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Arte
Por Redação Guia da Semana

Um Violinista no Telhado

O musical consegue levar o público do riso ao choro sem carregar demais nas tintas e, sim, José Mayer canta bem.

Foto: Guga Melgar


Alguns musicais têm no papel principal um personagem que necessita claramente de um ator com muita técnica, o que é o caso de Um Violinista no Telhado, em cartaz no Teatro Oi Casa Grande, no Rio de Janeiro. Com isso, José Mayer foi escalado para o papel de Tevye, protagonista da trama. O fato pode chocar muitas pessoas com o questionamento "mas ele canta?". E a resposta é: sim, e muito bem.


O musical conta a história de um grupo de judeus que tenta manter as tradições: o próprio Tevye, sua esposa, suas filhas, o rabino do local e todos que ali vivem. Porém, ao longo da encenação, eles vão descobrindo que, mais importante do que conservar os velhos ideais, o importante é renová-los de acordo com o coração.


Para levantar esta bandeira, a versão brasileira foi dirigida pelos reis do gênero: Charles Möeller e Cláudio Botelho. E, é claro, os dois fizeram bonito, além de toda a equipe criativa. O cenário é simples e encantador, com efeitos que, junto com a iluminação bem cuidada, conseguem dar mais lirismo à trama. Os figurinos e a caracterização são impecáveis, conferindo a verossimilhança necessária àquelas pessoas.


Mas o grande trunfo da encenação está no elenco: um grupo de jovens e já calejados atores em perfeita harmonia, liderados pela excelente atuação, somado a uma boa técnica vocal de José Mayer. Destaque para Soraya Ravenle (esposa de Tevye), Marya Bravo (Fruma Sarah), Ada Chaseliov (casamenteira) e para a jovem Malu Rodrigues (uma das filhas de Tevye). As quatro atrizes conseguem ditar o tom do musical e levam a plateia do riso ao pranto com facilidade e leveza.


Como se tudo isso não fosse suficiente para uma obra de qualidade em cena, há ainda outros momentos e detalhes que ficam marcados: a coreografia que os bailarinos fazem com garrafas na cabeça, os trejeitos do jovem alfaiate - que corria o risco de ficar estereotipado, mas estão presentes na medida certa - e o tenor que exibe toda sua potência vocal.


Em resumo, caso você esteja no Rio, não perca essa superprodução que garante emoção para todas as pessoas e é um grande hino de amor e perdão, além de um exemplo de profissionalismo de toda uma equipe.

Leia as colunas anteriores de Guilherme Udo:

Baby, O Musical

Duas comédias para três gigantes

Festival de Curitiba 2011

Quem é o colunista: Um pedaço da loucura desse mundo!

O que faz: Um radialista que trabalha como jornalista e se aventurou por outras áreas, como o teatro.

Pecado gastronômico: Frozen yogurt com granola.

Melhor lugar do mundo: Plateia de um teatro ao lado de amigos.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Complicado! Sempre vario muito, mas normalmente são trilhas de musicais da Broadway, como Spring Awakening.

Para falar com ele: Visite seus sites www.guilhermeudo.com, http://www.enteatro.com.br/ ou siga-o no Twitter.







Atualizado em 12 Set 2011.

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