Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

7 Fatos sobre “Fallen” que você precisa saber antes de ir aos cinemas

Adaptação do primeiro livro da saga adolescente estreia no dia 8 de dezembro.

Filme mostra um triângulo amoroso entre uma humana e dois anjos (Foto: Divulgação)

Estreia nesta quinta-feira, 8 de dezembro, mais um romance adolescente fantástico sobre uma jovem dividida entre dois amores, baseado numa saga literária. “Fallen”, cuja autora Lauren Kate jura de pés juntos não ter se inspirado em “Crepúsculo”, conta a história de uma garota que se envolve com um anjo, com quem tem tido uma relação através de diversas vidas, mas que também é tentada por um segundo ser celestial, mais rebelde e próximo das trevas. Eventualmente, ambos se unem para protegê-la de um mal maior.

Seja você um fã incondicional dos livros ou não, confira 7 fatos sobre o filme que você precisa saber antes de ir aos cinemas:

Teologia embasando o romance

A autora dos livros que inspiraram o filme, Lauren Kate, estudava teologia no mestrado quando teve a ideia para o primeiro romance. Em particular, ela lia o Livro do Gênesis quando se deparou com a passagem em que os filhos de Deus observam a Terra e se encantam por suas mulheres. Pensando nisso, ela imaginou o que aconteceria se essa atração fosse a causa da queda dos anjos e daí surgiu sua trama principal.

Para quem se interessa pelo tema, um elemento polêmico pode chamar a atenção: sua abordagem sobre a reencarnação. Segundo a autora, diversos estudos foram consultados e cada um trazia uma visão contraditória. “Diante disso, segui o conselho de uma amiga: o que Dante e Milton fizeram? Escolheram uma teoria favorita e não olharam para trás! Então fiz o mesmo”.

“Crepúsculo” com asas

Talvez a autora não tivesse essa intenção, mas as influências de “Crepúsculo” no filme são evidentes. Desde o triângulo amoroso (um tanto apressado, diga-se de passagem) até a interpretação de Addison Timlin, que reproduz com exatidão as expressões assustadas e raramente sorridentes de Kristen Stewart no papel de Bella, “Fallen” se mostra um herdeiro fiel do fenômeno adolescente. Há, inclusive, cenas muito semelhantes, como o momento em que o personagem de Jeremy Irvine salva a heroína empurrando-a para longe de uma ameaça, sendo esse o primeiro contato mais intenso entre os dois.

Edição contemplativa

Para um filme juvenil, “Fallen” tem um ritmo estranhamente lento. Isso porque as cenas de ação são intercaladas com sequências longamente contemplativas, exaltando as florestas, a escuridão ou algum raio de sol particularmente expressivo. Quando não é esse o caso, os personagens contracenam em silêncio, trocando olhares prolongados que nem sempre expressam mais do que curiosidade ou desejo.

17 anos para sempre

Um detalhe que pode incomodar os espectadores mais atentos é o fato de que os protagonistas, simplesmente, não parecem ter a idade que deveriam. Addison Timlin, por exemplo, interpreta uma adolescente de 17 anos, mas tem 25 na vida real, assim como seus colegas de elenco, todos na casa dos vinte-e-poucos. Isso, por si só, não seria um problema, se seus personagens não fossem tão ingênuos e seus intérpretes não tivessem expressões tão maduras.

Cenários reais, incêndios reais

O reformatório Sword and Cross, onde se passa toda a história do primeiro filme, foi filmado em locações reais (e belíssimas!). A fachada, segundo Timlin e Kate, que vieram ao Brasil divulgar a produção, foi gravada num castelo em Budapeste. Já os fundos foram captados em outra locação, a duas horas dali.

Também segundo a atriz e a autora, os incêndios mostrados no filme foram provocados de verdade, em cenários construídos. “Foi muito assustador”, declarou Timlin.

A donzela em apuros

Uma crítica feita à exaustão na época da saga “Crepúsculo”, que promete se repetir em “Fallen”, é sobre o fato de a protagonista ser sempre submissa aos seus parceiros e precisar ser protegida por eles. Quando questionada sobre isso, Timlin afirmou que não acha que ter personagens femininas buscando o amor seja algo “desempoderador”. Pelo contrário, ela acredita que a ideia de que “o amor pode dar asas” é uma mensagem poderosa para as jovens fãs.

De fato, a protagonista do filme tem um momento de força quando se recusa a usar medicamentos sob a justificativa de que “prefere ser honesta à sua natureza do que corresponder a expectativas”, mas sua relação com Daniel (Jeremy Irvine) e Cam (Harrison Gilbertson) não é desenvolvida o suficiente para que se possa tirar conclusões.

Estereótipos datados

A juventude evoluiu. Hoje, ser adolescente não é sinônimo de usar coturnos, ser anti-social, fazer uma pose pensativa na varanda da escola ou roubar uma moto. Isso era o clichê dos anos 90, mas parece ser a realidade dos protagonistas no filme de Scott Hicks (“Shine” e “Sem Reservas”). Será que o público dos livros conseguirá se identificar?

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Por Juliana Varella

Atualizado em 7 Dez 2016.

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