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Por Lucas Soares, Pizza Fria

Final Fantasy VII Remake | Review

Final Fantasy VII é um dos suprassumos dos JRPGs. Foi um jogo que marcou uma geração inteira de jogadores do.

Final Fantasy VII é um dos suprassumos dos JRPGs. Foi um jogo que marcou uma geração inteira de jogadores do gênero, conquistando fãs por todo o mundo. Então, quase cinco anos atrás, a Square Enix revelou que estava trabalhando em Final Fantasy VII Remake, uma reimaginação total de um dos maiores clássicos dos videogames.

É claro que essa notícia chegou como uma bomba na comunidade e o hype foi imediato. À medida que o tempo ia passando, fomos sendo alimentados com informações aos poucos, que iam saciando um pouco nossa curiosidade. Como seria o gameplay desse remake? A história seria alterada? Se sim, em que pontos chaves?

Muitas dessas perguntas acabaram sendo respondidas durante o próprio desenvolvimento do game. A primeira delas foi a mais chocante: o jogo seria dividido em episódios e a história da primeira parte, falaria apenas dos acontecimentos de Midgar, equivale à parte do primeiro disco que compunha o jogo no PS1.

Outras mudanças foram aos poucos sendo reveladas. As batalhas de turno, em desuso pela indústria atualmente, dariam lugar ao dinamismo das batalhas em tempo real, em um misto de RPG com hack n’ slash. A narrativa ganharia missões secundárias, mas como isso se encaixaria na lineariedade da primeira parte de Final Fantasy VII? A resposta para essa e outras perguntas eu trago agora, em mais uma análise sem spoilers do Pizza Fria!

Cloud Strife - Final Fantasy VII Remake
Cloud jogando dardos no Sétimo Paraíso (Imagem: Divulgação)

Bem vindo a Midgar!

Em Final Fantasy VII Remake, você novamente assume o papel de Cloud Strife, um ex-SOLDIER que agora trabalha como mercenário. SOLDIER é uma unidade de elite do exército da Shinra Electric Power Company, uma empresa que descobriu como extrair um elemento chamado Mako do Planeta e isso a tornou super poderosa.

Bom, da mesma forma que isso não faz muito sentido de ser lido separadamente, é exatamente assim que a narrativa nos joga a história. Da mesma forma como ocorreu em 1997, no lançamento original. Não sabemos quem somos, onde estamos, mas sim que devemos lutar pelo AVALANCHE, um grupo ecoterrorista liderados por Barret Wallace, e destruir os reatores de Mako e salvar o Planeta. E assim seguimos em frente.

Barret - Final Fantasy VII Remake
Barret é o líder da célula local do AVALANCHE (Imagem: Divulgação)

Mesmo que no começo você seja “apenas” um mercenário contratado para alguns trabalhos, quando a situação foge do controle, algumas coisas tornam-se pessoais. E é aí que você entra, exercendo o seu papel herói e, quem sabe, de salvador do mundo.

Mas Cloud e Barret não estão sozinhos. Eles contam com o auxílio de Tifa Lockhart, uma lutadora e amiga de infância de Cloud, e posteriormente Aerith Gainsborough, uma misteriosa e simpática vendedora de flores, que parece ser muito mais do que aparenta ser.

Tifa no Sétimo Paraíso
A recriação de Tifa ficou incrível (Imagem: Divulgação)

Mãos à obra!

Final Fantasy VII, o original, leva cerca de 38h para ser concluído, conforme o HowLongToBeat. Então a preocupação dos fãs e da comunidade foi enorme em quanto tempo o jogo duraria, principalmente porque traria apenas a parte de Midgar.

Eu levei pouco mais de 35h para terminar toda a história principal de Final Fantasy VII Remake, concluindo 24 missões secundárias e coletado alguns dos itens extras. Não foi um gameplay rushado, nem muito detalhista. Joguei no meu tempo, explorando um pouco os mapas, e sem pular nenhuma cutscene. Mas o que a Square Enix fez para torná-lo tão maior?

Aerith - Final Fantasy VII Remake
A misteriosa Aerith é uma das personagens centrais da trama de Final Fantasy VII (Imagem: Divulgação)

É óbvio que as missões secundárias acrescentam algum tempo no videogame, mas elas não são tão decisivas para a conclusão da história. Lógico que algumas podem até trazer alguns benefícios, como summons extras, ganhos de XP ou itens úteis, mas o que realmente aumenta a durabilidade do jogo são as cutscenes e os mapas ampliados. E todas com enorme qualidade.

Para efeito de comparação, no Final Fantasy VII original, não se gasta nem 20 minutos para colocar a bomba no reator 1 e derrotar o primeiro boss do jogo. Já no Remake, seja pelos ambientes mais elaborados ou pelas cenas repletas de diálogos, esse tempo é mais que dobrado. E é bom lembrar que essa primeira parte está disponível em uma demo gratuita na PlayStation Store.

