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Arte
Por Redação Guia da Semana

Por quê $erá que ele$ voltam?

Será mesmo?.

Foto: Sxc.Hu

Uma banda pode ser considerada como um casamento. Em alguns casos, este casamento pode durar anos, décadas, sempre produzindo sucessos e mais sucessos. Já em outros casos é como aquela velha e boa frase: "casamento é igual a Avenida Paulista. Começa no Paraíso e termina na Consolação". Mas sempre tem um retorno, não é mesmo?

Alguns fãs mais apaixonados não entendem as separações repentinas de seus ídolos. Por quê? Pra quê? Como? É o que sempre perguntam. E a mídia sempre tem a mesma resposta: projetos pessoais. Projetos pessoais? Sei. Casamento é casamento, uma hora a mulher não aguenta mais a tampa levantada, o homem quer ver o seu time na hora da novela e assim vai. A convivência fica prejudicada, o clima não é mais o mesmo, ninguém aguenta mais olhar para a cara do outro e acabam se arriscando sozinhos no mar da música, seja produzindo, escrevendo, ou tocando. Mas isso nem sempre dá certo e acaba se tornando uma tentativa frustrada de tapar o buraco causado pela falta de shows com seus antigos parceiros.

Um bom exemplo disso é o The Police. Depois que eles se separaram, Sting ficou vagando entre bandas, convites para tocar com amigos e participações com rappers, enquanto os outros ficaram tocando suas vidas, tentando fazer algo diferente. Até que um dia, Sting acordou e disse que teve um sonho de ver The Police tocando novamente. Eu também tive um sonho um dia, em que eu ganhava na loteria, mas não realizei. Ao contrário do tiozão bonitão, que na hora ligou para os antigos integrantes da banda para uma última turnê, após tantos anos separados. Estádios lotados, divulgação na mídia e tudo mais.

Porém, o dinheiro não é o único motivador das famosas voltas de bandas quase extintas. O ego, a presença nos jornais e TVs do mundo também mexem com o íntimo desses caras, motivando-os a abrir mão de uma simples briguinha de camarim, de um "tô de mal", para estarem presentes nas capas das principais revistas do meio artístico. E é claro, se o som é bom, vale a pena voltar. Não importa quanto tempo eles fiquem separados.

Uma banda pode ser considerada um casamento sim. Mas como tal, a volta só é válida se os parceiros forem os originais.

Leia as colunas anteriores de Fernando Segredo:

Então...

A Música do Brasil...

Chico Buarque

Quem é o colunista: Fernando Segredo.

O que faz: Redator Publicitário.

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Melhor lugar do Brasil: Os lugares que ainda não conheci.

O que está escutando em seu mp3, iPod ou no carro: Dave Matthews Band, João Gilberto, Vanessa da Mata

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Atualizado em 6 Set 2011.

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