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Arte
Por Redação Guia da Semana

Entrevista com Edgard Duprat

Filho do casal de bailarinos fundador do Ballet Stagium fala sobre a exposição comemorativa dos 40 anos da companhia.

Coreografia Quebradas do Mundaréu, de 1976, em foto da Ocupação Ballet Stagium no Itaú Cultural (Emidio Luisi/Divulgação)

Por Guilherme Udo

Filho da bailarina Marika Gidali, que fundou o Ballet Stagium junto com Décio Otero, Edgard Duprat é o curador da mostra Ocupação Ballet Stagium que retrata a trajetória de quarenta anos da companhia no Itaú Cultural. Confira a entrevista!

Guia da Semana - Qual o critério que você utilizou para escolher o material que vai estar na ocupação já que foram mais de mil horas de imagens para 45 vídeos?
Edgard Duprat - Adaptamos uma ideia que tínhamos para o hall do Itaú Cultural. Todas as ocupações que já passaram por lá eram uma homenagem a alguma pessoa, no caso, eles queriam homenagear Marika Gidali e Décio Otero. Mas a Marika sugeriu uma exposição diferenciada baseada num projeto de vídeo que o Ballet Stagium havia começado a fazer e nunca terminou. Eu apresentei um projeto homenageando o trabalho que ambos fizeram: criei um conceito do que seria a mostra e como os vídeos seriam utilizados. Um grupo de pesquisa formado sugeriu que quem passasse pela exposição pudesse vivenciar situações que quem integrava o ballet passou. O mais curioso é que existem momentos que as quarenta companhias durante os quarenta anos passaram. São situações em comum: montagem, viagem, aula e projetos.

GDS - Filmar, apesar de brincadeira de criança, era uma forma de registrar as coreografias e imortalizá-las?
ED - Desde 1972, gravamos as coreografias como forma de registro para podermos remontar as coreografias. Com o passar do tempo, passamos a filmar também os bastidores para mostrar o divertimento da equipe e ter registrado o que acontecia nas viagens. Os vídeos eram exibidos em um curso de férias ministrado nos meses de janeiro de cada ano.

GDS - O que a cenografia pretende passar? É como se o visitante se sentisse mergulhado nos bastidores da companhia?
ED - 
Criamos um ambiente que a pessoa que passa pelas instalações vivam os momentos que os integrantes das companhias viveram. Foram pesquisados momentos nos 40 anos dentre os registros. A ocupação também teve sua verba voltada para a recuperação do material e pouca coisa se perdeu. Os cenários e toda a instalação, menos os equipamentos, serão doados ao Ballet Stagium quando a mostra acabar. Existe a ideia de transformá-la em uma exposição itinerante, mas é somente uma proposta, ainda sem patrocínio.


Atualizado em 10 Abr 2012.

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