Biggs - Final Fantasy VII Remake
Biggs é um personagem secundário importante para a trama (Imagem: Reprodução)

O brilho do audiovisual de Final Fantasy VII Remake

Final Fantasy VII foi revolucionário por vários motivos, mas um deles foi o fato de ter sido o primeiro jogo em 3D da popular franquia de JRPGs. Assim, o Remake estava recheado de expectativas, principalmente em função de todo o material promocional que a Square Enix revelou ao longo do período de desenvolvimento.

E eu arrisco a dizer que essas expectativas foram atingidas com sucesso. Ver como Midgar se transformou era algo inimaginável há 20 anos. E, cá estamos nós, diante de uma das mais belas e vivas cidades de toda a franquia, recriada e ampliada com detalhes de cair o queixo.

Sephiroth - Final Fantasy VII Remake
Sephiroth, o icônico vilão do game (Imagem: Divulgação)

No entanto, mais bonito do que Midgar, foi o trabalho da desenvolvedora ao dar o novo visual aos personagens. Todos os personagens principais da trama receberam detalhes extremamente realistas em suas faces, que agora transmitem emoção, indo do Cloud ao icônico vilão Sephiroth.

E junto a isso tudo está uma trilha sonora digna de Final Fantasy. Seja no Mercado Murado (Wall Market), no Sétimo Paraíso (7th Heaven) ou na Sede da Shinra (Shinra Headquarters), a trilha sempre vai fazer justiça à situação.

Mercado Murado em FFVIIR
O Wall Market ganhou um novo visual (Imagem: Divulgação)

Da água pro vinho!

Se a narrativa e o trabalho audiovisual já seriam mais do que suficientes para dar uma cara nova para Final Fantasy VII, a principal alteração na jogabilidade fez uma brutal diferença. Em tempos em que se exige dinamismo e habilidade com os dedos, assim como raciocínio para superar obstáculos, as batalhas de Final Fantasy VII Remake alteraram completamente o jogo.

O sistema de batalha é realmente incrível. Como disse acima, é uma mescla de hack n’ slash com RPG, em que você pode quase parar o tempo caso suas barras de BTA (Active Time Battle, em inglês) atinjam o nível esperado e só aí definir que tipo de ação tomar. Tudo é muito dinâmico, bastando pressionar o X para acessar o menu e os botões L2/R2 para alterar entre os personagens.

Batalha - Final Fantasy VII Remake
O robusto sistema de batalhas (Imagem: Divulgação)

E cada um deles possui habilidades associadas as armas. Conhecer cada personagem é fundamental, pois você até pode só apertar quadrado contra inimigos comuns, mas se repetir essa estratégia contra outros de nível mediano pra cima, vai levar chumbo.

Mas ainda temos as Materias, que assim como em 1997, são equipáveis e permitem que as magias sejam usadas, variando a quantidade de acordo com o equipamento que você utiliza, e a evolução dele. Porém, a cereja do bolo são os summons.

Ao contrário do jogo original, em que você invocava eles para utilizar apenas um poderoso golpe, aqui eles se tornam companheiros de batalha. Eles entram para a party e obedecem seus comandos, a medida que a BTA enche. Quando o tempo de invocação acaba, aplicam um golpe especial. É bom ressaltar, no entanto, que eles não estão disponíveis em todas as batalhas e aparecem sempre “quando mais precisamos”, por assim dizer.

Shiva
Shiva é obtida em um desafio de batalha (Imagem: Divulgação)

Vale a pena comprar Final Fantasy VII Remake?

É incrível como em Final Fantasy VII Remake tudo evoluiu graciosamente. Tanto os elementos narrativos que foram modernizados, como a beleza gráfica de Midgar é algo assustadoramente bonito. É o Final Fantasy mais bem feito até hoje e isso não resta a menor dúvida, em todos os pontos. Somado à isso, o robusto de sistema de batalhas transformou completamente o jogo.

Há algumas falhas e eu vou citá-las apenas por desencargo, afinal, não tiram a grandeza do game. Não há tanta variedade de inimigos nem qualidade gráfica nos mesmos. Alguns NPCs possuem texturas não tão polidas quanto dos personagens principais. Algumas das missões secundárias são bem cansativas e a impressão que tive é de que elas estão lá só para acrescentar mais algum tempo no gameplay. Ou mesmo as principais, quando tive que, literalmente, subir 59 andares de escada no prédio da Shinra.

A linearidade é algo que também chama atenção. Lembra um pouco o último God of War. Tirando em alguns pontos em que é possível executar missões secundárias e explorar o mapa, a maior parte do jogo é progredir por um sistema já definido. Mas, nada do que reclamar. Essa parte, em 1997, também era assim.

Apesar da narrativa estabelecida nessa primeira parte ter tido começo, meio e fim, ficam algumas questões pertinentes: quando a Square Enix vai lançar a segunda parte? Ela será comercializada ou disponibilizada como uma atualização gratuita para os proprietários dessa versão? É aguardar pra ver!

Final Fantasy VII Remake está disponível como um exclusivo temporário para PlayStation 4 até o dia 10 de abril de 2021.

*Review elaborada no PlayStation 4 padrão, com código fornecido pela Square Enix.

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Atualizado em 13 Abr 2020.

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