuns das versões, imprimindo um toque pessoal delicado e romântico a standards de Cole Porter, George Gershwin e outros célebres compositores. Graças a essa habilidade incomum nos dias de hoje, a intérprete é capaz de transformar um disco de canções natalinas em um trabalho gracioso, distante de clichês irritantes.

Encarar clássicos do jazz e do cancioneiro norte-americano faz parte do trabalho de Diana Krall desde o início de sua carreira. I´ve Got You Under My Skin, Body And Soul e Cry Me A River, canções imortalizadas nas vozes de Frank Sinatra, Billie Holiday, Julie London, entre outros, ganham interpretações competentes e arranjos bem trabalhados. A pianista se arrisca em um mar de standards sem perder a personalidade, mas evita uma canção em particular "Todo show alguém me pede para tocar Peel Me A Grape. Eu nunca toco", brincou sobre um de seus maiores sucessos, requisitado insistentemente pelo público.

Com dois filhos pequenos, os gêmeos Frank e Dexter, Diana Krall confessa estar em um dos melhores momentos de sua carreira e que tenta refleti-lo em seus trabalhos e apresentações. Na capital paulista, a cantora se apresenta ao ar livre, no Parque Villa-Lobos, com capacidade para 60 mil pessoas, e tem como bandas de abertura as festejadas Tradicional Jazz Band e a Banda Mantiqueira.


Atualizado em 6 Set 2011.

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