Guia da Semana
Cinema
Por Juliana Varella

Crítica: Bradley Cooper vive um chef bad boy em “Pegando Fogo”

Filme estreia no dia 10 de dezembro nos cinemas.

Bradley Cooper interpreta Adam Jones, um chef de cozinha que tenta recuperar a fama após um tempo de reclusão (Divulgação)

A gastronomia está na moda em Hollywood. Depois de comédias (“Chef”), romances (“A 100 Passos de Um Sonho”) e animações (“Ratattouille”) se aventurarem no tema, é a vez de um drama mais tenso abordar a rotina de um chef de cozinha em busca de sua terceira estrela Michelin.

Em “Pegando Fogo”, Bradley Cooper vive Adam Jones, um chef bad boy que coleciona inimizades por onde passa. No auge da carreira, em Paris, ele se envolveu com drogas, álcool e outros vícios e, eventualmente, colocou tudo a perder. Agora, alguns anos depois, ele decide que é hora de voltar.

O filme nos apresenta Jones por meio de sua relação com amigos e inimigos. Em Londres, ele visita cada um deles para criticar sua comida ou roubar um funcionário – ou até, como é o caso de Tony (Daniel Brühl), se apossar do restaurante inteiro.

O filme, dirigido por John Wells (“Álbum de Família”), surpreende nos detalhes. A relação entre Jones e Tony, por exemplo, é de uma beleza sem tamanho. Também chama a atenção sua ligação com o “arqui-inimigo”, o chef concorrente Reece (Matthew Rhys), que protagoniza uma cena memorável na segunda metade do filme.

“Pegando Fogo” também se destaca pela fotografia, assinada pelo brasileiro Adriano Goldman. Limpa e nítida, dominada pelo branco com pequenos pontos vibrantes de cor, ela dialoga com os pratos servidos no restaurante de Jones – obsessivamente perfeitos. A edição também assume um papel importante, apostando em cortes rápidos e fora de cronologia para mostrar a construção de um prato ou os movimentos dos personagens, revelando a correria meticulosa que é a cozinha de um restaurante. Essa correria, mais tarde, dará lugar a uma harmonia quase inimaginável.

Cooper segura bem o papel de cozinheiro explosivo e apaixonado, sem nenhuma consideração pelos companheiros, e o faz sem parecer robótico. Seu segredo está em ser, ao mesmo tempo, popular e impopular, sedutor e repulsivo. Felizmente, o roteiro não apela para nenhuma cena de sexo para provar sua masculinidade ou virilidade – suas relações são mais complexas do que isso.

Além de Cooper e Brühl, o filme ainda traz Sienna Miller como o braço direito de Jones, Omar Sy como um de seus cozinheiros, Emma Thompson como uma psicóloga (que faz o contraponto sereno à loucura da cozinha) e Uma Thurman numa breve participação especial.

“Pegando Fogo” estreia no Brasil no dia 10 de dezembro.

 


Por Juliana Varella

Atualizado em 11 Dez 2015.

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