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Por João Gabriel Marques, Pizza Fria

Star Wars: Squadrons | Review

O universo maravilhoso de Star Wars já foi fonte de inspiração, por conta das características vastas de seus personagens e.

O universo maravilhoso de Star Wars já foi fonte de inspiração, por conta das características vastas de seus personagens e mundos, a variados jogos de gêneros diversos, de luta, passando por tiro, corrida, e até uma expansão no The Sims (veja nossa review aqui!). Infelizmente, a qualidade desses títulos também varia tanto quanto as maneiras de viver aventuras virtuais relacionadas à galáxia tão tão distante.

Felizmente, Star Wars: Squadrons se posiciona firmemente no espectro positivo desses títulos. Fruto de parceria entre Electronic Arts, a Motive Studios e a Lucasfilm, o jogo chega para PC, PlayStation 4 e Xbox One, e tem o combate espacial de naves como foco, com o diferencial de ser potencializado por tecnologia VR. Confira, agora, o que achamos dessa nova empreitada com a saga mais querida da ficção cientifica, em mais uma resenha do Pizza Fria!

Uma guerra estelar

A primeira coisa que Star Wars: Squadrons pede ao jogador é customizar dois avatares, cada um ligado a um lado do conflito que rege a história da franquia: a Nova República e o Império. A customização não é muito detalhada, com apenas algumas opções no que tange aparência e voz. Isso não gera muito problema, afinal, a maior parte do modo história é jogada em uma visão primeira pessoa, o que nos impede de ver nosso personagem.

A campanha foca no conflito no “projeto Starhawk”, uma iniciativa secreta da Nova República que deverá ser decisiva para encerrar o conflito com o império de uma vez por todas. Com este fio condutor, a narrativa vai e volta entre missões desempenhadas por nossos avatares, que assumem posições nos esquadrões Vanguarda, da Nova República e Titã, do império.

Star Wars: Squadrons: Vanguarda
O jogador se junta tanto ao esquadrão vanguarda… (Imagem: Divulgação)

Os personagens, membros dos esquadrões e comandantes das respectivas facções, foram bem construídos para o tamanho do modo história. Entre missões, podemos interagir com eles em uma visão primeira pessoa, o que ressalta a imersão do título, claramente pensado para interagir de forma satisfatória com a tecnologia VR.

Apenas 14 missões (pouco mais de 10 horas) resolvem a campanha de Star Wars: Squadrons. A variedade das tarefas é satisfatória, ainda que um pouco repetitiva. Os objetivos misturam ataque a instalações inimigas e defesa de naves aliadas chave. De maneira geral, a modalidade cumpre bem seu objetivo, que é o de ensinar sobre o que o jogo oferece, preparando o usuário para embarcar no multiplayer.

Star Wars: Squadrons
… como ao esquadrão Titã em Star Wars: Squadrons! (Imagem: Divulgação)

Voo preciso

O voo em Star Wars: Squadrons funciona a partir de um sistema de redirecionamento de energia. Em naves da Nova República, podemos focar a força de nossa nave nos escudos, propulsores ou canhões. Os escudos têm, ainda, uma dimensão estratégica adicional, podendo ser colocados com mais intensidade em partes específicas da embarcação. Veículos do império, por sua vez, não contém escudos. Mas em compensação, podem sobrecarregar as outras duas áreas, obtendo ainda mais poder.

Essas ferramentas nos demandam avaliar a situação em que nos encontramos e traçar estratégias. Recebendo fogo pesado de um inimigo que está atrás de você? Talvez seja uma boa ideia redirecionar a força para os propulsores e fugir rapidamente, enquanto colocamos os escudos na traseira para reduzir o dano.

Star Wars: Squadrons
O jogador deve entender todos os instrumentos visuais colocados na cabine. (Imagem: Divulgação)

O uso hábil da mecânica de distribuição de energia também recompensa o jogador com a habilidade de fazer manobras rápidas com a nave. Assim, é possível tentar se colocar para se colocar em uma posição vantajosa com os propulsores e rapidamente focar toda a energia nos canhões, de maneira a despachar o adversário rapidamente.

À primeira vista, pode ser confuso subir ao assento da nave e se deparar com diferentes instrumentos e medidores, mas ao entender como se funcionam os recursos que nos são disponibilizados, a experiência se torna muito agradável, pela sensação de controle que temos com o veículo.

Não é exatamente ciência de foguetes (ou é?)

