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Arte
Por Redação Guia da Semana

No embalo do sertanejo

Mês de junho e julho trazem à tona a moda da viola..



Tradicional festejo católico comemorado no mês de junho, homenageia Santo Antônio, São Pedro e principalmente São João. De acordo com os historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses ainda durante o período colonial. Na festa tem-se o costume de acender a fogueira, imagem em que a luz simboliza a sabedoria, a luz interior e o calor do amor.

As festas juninas foram as primeiras a desenvolver um repertório que resgata ainda hoje a tradição rural e os costumes caipiras. Neste repertório encontraremos uma variedade de influências, que se misturam de norte a sul do país, cada qual com suas peculiaridades, mas trazendo sempre à tona a influencia sertaneja que invadiu as cidades. Pude presenciar o show do artista Almir Sater, cantor e compositor que traz influência do folk americano, da música paraguaia, andina e resulta numa mistura muito bonita que dialoga diretamente com nossa alma. É um estilo musical que traz o regionalismo do artista e de sua terra natal como uma marca muito pessoal impressa nos arranjos.

Não se pode dizer que os elementos trazidos pelo show, foram coerentes com o universo caipira trazidos nas festas juninas em geral, apesar da viola e o do acordeão. É um estilo musical de diferentes influências que foram eternizados pela voz de outros músicos e me fez resgatar outros músicos expoentes, como Renato Teixeira e Renato Boldrin. É típico nestas festas juninas paulistas a interdisciplinaridade, desde a alusão ao universo dos boiadeiros, com o touro mecânico, assim como a alimentação tradicional de muitos países. Almir Sater trouxe a combinação de viola e boi tão perfeita como queijo e goiabada.

Natural de Campo Grande, Almir Sater o violeiro que traz em poesia os encantos pantaneiros, possui o espírito aventureiro e sereno. Chapéu de abas curtas, botas, cuia de mate na mão para tomar chá com raízes de carqueja e de outras ervas conhecidas por ele, pele morena do sol e a viola, viaja pelo Brasil para ganhar dinheiro. Quando vem a São Paulo para fazer shows, deixa seu rústico e acolhedor Murundu que ergueu nas barrancas do Rio Negro.

Ator de telenovela conquistou telespectadoras sonhadoras com seu ar romântico e viril, em sua primeira novela, Pantanal de Benedito Ruy Barbosa, reprisada agora pelo SBT, indicado por seu amigo Sérgio Reis para o papel de boiadeiro e violeiro Xeréu Trindade, que teria parte com o diabo na trama. O sucesso o trouxe de volta no ano seguinte, como protagonista de Ana Raio e Zé Trovão, escrita por Marcos Caruso, novela esta que mostrou a vida dos peões de boiadeiro nos rodeios pelo Brasil afora. Benedito o convidou para fazer O Rei do Gado, na Globo, em 1996, sua última aparição como ator. Nessa e na primeira novela, dividiu a cena como o amigo Sérgio Reis. A dupla funcionou tão bem no vídeo, como Saracura e Pirilampo, quanto nos discos e trilhas, que venderam como pão quente.

Quem é a colunista: Renata Bar Kusano.

O que faz: Publicidade e Propaganda na Faap, e estudante do último ano de teatro na Escola Célia Helena e participo de oficinas de criação.

Pecado gastronômico: Massas, todas suas formas e seus molhos.

Melhor lugar do Brasil: Jericoacoara (CE)

Fale com ela: [email protected]


Atualizado em 6 Set 2011.

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