Guia da Semana
Comportamento
Por Julia Bueno

Mundo ao contrário: e se a sociedade fosse feminista ou homonormativa?

Dois projetos em vídeo mostram como seria se a sociedade fosse heterofóbica ou feminista sexista.

Cena de All You Need Is Love? (Reprodução)

A discussão da heteronormatividade e de temas como sexismo, feminismo, direitos e deveres do homem (e da mulher) e, principalmente, a respeito da igualdade de direitos entre etnias, sexos, escolhas sexuais e classes sociais não é recente.

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Faz bastante tempo que os padrões quadrados e antiquados da sociedade paternal e heteronormativa vem sendo colocados em xeque. Mas, muita vezes, por mais mente aberta que você seja, fica difícil imaginar como seria se o mundo fosse, bom, ao contrário. Se as pessoas que são hoje maioria estivessem na pele das minorias ou daqueles que sofrem algum tipo de abuso ou preconceito.

Afinal de contas, para algumas pessoas argumentos podem parecer pequenos, porque não acontecem com elas, como ser cantado na rua ou culpar as roupas e a forma de agir de uma pessoa pela atitude de outras.

Então, dois projetos super bacanas, um francês e outro americano, resolveram inverter a ordem das coisas e mostrar, de forma bem visual e explícita, como seria se, bom, as coisas fossem vice versa, confira:

O primeiro projeto, chamado All You Need Is Love apelidado de Heterofobia, recria o mundo se, ao invés de heteronormativa, a sociedade fosse homonormativa, ou seja, casais homossexuais fossem a maioria, os únicos "aceitos" pela religião, entre outras coisas. O curta foi inspirado por histórias de jovens gays que sofreram bullying e abusos por sua sexualidade.

“Bullying com adolescentes e suicídio de jovens por causa da preferência sexual de alguém é ridículo – e esse filme vira a mesa da sociedade moderna. E se as posições fossem invertidas?”, disse a criadora/diretora K.Rocco Shields.

A história do curta acompanha a vida de uma garota de uma família "perfeita": duas mães, um irmãozinho e tudo feliz. Homens apenas namoram homens e mulheres, mulheres. Uma vez por ano, na "época de reprodução", homens a mulheres fazem sexo com o único propósito de procriar. Mas nossa protagonista é diferente, é errada e não entende porque: ela gosta de garotos. O final é chocante e super emocionante. Se liga:

O segundo projeto, francês, tem o objetivo de mostrar, também de forma bem visual e explícita, como é o sexismo e as dificuldades de ser mulher e passar, muitas vezes, por situações em que o machismo predomina.

No curta Oppressed Majority, de Eleonore Pourriat, podemos acompanhar um dia na vida de um pai. Preconceitos, abusos, falta de informação e cuidados com quem sofre abusos e outras noções deturpadas de "normal" ou "culpa" que ficam bem mais fáceis de perceber o absurdo quando invertemos os papéis. Se liga e ative as legendas do YouTube:


Por Julia Bueno

Atualizado em 20 Mai 2014.

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