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Arte
Por Redação Guia da Semana

Jovem Mídia

Gravadoras e empresas vem utilizando a jovem mídia para investir em divulgação e incentivar a legalização da música digital.

Foto: Getty Images

Para ter acesso ao conteúdo do e-card, basta fazer um breve cadastro no site indicado e fazer o download no seu computador

Desde que se popularizou o método de baixar canções pela internet, ficou praticamente impossível pensar que o mercado de mídias musicais, como CDs e DVDs, teria uma reviravolta. O fôlego novo desse filão são os e-cards. Essa é a aposta das gravadoras e empresas para divulgação de produtos ou promoções; além de ser uma alternativa para burlar a pirataria e oferecer música ao público gratuitamente.

Com as mesmas formas de um cartão de crédito, mais parecido com uma carta de baralho, cada mídia apresenta códigos únicos ou raspadinha. Você pega a série de números, digita no site indicado e baixa o conteúdo disponível, que pode ser música, clipes ou vídeos. O cartãozinho é o formato mais usado para o mercado da música, mas se tratando de promoções institucionais, já foi possível colocar um e-card até em caderno escolar. "Já o produzimos em forma de crachá, como brinde para os ovos de Páscoa da Lacta, na garrafinha de Coca-Cola e como raspadinha no caderno da Hannah Montana", informa Eduardo Almeida, um dos sócios da Coolnex Entretenimentos, que a pioneira em produção de e-cards no Brasil.

Foto: Divulagação Sony Music Brasil

Essa é a frente do e-card distribuído no show da cantora Beyoncé, em São Paulo

Os primeiros

Zeca Pagodinho foi o cantor que estreou o uso dos e-cards no país. Um cartãozinho promocional divulgou a música Dona Esponja, durante o último lançamento do cantor: Acústico MTV Zeca Pagodinho 2 Gafieira, pela Universal Music. A dupla sertaneja João Bosco e Vinícius também já fez uso dessa nova mídia. Em abril, a Sony distribuiu dez mil e-cards em um show dos cantores no Villa Country, em São Paulo. "A distribuição dessa mídia torna-se um diferencial para o show e uma lembrança tangível para os fãs", fala Claudio Vargas, diretor de novos negócios da Sony Music Brasil.

Ele ainda explica que a gravadora personalizou o seu e-card, chamando-o de MusicTicket+ e lançou a novidade, em parceria com a Coolnex, no início do ano no show da Beyoncé, em São Paulo. Na sequência, houve a estreia do filme High School Musical no cinema, em que muitos receberam o card para fazer o downlond do making off do longa e de imagens para usar em blogs ou redes sociais. "Já fizemos também para a turnê da ISA TKM no Brasil e acabamos de lançar o primeiro card gospel do cantor Michael W. Smith", comenta Vargas.

Foto: Divulagação Sony Music Brasil

Atrás do cartão de música promocional da turnê da ISA TKM havia a raspadinha para pegar o código e todas as intruções de uso

Prós desse formato

Com o público, o sucesso dos e-cards já foi comprovado e muito requisitado, virando até objeto de desejo dos fãs. Foi o que aconteceu com os da Beyoncé. Os cartões foram distribuídos somente em São Paulo e um deles chegou a ser muito disputado no site de compras e vendas, Mercado Livre.

Mais que uma ferramenta de entretenimento, os e-cards são tratados com muita seriedade e com uma alternativa concreta de trazer novamente o contato físico do público com o material do artista ou da marca. "É o casamento perfeito entre o material digital com o físico", define Almeida. Além de ser uma maneira de legalizar as músicas digitalizadas, pois há um contrato de uso do conteúdo do iMusica, que é a primeira empresa da América Latina a oferecer música totalmente certificada por meio da internet, usada para fins comerciais.

Os e-cards também podem atender as necessidades do cantor que está começando sua carreira, pois seu custo inicial é baixo. "Pagamos de R$ 0,49 a R$ 0,99 por cada música para as gravadoras, com as quais negociamos o pacote. Com mais a parte gráfica e o serviço, o custo é de R$ 1.200,00 para a produção de 1.000 e-cards", fala um dos idealizadores do Coolnex Card.

De acordo com Vargas, em 2009, a venda de música digital na Sony Music Brasil cresceu 39% e, hoje, representa mais de 15% do seu faturamento. "Os planos da gravadora é continuar investindo no formato para torná-lo cada vez mais popular, já que o entretenimento online é uma realidade em ascensão", expõe.

Atualizado em 6 Set 2011.

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