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Arte
Por Redação Guia da Semana

Uma década de Calypso

Com sucesso consolidado em todo país, a banda paraense completa 10 anos de sucesso e mostra que seu suingue inovador veio para ficar.

Foto: Divulgação


No final dos anos 90, era difícil imaginar que um grupo musical totalmente independente do Belém do Pará pudesse atingir recordes de vendas e conquistar o Brasil com seu som. Hoje, depois de 10 anos de estrada, a Banda Calypso mostra que superou todos os preconceitos e, além de se consolidar como sucesso absoluto em todo país, começa a firmar carreira no exterior. Formada pela cantora Joelma Mendes e pelo guitarrista Cledivan Farias, mais conhecido como Chimbinha, a banda tornou-se líder absoluta na vendagem de discos nos anos 2000, contabilizando mais de dez milhões de CDs e dois milhões de DVDs.

Em 2007, Calypso teve no mesmo mês dois discos entre os 10 mais vendidos do país, sem ter assinado contrato com uma gravadora. Além disso, é a única banda na história da música brasileira que recebeu o prêmio de DVD de Diamante Quíntuplo. "Nós não imaginávamos que faríamos tanto sucesso. Às vezes assusta o carinho que recebemos nos quatro cantos desse país. A quantidade de fãs clubes espalhados (são mais de 250), todos muito criativos, é de muita responsabilidade, pois sem eles nada seríamos", diz a idolatrada Joelma.

Para atingir esse patamar, os dois ralaram muito e passaram por vários percalços. Joelma conheceu Chimbinha quando estava de saída do grupo Fazendo Arte rumo à carreira solo. Em pouco tempo, estavam namorando. Para ficarem mais tempo juntos, decidiram formar uma banda. Em 1999, o casal transformou o disco solo de Joelma no álbum Banda Calypso - Volume 1. "Nós fomos forçados a trabalhar de forma independente, pois no início ninguém queria investir na gente. Então tivemos que nos virar pra poder divulgar nosso trabalho", conta.

E não precisa nem falar que todo o esforço de Joelma e Chimbinha valeu a pena. A banda conseguiu vender mais de 500 mil cópias do seu primeiro disco. Depois de atingir o Norte e o Nordeste, o ritmo contagiante conquistou todos os estados brasileiros. O estouro veio em 2005, após shows e apresentações em programas televisivos de alcance nacional. No mesmo ano, fizeram a primeira turnê internacional, passando por países como EUA, Itália, Portugal e Suécia. Hoje, eles contabilizam dez discos de diamante, 13 de platina, treze de platina duplo e 13 de ouro, além de duas indicações ao Grammy Latino.

Para comemorar os 10 anos, a banda acaba de lançar um DVD (Banda Calypso 10 Anos em Recife) e dois CDs (Banda Calypso 10 Anos e Banda Calypso Vem Balançar), e chegou a gravar a música Xonou xonou em espanhol. "Recentemente fizemos show na Bolívia e lá cantei uma música no idioma. Estamos preparando outras visando o mercado da América Latina, mas sem esquecer nosso povo.

Estilo único

Foto: Divulgação


Além da musicalidade e dos números contagiantes de dança, a banda chamou atenção por causa do figurino extravagante e festivo, criado pela própria Joelma. "Tenho sempre o cuidado de que as roupas sejam confortáveis para facilitar os movimentos, mas sempre comportadas, pois temos muitas crianças no público, e não é preciso apelar", diz. Em 2008, Joelma criou a grife Calypso Vest, toda inspirada na Amazônia. Com modelos parecidos com os que a cantora usa nas apresentações, as coleções contam com o trabalho do estilista Marcos Brandão e fazem sucesso entre os fãs.

Experiências inesquecíveis

Foto: Divulgação


Para Joelma, entre os grandes momentos da banda nesses 10 anos estão os shows no exterior, além das grandes comemorações na capital paulista. "Reveillon , 1º de maio na Paulista e Brazilian Day em Nova Iorque foram passagens marcantes. Mas as cidades pequenas, que nem lembro o nome - O Chimbinha lembra de quase todas (risos) - têm a mesma importância, pois pra nós o que importa é saber que tem alguém na platéia quer ouvir a nossa música".

Como não poderia ser diferente, depois de tantas experiências, o Calypso passou por transformações musicais. "Dá pra acreditar que houve sim, num contexto geral, um amadurecimento musical em relação à qualidade de equipamentos e de estúdios usados para as gravações. Além de músicos e de uma equipe técnica com muito profissionalismo", afirma a cantora.

Rotina agitada

Com tantos shows e compromissos, Joelma diz que hoje sente falta de tempo para seus três filhos. "Fomos adaptando a rotina. Há horas para o trabalho e horas para cuidar da casa e dos filhos, e um pouco de lazer, mas sempre juntos. O que mais sentimos falta são os filhos, o que não poderia ser diferente. Eles vão crescendo, cobram nossa presença, é difícil", revela.

Atualizado em 6 Set 2011.

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