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Arte
Por Redação Guia da Semana

Mistura de tudo

Colunista foi show de lançamento de novo álbum do projeto Maquinado.

Foto: Myspace.com


Uma música de introdução dava o tom de que o show estava para começar, quando eis que surge o Maquinado Lúcio Maia tocando Zumbi, de Jorge Ben Jor. É assim que o compositor, cantor e guitarrista abre o show de lançamento de seu segundo álbum, Mundialmente Anônimo - O Magnético Sangramento da Existência, para a alegria de toda a plateia "nação zumbi" que se fazia presente na Choperia do Sesc Pompéia. Logo em seguida, emendou Dandara, presente também no novo disco.

Acompanhado do baixista Rian Batista, DJ PG, Gustavo da Lua na percussão, Regis Damasceno na guitarra de base e Beto Apnéia na bateria, Lúcio está mais confiante no microfone, e com a guitarra mais pesada, orgânica e incisiva preparou uma mistura sonora fazendo todo mundo sambar e viajar nos grooves. Como prova disso, tocou desde lendas do rock, como Jimi Hendrix e Led Zeppelin, a Canto de Ossanha, de Vinícius de Moraes.

Uma ótima surpresa e, um dos ápices da apresentação, foi a presença da cantora e liricista Lurdes da Luz, para dar sua graça na nova Tropeços Tropicais, que termina maravilhosamente bem, emendando País Tropical, de Jorge Ben Jor e Wilson Simonal. Em seguida, Maia anuncia Rodrigo Brandão e pronto: o Mamelo Sound System está formado e toma o palco, misturando rock e rap com Eletrocutado, do primeiro CD do Maquinado, Homem-Binário (2007); e Gorila Urbano, do próprio Mamelo.

A primeira parte do show termina com Super Homem Plus, do Mundo Livre S/A. Enquanto todos esperavam a banda voltar, podiam observar com mais atenção os quadros do artista Mozart Fernandes, que faziam a decoração do palco com muita referência à escravidão. De volta à cena, Lúcio Maia fez charme dizendo que tinha um tempinho e queria saber o que o pessoal estava a fim de ouvir. Com certeza, Nação Zumbi foi o nome mais ouvido, mas Maia queria rock'n'roll. Ouvindo alguns nomes que o pessoal gritava, o guitarrista fez todo mundo pular e dançar com um medley de Jimi Hendrix, Led Zeppelin, Black Sabbath, entre outros.

Encerrando o repertório do show de 1h30 e 17 músicas, Maquinado termina a apresentação com muito barulho e luzes vermelhas tocando Vendi a Alma: "Se um dia eu não der o recado, pode chamar por outro se assim lhe convém, pois pra mim tudo bem". Relaxa porque o recado está bem dado, Maquinado!

Confira a set list do show:
Intro

1 - Zumbi
2 - Dandara
3 - Are You Experienced?
4 - Bem Vinda ao Inferno
5 - O Som
6 - Canto de Ossanha
7 - Running Away
8 - Tropeços Tropicais
9 - Eletrocutado
10 - Gorila Urmbano
11 - Pode Dormir
12 - Juízo Final
13 - Munaye
14 - Super Homem Plus
[Bis]
15 - Improviso
16 - Calabocamenino
17 - Computer Love
18 - Vendi a Alma

Quem é o colunista: Yuri Kiddo.

O que faz: Escrevo, leio e viajo.

Pecado Gastronômico: Pizza.

Melhor lugar do mundo: Casa da minha avó Fergie.

O que está ouvindo no rádio, mp3, carro: Troco direto, então vou dizer o que tem nesse exato momento: Tim Maia, Cassiano, Hot Chip, Nirvana, Deftones, Korn, Nine Inch Nails, Maquinado, Marechal, Quinto Andar, Cypress Hill e Placebo.

Fale com ele: yurikiddo @gmail.com  


Atualizado em 6 Set 2011.

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