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Por Álvaro Saluan, Pizza Fria

DOOM Eternal | Review

A minha primeira lembrança de algum jogo da série DOOM é bem antiga: uma fita vermelha da edição de Super.

A minha primeira lembrança de algum jogo da série DOOM é bem antiga: uma fita vermelha da edição de Super Nintendo, que eu costumava alugar quando criança, ainda antes dos anos 2000. Lembro da dificuldade em conseguir concluir aquele jogo e da quantidade surreal de monstros e toda a violência observada em uma TV bem antiga, que mal tinha cores…

Pois é, hoje, depois de mais de 20 anos, retorno para a série e jogo DOOM Eternal, game desenvolvido pela id Software e publicado pela Bethesda Softworks para PlayStation 4, Google Stadia, Xbox One, Nintendo Switch e PC. Automaticamente, memórias de minha infância surgem e eu vejo aqueles gráficos simples feitos em 16 bits se transformarem de uma maneira incrível, dando nova vida a uma séria clássica dos videogames.

Onde tudo começa em DOOM Eternal

DOOM Eternal é uma sequência do título anterior da franquia, DOOM, lançado em 2016. Sendo assim, a narrativa se inicia dois anos após os acontecimentos do anterior, onde DOOM Slayer, o protagonista da caçada, regressa de Marte para encontrar o planeta Terra dominado por incontáveis monstros. E, seguindo aquele clichê que todo mundo adora, o objetivo do jogo consiste em salvar o planeta. E, para fazer isso, o nosso sanguinário protagonista conta com um arsenal imenso, que vai sendo adquirido ao longo da trama.

O título é dividido por fases, que contam com diversos monstros e lugares a serem explorados, escondendo assim diversos itens como “bonecos” do jogo, discos com músicas, vidas e outras coisas ligadas (ou não) à jogabilidade. De toda forma, os níveis, muito bem desenhados, nos levam a querer passear e a achar os seus segredos. E isso torna a experiência dos 13 capítulos beeeem longa. Inclusive, longa demais para um shooter. E isso pode ser tanto uma maravilha, quanto algo repetitivo, variando de jogador para jogador. Para se ter uma ideia, o tempo médio para se concluir o jogo é de 15 a 20 horas, o que consideravelmente longo para o gênero.

doom eternal
DOOM Slayer volta com tudo! Imagem: Divulgação.

A velha dificuldade

Pois bem, DOOM Eternal segue a fórmula de tiroteios insanos, sendo um título bem difícil, até mesmo no modo considerado “normal”. De toda maneira, vale mostrar os diferentes níveis em que o título pode ser jogado. Confira abaixo os quatro níveis:

  • I’m Too Young To Die (Sou jovem demais para morrer): Considerado o nível mais fácil, nele haverá algumas brigas dramáticas. Além disso, espere passar por algum sufoco e algumas poucas mortes ocasionais no caminho. Os inimigos atacam pouco e contam com dano reduzido. Por fim, alguns itens que você adquire ao longo das fases, como saúde e armadura, valem mais do que em dificuldades maiores.
  • Hurt Me Plenty (Me machuque bastante): O nível considerado “normal”, é sugerido para quem tem bons reflexos e gosta de explorar itens de progressão. Sendo assim, invista em suas armas e habilidades para conseguir derrotar ao longo do jogo. Nele, os monstros atacam frequentemente e causam danos maiores. Portanto, espere ficar sem balas, sem saúde e até mesmo morrer por várias vezes.
  • Ultra-Violence (Ultra-Violência): Bem mais difícil que o nível acima, é feito para jogadores experientes, com ótimos reflexos e interessados em aumentar os níveis das armas. Os inimigos lançam ataques de poder com mais frequência e causam danos consideravelmente mais altos. Aqui, a morte já até vira sua amiga.
  • Nightmare (Pesadelo): Esse nível é feito para os viciados em FPS, pois é extremamente difícil. Portanto, se você deseja enfrentá-lo, tenha reflexos rápidos e muita paciência, pois os inimigos virão com tudo.

Em todos eles, o jogo mantém uma nostalgia na jogabilidade que me surpreendeu. Sendo assim, você perceberá que a jogabilidade é bem diferente da dos jogos de tiro da atualidade. E esse é um ponto muito bom, pois não destoa da fórmula clássica de DOOM. Nisso, a movimentação do Slayer é rápida, e auxilia os jogadores a recuarem de hordas sedentas por sangue. E acredite, recuar é preciso. Não só recuar, mas também gerenciar as munições, que são bem limitadas, algo que pode frustrar bastante os jogadores ruins de mira.

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Muitos inimigos surgem nos treze níveis do jogo. Imagem: Divulgação.

A beleza da barbárie

Não há como não falar da qualidade gráfica de DOOM Eternal. O jogo apresenta gráficos incríveis, tanto em sua jogabilidade, quanto nas cutscenes. Isso traz uma beleza surpreendente em toda a sua sanguinolência. É impressionante o quão bem feitos os níveis e seus monstros são feitos (por dentro e por fora). Isso fica mais evidente quando o protagonista os destrói de perto, onde podemos ver cada um dos seus detalhes. Aliás, o título deu uma repaginada muito boa nos demônios, que já são velhos conhecidos dos fãs.

Essa barbárie toda acontece de forma praticamente incessante. Na verdade, o jogador já sabe onde os momentos de ação acontecerão, pois eles são constantes. Não há sossego no inferno trazido pelos demônios. Ou seja, não espere um jogo como as séries Call of Duty e Battlefield: aqui o negócio é completamente diferente. E é justamente aí que reside uma das suas maiores qualidades, sendo DOOM Eternal um conhecido “diferentão”.

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A qualidade gráfica de DOOM Eternal é surpreendente! Imagem: Divulgação.

Vale a pena comprar DOOM Eternal?

Francamente, DOOM Eternal torna ainda melhor a experiência observada no título de 2016: seus gráficos ficam ainda mais bonitos, a jogabilidade segue afiada e os desafios são incessantes. A jogabilidade é bastante customizável e, embora apresente desafios repetitivos, pode ser modificada de acordo com as armas usadas. Mas é prazeroso aniquilar incontáveis inimigos pelo mapa, sobretudo ao usar as Glory Kills, que ficam disponíveis quando os inimigos começam a piscar. Isso deixa a carnificina ainda mais evidente. Portanto, se prepare para picotar, explodir e destroçar diversos inimigos por várias vezes.

Aliás, o jogo conta com o modo Battlemode, focado na experiência multiplayer. Ele pode ser jogado online ou de forma local, trazendo combates assimétricos de 2v1. Nele, o DOOM Slayer deverá lutar contra duas criaturas, também controladas por jogadores, sendo um diferencial divertido, mas que certamente não é o foco do título. Inclusive, há uma terrível dificuldade em se encontrar outros jogadores no modo online.

Ao jogar, encontrei poucos bugs, o que é excelente. De incômodo, a parte aquática do game me irritou bastante, sendo meio mal feita. Mas foi só isso. O jogo pode ser uma boa saída para os jogadores de FPS que desejarem sair dos diversos títulos de guerra que surgem diariamente. Por fim, é muito bom deixar claro que DOOM Eternal é um arcade game. E isso é maravilhoso! Certamente, o game figurará entre os maiores títulos de um conturbado 2020, valendo muito a pena para fãs antigos e novos jogadores.

*Review elaborada no PlayStation 4 Pro, com código fornecido pela desenvolvedora.

Pizza Fria

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Por Álvaro Saluan, Pizza Fria

Atualizado em 28 Abr 2020.

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