Guia da Semana
Filhos (antigo)
Por Juliana Varella

“Os Muppets 2” é filme para crianças e fãs

Longa arranha o sarcasmo, mas cai num humor infantil e cheio de clichês.

Ricky Gervais vive o agente Dominic Badguy (Divulgação)

Poucos personagens estão tão enraizados na cultura norte-americana como Kermitt, Miss Piggy e toda a trupe de bonecos dos Muppets. James Bobin (diretor) e Nicholas Stoller (roteirista) abraçaram essa ideia e não pouparam americanidades em “Os Muppets 2 – Procurados e Amados”, que estreia no dia 26 de junho nos cinemas.

A primeira sequência musical, carregada de um sarcasmo e uma auto-consciência que não se sustentarão ao longo do filme, faz piada com essa identidade. Somos lembrados de que Hollywood dita regras preguiçosas (com sequências e remakes cheios de clichês), que os norte-americanos são xenofóbicos (e não leem legendas), ou que a única função de seus filmes é, sem rodeios, arrecadar muito dinheiro.

Se o início prepara o espectador para um filme questionador, não é isso que encontramos nos minutos seguintes. Pensado para um público bastante infantil (ou simplesmente infantilizado), o longa aposta num humor fácil, explorando a ingenuidade dos personagens-fantoches e a maldade atrapalhada dos vilões, como já se viu infinitas vezes antes.

Na nova aventura, Kermitt é trocado por um criminoso idêntico a ele chamado Constantine. O sósia usa os shows do grupo para disfarçar seus roubos, enquanto Kermitt fica encarcerado numa prisão russa. Toda a manobra é orquestrada por Dominic Badguy (literalmente, Dominic Vilão), vivido com todos os excessos permitidos numa comédia infantil por Ricky Gervais.

Na prisão, Kermitt conhece Nadya (Tina Fey) e acaba dirigindo um grupo de teatro formado por criminosos-machões como Ray Liotta ("Os Bons Companheiros") e Danny Trejo ("Machete"). Lady Gaga, Tony Bennett, Christoph Waltz, James McAvoy, Salma Hayek e Céline Dion são alguns dos outros nomes convidados para participações especiais, em sua maioria aleatórias – apenas para que se possa apontar o dedo e dizer “olha! É ele”.

Explorar um clichê como esse até o limite do bom senso é um dos truques do filme, que também se apoia fortemente em piadas sobre estereótipos europeus. Em Madri, por exemplo, todos vestem vermelho e preto e a atração principal dos Muppets é uma tourada. Na Irlanda, as cores dominantes são verde e marrom. O policial francês (Ty Burrell, carismático) vive saindo de férias ou encerrando o expediente cedo. Etc, etc.

Quanto aos bonecos – estrelas jogadas para escanteio num filme que privilegia os atores de carne-e-osso – seus melhores momentos estão no palco, quando apresentam, mesmo que brevemente, seus números insensatos. É ali que reconhecemos os Muppets, como as boas e velhas criaturas barulhentas de humor nonsense que encantam gerações desde os anos 50. Pelo menos, eles ainda estão ali.

Assista se você:

  • É fã incondicional dos Muppets
  • Quer levar seus filhos para ver uma comédia
  • Gosta do humor norte-americano

Não assista se você:

  • Não gostou do filme de 2011
  • Não quer ver um filme muito infantil
  • Não gosta de musicais

Por Juliana Varella

Atualizado em 25 Jun 2014.

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