Guia da Semana
Arte
Por Redação Guia da Semana

Terror e suspense no palco brasileiro

Marisa Orth, Luís Gustavo e o diretor Ricard Reguant falam sobre a peça de Stephen King.

Por Douglas Brito




Pela primeira vez juntos em uma montagem teatral e em papéis dramáticos, Luís Gustavo e Marisa Orth dividem o palco com o suspense Misery. O espetáculo estréia em São Paulo nesta sexta, dia 24 de junho. E Marisa, Luís Gustavo e o diretor falam um pouco sobre a montagem, dificuldades e personagens. Confira a entrevista!


O texto do americano Stephen King, mestre do suspense e do terror, foi best-seller no mundo inteiro e extrapolou o universo da literatura devido ao sucesso do filme Misery - Louca Obsessão, em 1990. Quem dirige a apresentação no Brasil é o diretor espanhol Ricard Reguant (foto), que adaptou o texto para o teatro e nas versões para a Espanha e para o Brasil. Para ele, a montagem daqui se diferencia em muito com a européia. "Com dois atores diferentes tudo muda", e completa: "Está diferente, espero quem nem para melhor, nem para pior".

Enquanto o diretor está acostumado com a montagem, cada cena é uma novidade para os atores, que nunca trabalharam com uma peça de suspense. "É difícil montar suspense no teatro. Porque não tem o movimento da câmera, os cortes, os closes, os efeitos. Fazer terror no palco, com três metros de distância entre você e a platéia, é um desafio enorme", explica Marisa.

E Luiz Gustavo concorda e aponta as dificuldades do texto. "Não lembro de ter feito em teatro nada parecido com Misery. Sempre fiz mais comédia, todo mundo sabe, mas também fiz muita peça séria e realmente nunca montamos nada parecido com este texto de Stephen King. Vai ser uma surpresa prá todo mundo", conclui.

Para o diretor, a grande dificuldade está em transmitir terror à platéia. "Marisa tem que dar medo, Luís precisa parecer assustado e fazer o público entrar nesse jogo", relata.

Mas ao mesmo tempo, ele estranhou a demora para a estréia da peça. "Ensaiamos três meses, coisa que na Europa é impossível. Lá o normal é ensaiar quatro ou até cinco semanas. Três meses apenas para super produções", diz. Já para Marisa a apresentação ainda não está pronta. "Eu acho que ainda não está perfeito. Acho que daqui um mês estará realmente bom", fala.

Em contrapartida, Reguant admira os artistas brasileiros. "Estou muito apaixonado pelos atores brasileiros. Amo o teatro, os filmes, as séries de televisão e as novelas daqui. Pincipalmente Pedro Cardoso, que para mim é um dos melhores atores da América Latina", elogia. Reguant gostou tanto da peça Ignorantes, encenada por Pedro Cardoso, que pretende levá-la para a Europa em breve.

A personagem de Marisa é difícil por ser um misto de amor e loucura "Ela alterna muito entre dois extremos. Se fosse uma ópera ela cantaria do grave ao agudo. Interpretá-la é como se fosse minha estréia como atriz", compara. E Luís Gustavo dá a dica para quem quiser se aventurar no espetáculo. "Um best-seller da melhor qualidade e aqui no teatro vão ter uma surpresa muito grande com Uma peça de muito aflição e suspense, mas que também tem seus pontos de humor.

Atualizado em 6 Set 2011.

Mais notícias

Conheça a 'Transe', plataforma digital que promove e conecta agentes das artes visuais no Brasil

Arte

Cirque du Soleil lança site especial durante a quarentena; saiba tudo!

Arte

15 museus brasileiros para visitar online

Arte

8 lives de galerias e museus para você curtir arte em casa

Arte

Curitiba recebe visita de museu egípcio itinerante; saiba mais!

Arte

Google Arts & Culture disponibiliza tour virtual e coleções digitais do acervo do Museu Nacional

Arte