Guia da Semana
Arte
Por Nathália Tourais

Galeria Claudia Andujar é novidade em Inhotim, o maior museu a céu aberto do Brasil

Com 1.600 m² e mais de 400 fotografias, pavilhão é dedicado ao trabalho da artista suíça com os índios Yanomami.

Divulgação

No fim de 2015, o Instituto Inhotim inaugurou sua 19ª galeria permanente, dedicada ao trabalho da grande fotógrafa Claudia Andujar, nascida na Suíça e radicada no Brasil desde a década de 1950.

Patrocinado pelo Santander, o pavilhão de 1.600 m² é o segundo maior do Parque e exibe mais de 500 fotografias realizadas pela artista entre os anos de 1970 e 2010 na Amazônia brasileira e com o povo indígena Yanomami. Andujar viveu temporadas na região e realizou diversas visitas posteriores. Ao longo dos anos, registrou o ambiente, as tradições e o contato dos índios com o homem branco.

O projeto é assinado pelo escritório Arquitetos Associados, de Belo Horizonte/MG, parceiro recorrente do Instituto. São eles os responsáveis por construções premiadas do Parque, como a Galeria Miguel Rio Branco e o Centro de Educação e Cultura Burle Marx.

A Galeria é dividida por blocos e reúne três temas. Em “A terra”, estão fotografias de paisagem feitas em diferentes porções do território amazônico; em “O homem”, a vida tradicional dos Yanomami é registrada, com ênfase nos rituais xamânicos, no cotidiano, na casa e na floresta e num conjunto de retratos; e em “O conflito”, diversas frentes de contato dos Yanomami com os brancos, processo que levou ao engajamento da artista na luta pelos direitos dos povos indígenas.

Sobre a artista

Claudia Andujar nasceu na Suíça, mas durante a infância e a adolescência morou em diversas cidades, fugindo da perseguição nazista que enviou seu pai e tantos outros para os campos de concentração. Em 1955, após nove anos em Nova York, mudou-se para o Brasil. Aqui, iniciou sua carreira como fotógrafa e trabalhou para diferentes publicações nacionais e estrangeiras, como as revistas Claudia, LIFE, e The New York Times Magazine. Em 1970, foi enviada à Amazônia pela revista Realidade para trabalhar em uma edição especial sobre a região.

Durante a viagem, teve seu primeiro contato com os Yanomami, experiência que a marcou para sempre. A informalidade da vida cotidiana na floresta, a curiosidade e a vontade de compreender o outro e a si mesma fizeram com que Andujar se envolvesse profundamente com a questão indígena no Brasil e sua atuação foi fundamental para a demarcação da Terra Indígena Yanomami, em 1992. “Ter esse pavilhão em Inhotim significa entrar para a eternidade com meu trabalho dos Yanomami. É importante que pessoas de qualquer parte do mundo, dos lugares mais remotos, conheçam os Yanomami. Saibam que eles são seres humanos, que fazem parte do mundo e que têm de ter acesso a sua cultura para sobreviver”, comenta Andujar.

SERVIÇO

Localização: Instituto Inhotim Rua B, 20 – Brumadinho/MG
Horários de funcionamento: de terça a sexta-feira, das 9h30 às 16h30; sábados, domingos e feriados, das 9h30 às 17h30.
Entrada: quarta-feira gratuita; terça e quinta-feira, R$ 25; sexta, sábado, domingo e feriado, R$ 40.
Meia entrada: Têm direito a meia-entrada crianças de 6 a 12 anos, idosos acima de 60 anos, estudantes identificados, professores das redes formais pública e privada de ensino identificados e funcionários de empresas parceiras.


Por Nathália Tourais

Atualizado em 10 Mar 2016.

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