Se tornar capaz de controlar habilmente uma nave não é o bastante para se tirar tudo que Star Wars: Squadrons oferece. É necessário conhecer o funcionamento de todas elas. Existem diferentes classes de veículos no jogo, cada qual com sua particularidade e estatísticas de defesa ou ataque. Embarcações mais velozes que sacrificam defesa, bombardeiros pesados e lentos, com cargas que trazem grande dano e até naves de suporte, que desestabilizam a navegação inimiga e curam danos sofridos por aliados.

Star Wars: Squadrons
As naves de suporte são apenas uma das classes disponíveis aos jogadores em Star Wars: Squadrons (Imagem: Divulgação)

Ampliando ainda mais as possibilidades, podemos customizar diferentes acessórios nas diferentes classes de nave, que nos dão acesso a habilidades variadas. Cada escolha é uma renúncia, no entanto, pois não podemos usar encaixar dois tipos de equipamento na mesma parte da nave. Podemos tomar uma atitude mais arriscada e equipar misseis de grande potencial destrutivo, que devem ser utilizados com mira manual, ou privilegiar a cautela, equipando droides que recuperam as partes danificadas e disparos de longa distância. Também devemos nos preocupar com o que o inimigo está usando, com torpedos que destroem escudos sendo uma boa resposta a naves que os utilizam.

Essas são algumas dentre um número imenso de situações que podem ser vividas pelo jogador. Assim, a medida estimula encontrar configurações que beneficiem seu estilo de jogo e, ao mesmo tempo avaliar a missão que está a frente, equipando sua nave de acordo.

O multiplayer

Sem dúvidas a parte com maior potencial de Star Wars: Squadrons, o multiplayer, vem com poucas alternativas para jogo. A principal delas é a dogfight, que coloca equipes de cinco jogadores em uma disputa aérea. O vencedor sendo o esquadrão que atinge uma certa quantidade de abate primeiro.

A “Fleet Battle” é mais complexa, com os jogadores tendo que defender um cruzador espacial aliado, ao mesmo tempo que garantem a destruição da nave correspondente inimiga. Para chegar até o coração da frota inimiga, devemos primeiro abater embarcações de defesa menor, enquanto travamos combate com pilotos humanos e controlados pela I.A.

Ambas as modalidades requerem mais conhecimento de Star Wars: Squadrons, entendimento das diferenças classes de naves e equipamentos, de maneira a criar um esquadrão balanceado e com o mínimo de fraquezas.

Star Wars: Squadrons
Domínio sobre as mecânicas do jogo é necessário para destruir os grandes cruzadores inimigos. (Imagem: Divulgação)

Além do sistema de voz, presente nos multiplayers online modernos, o jogo oferece um sólido sistema de “pings”, sinais diversos que podemos emitir ao nosso time, relatando situações variadas.

Algo irritante no modo online é a sequência de jogos. Você precisa voltar ao menu principal depois de toda partida para repetir o processo de buscar outra, ao invés de manter o saguão. Uma coisa pequena e que pode ser facilmente resolvida em patchs futuros, mas que incomoda na repetição.

Outro problema é a dependência do online, algo recorrente na atual geração de videogames. Star Wars: Squadrons não oferece multiplayer off-line, o que seria uma ótima opção em todas as modalidades. Até mesmo no online, não existe opção para um coop de sofá.

Vencer partidas dá ao jogador dois tipos de moeda: “Glória” e “Requisição”. A primeira permite que compremos acessórios estéticos para nossas naves, enquanto a segunda dá acesso a equipamentos e armas novos. Até o presente momento, parece que o jogo não sofrerá com o problema de microtransações absurdas, que já derrubou outros títulos da EA.

Vale a pena comprar Star Wars: Squadrons?

Star Wars: Squadrons retrata, de maneira competente, as batalhas espaciais da saga. Certamente construído com o VR em mente, o jogo oferece visuais imersivos e gráficos satisfatórios. Estar em controle das naves é desafiador, com a curva de aprendizado requerendo algumas horas até que possamos ter performances decentes. A recompensa é satisfatória, com a sensação de controle ao executar manobras e alternar rapidamente sua energia para aumentar o desempenho na batalha. Entusiastas de jogos de combate aéreo encontram, aqui, um prato cheio, que permanecerá cheio enquanto o online estiver popular.

Star Wars: Squadrons foi lançado no dia 2 de outubro para PlayStation 4, Xbox One e PC, via Steam, Origin e Epic Games Store. No Metacritic, o título teve média de 79 pontos na versão avaliada.

*Review elaborada no PlayStation 4 padrão, com código fornecido pela Electronic Arts.

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Por João Gabriel Marques, Pizza Fria

Atualizado em 9 Nov 2020.

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