Guia da Semana

Motivos para ver “A Forma da Água”, vencedor do Oscar 2018

Filme teve o maior número de indicações ao Oscar 2018 e venceu o festival de Veneza.

Estreia nesta quinta, 1º de fevereiro, um dos favoritos ao Oscar 2018: “A Forma da Água”. O novo filme de Guillermo Del Toro conta a história de uma faxineira muda (Sally Hawkins) que se apaixona por uma criatura capturada para uso militar no laboratório onde ela trabalha. Se você ainda não decidiu se compra ou não seu ingresso, confira 7 motivos para não perder esse lançamento por nada:

 

Prêmios

Esse romance fantástico recebeu 13 indicações no Oscar 2018, incluindo Melhor Filme, e é o concorrente a ser batido na corrida pelo ouro. Ele também foi premiado no Globo De Ouro (Melhor Diretor e Trilha Sonora) e no Festival de Veneza (onde ganhou o Leão de Ouro).

 

Atuações

Tanto Sally Hawkins quanto Richard Jenkins e Octavia Spencer concorrem a Oscars por suas atuações no filme de Del Toro. Nada mais justo: seus personagens parecem saltar da tela para a vida real, cheios de carisma e sentimentos, e Hawkins, em especial, extrai a melhor interpretação de sua carreira com uma personagem muda, sonhadora e cheia de personalidade.

 

Guillermo Del Toro e seus monstros

O diretor mexicano sempre teve uma sensibilidade especial para trabalhar com personagens monstruosos e criaturas mágicas. É dele o monstro com olhos nas mãos em “O Labirinto do Fauno” e a encarnação do super-herói demoníaco “Hellboy” nas telas. Agora, ele cria um homem-anfíbio que é sequestrado pelo exército para ser estudado como uma potencial arma de guerra contra os russos, durante a Guerra Fria.

 

Cenografia

“A Forma da Água” é um filme para se esbaldar, visualmente, do começo ao fim. Logo na primeira cena, um apartamento inteiro é submerso em água esverdeada, apresentando a história de Elisa e o Monstro como uma espécie de conto de fadas. Depois disso, desfilam diante do público salas de cinema antigas, ateliês maravilhosamente caóticos, laboratórios de estética steampunk (um movimento artístico que mistura a tecnologia mecânica a vapor com um futurismo anacrônico) e todo um conjunto de texturas, cores, estampas e temperaturas que é impossível de apreender numa sessão só.

 

Figurino

Ambientado em algum ponto dos anos 60, o longa também capricha no figurino de época, ao mesmo tempo reproduzindo com fidelidade a moda do momento e recriando suas referências de forma a reforçar o caráter de seus personagens e dar um tom de fábula às suas histórias.

 

Homenagem ao cinema

Em meio ao romance e ao drama, “A Forma da Água” também faz sua própria homenagem à história do cinema, celebrando especialmente os musicais da Era de Ouro de Hollywood e as superproduções épicas, como “A História de Ruth” (que é exibido no cinema sob o apartamento da protagonista e foi lançado, na vida real, em 1960).

 

Representatividade

Enquanto os dois personagens principais, Elisa e o homem-anfíbio, se comunicam apenas por linguagem de sinais (o que, por si só, já é um passo rumo à representatividade), a maior parte das falas do filme são delegadas a uma mulher negra (Octavia Spencer) e a um homem homossexual (Richard Jenkins), que são os dois únicos amigos de Elisa. Vale lembrar, ainda, que o diretor Guillermo Del Toro é latino, o que faz deste filme uma exceção em meio aos títulos mais prestigiados em Hollywood.

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Atualizado em 5 Mar 2018.

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