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Por Redação Guia da Semana

Garota precoce

Cantando desde os treze anos em barzinhos, Maria Gadú agora tem sua música tocada na novela das oito e recebe elogios de mestres da MPB.

Foto: Divulgação / Marcos Hermes


Sem pretensão de ser uma grande cantora conhecida pelo país e de se apresentar em grandes palcos, Maria Gadú, 22 anos, recebe elogios de Caetano Veloso, cantor que tem grande influência em sua carreira musical. "É incrível. É como estudar o ano inteiro e tirar uma nota maneira na prova de fim de ano. Escutei e escuto muito Caetano", empolga-se.

Aos 10, quando compôs a música Shimbalaiê, nem sonhava ouvir sua canção em todas as rádios do país e muito menos que ela faria parte da novela das oito, Viver a Vida, exibida pela Rede Globo. "Nunca gostei dessa música, mas acho que cada música tem sua hora e aprendi a gostar dela", conta Gadú, que estava acostumada a fazer a trilha sonora do chope das pessoas que frequentavam os bares de São Paulo, onde tocava, aos 13 anos, com seu banquinho e violão.

Infância Clássica

Na época em que crianças brincavam de roda e sabiam de cor apenas as músicas da rainha dos baixinhos, Gadú, por influência da avó que era cantora, abria o leque e aos seis anos escutava muita música clássica e MPB, mas sem deixar de lado, claro, as músicas infantis. "Eu ouvia de tudo. Adoniran Barbosa, Chico Buarque, e tudo da minha época, como Xuxa, Balão Mágico, Sandy & Junior", revela.

Toda essa mistura musical está clara em seu primeiro CD, um registro de 20 anos, onde ela fez uma seleção de músicas que marcaram sua vida e sua curta carreira. O trabalho traz desde canções autorais, como Shimbalaiê e Altar Particular, até regravações como Baba Baby, da cantora Kelly Key, e A História de Lilly Braum, de Chico Buarque e Edu Lobo. O álbum, segundo ela, expõe sua maior intimidade, que é a relação que tem com o papel e a caneta, já que das 14 canções, nove são de sua autoria. "Todas as músicas fazem parte de alguma fase ou acontecimento importante da minha vida".

Foto: Divulgação


Sem grandes rituais para compor, a cantora não precisa de muito para escrever. "A minha inspiração vem de uma vez só. Num susto vem a letra, melodia, arranjo, tudo ao mesmo tempo", fala Gadú fazendo tudo parecer muito simples.

Inesperadamente

 As coisas parecem ter acontecido de repente com ela. Dos bares, onde cantava, fez uma participação na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração, depois de impressionar o diretor Jayme Monjardim com sua interpretação de Ne me quitte pás. Da minissérie, assinou contrato com a gravadora Som Livre, e hoje todos conhecem seu nome e sua música. "Nunca criei expectativa de ter um CD, de me ouvir nas rádios. Eu amava tocar em bar, já estava satisfeita, por isso tudo o que está acontecendo é ótimo", fala a menina de pés no chão, que não se deixa levar pelas rápidas conquistas.

Foto: Divulgação / Marcos Hermes


A paulistana, que depois de ir passar férias no Rio de Janeiro não voltou mais para a capital, assim como fez aos dez anos quando compôs sua primeira canção e não parou mais, continua surpreendendo. Com um estilo pouco típico de cantoras de MPB, pode ser um choque para quem vê Gadú pela primeira vez no palco com suas calças largas, tatuagens e um cabelo moicano. Mas tudo isso parece fazer sentido quando ela solta a voz, levemente rouca, e mostra para todos sua maior intimidade: a música.


Atualizado em 26 Set 2011.

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