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Por Redação Guia da Semana

Pancadão da educação

Lápis, borracha, caneta, livros e funk. Isso mesmo! No Rio o estilo é aliado do ensino.

Foto: Reprodução


Unir o útil ao agradável. Esse parece ser o objetivo da secretaria de educação do Rio de Janeiro com o projeto que visa esclarecer sobre doenças sexualmente transmissíveis e uso de preservativos a partir de funks educativos compostos pelos alunos. O alvo da campanha são estudantes do ensino médio .

Pode parecer paradoxal que o ritmo, sempre associado a bom humor, duplo sentido e incitação do sexo casual seja usado justamente para promover a educação sexual. Acontece que o funk é o ritmo preferido dos jovens fluminenses, tem maior poder de penetração entre eles e as letras, nesse caso, serão apenas sobre assuntos relacionados à prevenção de DSTs e uso de preservativos.

Os alunos poderão inscrever suas músicas, de setembro a novembro, no site da secretaria de educação do Rio ou na própria escola. Após esse período, um comitê formado por psicólogos, pedagogos e professores irá avaliar as músicas e selecionar 66 delas que vão ser apresentadas em seis shows no fim do ano.

"A proposta do programa é entender o que esses jovens pensam e usar a linguagem deles para educar e estreitar a comunicação", afirma a secretária de educação Tereza Porto.

Apoio logístico

Para auxiliar na produção dos shows, que terão como palco casas de espetáculos cariocas ainda sem definição de data, e também na escolha das composições campeãs, a secretaria de educação fechou parceria com a maior promotora de bailes funk do Rio de Janeiro: a Furacão 2000.

"Nosso ritmo pode ser romântico e educativo. Abraçamos o projeto com entusiasmo e queremos ajudar nesse belo projeto de conscientização e também para romper preconceitos contra o funk", diz o assessor da Furacão, Sérgio Miranda.

Das 66 músicas selecionadas, cinco irão para o tradicional DVD de fim de ano da Furacão 2000.

Foto: Reprodução


Show sim. Premiação não

Um dos cuidados dos organizadores do projeto foi o de não criar um clima aguerrido e de competição entre as escolas. Por isso, não haverá nenhuma espécie de premiação e também não ocorrerá festival. Apenas os seis shows e sem classificação. "A premiação maior será colaborar com o projeto e, quem sabe, ver o funk cantado num show", diz Tereza.


Atualizado em 6 Set 2011.

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