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Arte
Por Redação Guia da Semana

O álbum de cada década

Saiba quais foram os discos mais vendidos da história.

O mercado fonográfico sente saudades da época em que não era ameaçado pela internet ou pela pirataria, bons tempos em que discos eram vendidos aos milhões e a crise passava longe das grandes gravadoras. Separados por década, conheça um pouco mais da história dos maiores sucessos do último meio-século.

Anos 50 - ELVIS PRESLEY - Elvis´ Christmas Album

Em plena ascensão, Elvis ainda provocava calafrios em muita gente quando subia aos palcos e estendia sobre a platéia uma sensualidade incomum para a época, quando lançou seu Elvis´ Christmas Album. Febre durante a temporada de 1957-1958, o álbum, considerado por muitos uma obra insossa quando comparada ao legado do rei, traz à tona clássicos natalinos surrados como Santa Claus Is Coming To Town, I´ll Be Home For Christmas e Silent Night, mais conhecida por aqui como Noite Feliz. Incomodados pela imagem transgressora de Elvis, muitas rádios boicotaram o lançamento, que mesmo assim quebrou recorde atrás de recorde de vendas.

Anos 60 - THE BEATLES - The Beatles (White Album)

Conhecido também como White Album, o álbum mais vendido da história dos garotos de Liverpool carrega sinais da eminente cisão dos Beatles, que aconteceria poucos anos mais tarde. Mais ferozes, as canções refletiam a instabilidade que circundava Paul, John, Ringo e George. Dear Prudence corrobora o interesse contínuo dos reis do iê-iê-iê na música indiana, há tempos manifestada nos trabalhos do grupo, enquanto While My Guitar Gently Weeps tem a participação do ex-Cream, Eric Clpaton. Outras faixas que se tornaram célebres são Hapinesse Is A Warm Gun, Julia, Ob-La-Di, Ob-la-Da e Helter Skelter, que inspirou Charles Manson a planejar uma série de assassinatos - entre os quais o de Sharon Tate, ex-mulher de Roman Polanski.

Anos 70 - PINK FLOYD - The Wall

Poucas bandas na história podem emplacar trabalhos aclamados pela crítica e pelo público como determinantes para a trajetória da música. Lançado no final da década de 70, The Wall congrega o experimentalismo que alçou os ingleses ao sucesso com o frescor do rock progressivo. Erguido sobre uma estrutura complexa de texturas e vozes, a ópera rock narra as desventuras do anti-herói Pink, criado pelo baixista Roger Waters, compelido a encarar os devaneios de sua consciência cercada por tentações totalitárias e individualistas. The Wall tornou-se referência não apenas para os futuros álbuns conceituais, mas para toda a história da música. Em 1982, o lendário disco rendeu um filme homônimo, estrelado pelo músico Bob Geldof.

Anos 80 - MICHAEL JACKSON - Thriller

A obra prima vencedora de oito prêmios Grammy, Thriller reconfigurou a música pop moderna e o conceito de showbiz. Produzido pelo grande trompetista Quincy Jones, responsável por lapidar o talento de Michael e colaborar na concepção dos arranjos do disco mais vendido da história, o álbum superou as 100 milhões de cópias, segundo o livro Guinness dos Recordes. A receita do sucesso, destrinchada inúmeras vezes, parte de colaboração de astros como Paul McCartney e Eddie Van Hallen, passando pela cristalização de gêneros como rhythm & blues, soul e disco em uma sonoridade particularmente inovadora, e chegando, entre outros fatores, ao apelo irresistível de faixas como Beat It, Billy Jean e The Girl Is Mine.

Anos 90 - SHANIA TWAIN - Come On Over

Para uma nação que consome discos de country com a mesma voracidade que devora hambúrgueres de fast food, não espanta o fato de Come On Over, da canadense Shania Twain, ser o álbum mais vendido da década de 90. Impulsionado pelo mercado consumidor norte-americano, responsável por mais da metade das cópias comercializadas e que tem em Garth Brooks um de seus maiores fenômenos, o disco bateu na casa de 48 milhões de discos vendidos, em grande parte graças à epidemia causada pela canção Man! I Feel Like a Woman. Aproveitando-se de uma época em que artistas pop como Spice Girls e Backstreet Boys davam as cartas na indústria fonográfica, Shania diluiu a country music em ritmos menos ortodoxos e lançou mão do sex appeal para arrebanhar uma multidão de fãs ao redor do planeta.

Fontes: Gene Sculatti e RIAA

Atualizado em 6 Set 2011.

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