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Por Redação Guia da Semana

“Jack Reacher: Sem Retorno” se rende aos clichês e não faz justiça ao seu antecessor

Filme com Tom Cruise estreia no dia 24 de novembro.

Danika Yarosh é uma adolescente que alega ser filha de Reacher (Foto: Divulgação/Paramount)

Em 2012, um filme de ação chamado “Jack Reacher: O Último Tiro” surpreendeu a crítica e o público ao propor um “toque” original ao gênero. Ele trazia um herói que transitava entre a lei e o crime, corrigindo injustiças com atos que fariam dele um criminoso (e se mantendo sempre inalcançável por isso), dentro de uma história inteligente e bem amarrada. Nada tão diferente do padrão do gênero, mas feito com habilidade e o cuidado de não fazer as escolhas mais óbvias.

Tudo isso parece agora pertencer a um passado muito distante, já que “Jack Reacher: Sem Retorno”, a sequência daquele primeiro filme baseada no livro homônimo de Lee Child, chega aos cinemas nesta quinta trazendo exatamente o oposto: um apanhado de clichês que fazem de Reacher (Tom Cruise) uma mistura indistinguível de Jason Bourne, James Bond e Bryan Mills.

O filme começa com uma grande demonstração de poder do herói: depois de espancar um grupo de homens, ele é preso por dois policiais e reverte a situação, avisando que o telefone tocará em 90 segundos e eles é que serão algemados. Ele sabia algo que os agentes não sabiam – afinal, ele era Jack Reacher.

Passada essa introdução (não é preciso ter assistido ao primeiro filme para acompanhar este), descobrimos que Reacher está se correspondendo com uma oficial do exército (Cobie Smulders) na unidade onde ele costumava trabalhar e, por alguma enorme coincidência, ela acaba sendo presa por estar perto demais de desmascarar um esquema de corrupção. É claro que Reacher tomará providências.

“Jack Reacher: Sem Retorno” repete tudo aquilo que já vimos em outros filmes do gênero, sem surpreender em nenhum quesito. Temos uma personagem feminina “forte” que é o braço-direito o protagonista e que, apesar de fazer um discurso feminista gratuito no meio do filme, não toma nenhuma atitude sem consultá-lo. Temos, também, o clássico problema da paternidade e do instinto de proteção, a violência em lugares públicos que não chama a atenção de ninguém e, para fechar com chave de ouro, o vilão cuja única motivação é medir forças com o herói.

“Sem Retorno” sofre claramente a ausência de Christopher McQuarrie (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), que assinara o roteiro e a direção do primeiro filme. No lugar, conta com uma adaptação escrita a seis mãos e dirigida sem sutileza por Edward Zwick (“Diamante de Sangue”), que não consegue trazer a essência dos personagens à tela. Nem mesmo Tom Cruise, sempre carismático, consegue segurar a bomba.

O filme estreia no dia 24 de novembro em todo o país.

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Atualizado em 22 Nov 2016.

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