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Arte
Por Redação Guia da Semana

O escultor e suas obras

Colunista esteve na exposição Brecheret - Mulheres de Corpo e Alma, em cartaz no MuBe até 25 de julho.

Foto: Divulgação

Victor Brecheret (1894 -1955) é considerado um dos maiores escultores brasileiros. Não é para menos, pois foi na Semana da Arte Moderna, em 1922, que o artista, expondo 20 dos seus trabalhos, introduziu o modernismo na escultura brasileira. Brecheret consolidou sua careira de quase 50 anos expondo temas variados, embora, com certeza, o universo feminino tenha sido o tema predominante da sua extensa produção. E é por esta razão que o Museu Brasileiro de Escultura (MuBe), traz a mostra Brecheret - Mulheres de Corpo e Alma.

A exposição, que comemora os 15 anos do museu, é composta por 60 esculturas e 106 desenhos inéditos do artista. Pelo predomínio de nus femininos, a mostra apela à sensibilidade que Brecheret tinha sobre este universo. É como se buscasse a mulher que existe em todo homem.  E é justamente por isso, que Brecheret - Mulheres de Corpo e Alma, encanta. Devido à estética muito bem cuidada, é claro, mas primordialmente pelo fascínio psicológico que as obras despertam no apreciador.

O curioso de observar durante a exposição é a evidente mudança do artista na reprodução do corpo feminino. Os anos que antecedem o casamento, na década de 40, mostram esculturas adolescentes, infantilizadas. Já nos posteriores, talvez descrito como a própria curadora, Deisy Peccinini, impulsionado por uma onda de romance, Brecheret se exalta nas esculturas com o predomínio de formas sensuais.

Grande parte das obras, as quais o artista chamava de "filhas", foram feitas de terracota. Depois de prontas, Brecheret as banhava com soro de leite para clarear as tonalidades e agregar maior luminosidade.

A visita à exposição, que fica no museu até 25 de julho, é sem dúvida uma bela opção para  visitar e conhecer. É difícil não se comover com a riqueza de detalhes das obras e a curiosa afeição que o artista tinha pelo corpo e a alma feminina. Fosse representada pela arte sacra, sensual ou indígena, que representa a sua última fase artística. Vale a pena dedicar-se alguns minutos em frente a "Soror Dolorosa", feita em 1920 inspirada nos poemas de Guilherme de Almeida e "Mãe", de 1927 que é exibida pela primeira vez ao público.

Uma curiosidade sobre o artista é que muitos do que se deparam com o oponente Monumento às Bandeiras, em frente ao Palácio Nove de Julho, desconhecem sua autoria. A escultura, que representa os bandeirantes, é a maior obra do artista. Encomendada em 1921 pelo governo de São Paulo, a escultura feita em granito ficou pronta em 1954 para a inauguração do Parque do Ibirapuera.

Quem é a colunista: Denise Godinho.

O que faz: Jornalista.

Pecado Gastronômico: Spaghetti ao molho de gorgonzola do Café Girundino.

Melhor Lugar do Mundo: Qualquer lugar com os amigos.

O que está ouvindo em seu iPod, mp3, carro: Desde música brasileira com Paulinho Moska e Zeca Baleiro, passando pelo rock alternativo de bandas como Franz Ferdinand, até as músicas "fofas" de She & Him.

Fale com ela: [email protected] ou a siga no twitter: @_azeviche_ .


Atualizado em 10 Abr 2012.

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