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Por João Gabriel Marques, Pizza Fria

Street Fighter V: Champion Edition | Review

Uma das mais fantásticas franquias de jogos de luta do mundo retorna com Street Fighter V: Champion Edition. Resultado de.

Uma das mais fantásticas franquias de jogos de luta do mundo retorna com Street Fighter V: Champion Edition. Resultado de quatro anos de refinamento constante, essa expansão do jogo base traz todo o conteúdo DLC elaborado pela Capcom desde o lançamento do primeiro título em 2016. O que inclui, mais notavelmente, 40 personagens e 34 estágios. Além de trazer centenas de visuais para os lutadores, assim como novo balanceamento das mecânicas. Mergulhe conosco nesse clássico repaginado, em mais uma resenha do Pizza Fria!

Uma longa jornada

Seria injusto abordar esse título sem falar um pouco de história. Quando foi inicialmente lançado, o Street Fighter V base (chamado por fãs de “vanilla”) foi duramente criticado por parecer um jogo incompleto. Ainda que o gameplay fosse sublime, como é uma marca da franquia, houve controvérsia quanto ao conteúdo apresentado.

Em outras palavras, apenas 16 personagens estavam disponíveis no lançamento, tampouco havia um modo história decente e nem, pasmem, um modo arcade. Algo praticamente inventado pela Capcom em que se escolhe um personagem e participa de lutas de dificuldade crescente até um chefe final, seguido de final individual para o personagem.

O elenco do jogo chega ao máximo com a presença do chefe Gill de Street Fighter 3 (Imagem: Divulgação)

Em contraste com as críticas, o gameplay e recursos online satisfatórios puderam deixar o jogo vivo, enquanto a desenvolvedora ia, aos poucos adicionando os detalhes faltantes ao jogo. Alguns gratuitos, como o antecipado modo história, outros pagos como personagens e cenários. Ainda assim, a maioria do conteúdo podia ser conquistado por “Fight Money”, um dinheiro virtual conquistado dentro do jogo.

Escrevo esse segmento do texto para deixar uma ideia bem consolidada: Street Fighter V: Champion Edition não é um jogo inédito de 2020. É um jogo de 2016 que passou por constantes melhorias e ajustes até chegar neste ponto. Isso o torna um jogo ruim? Certamente não. Mas é um detalhe importante. Tudo o que está sendo ofertado, pode ser reunido no jogo base. Embora o update venha com um preço mais baixo que o comum.

A atualização das mecânicas, inclusive, é gratuita para proprietários do título original. Agora, apesar deste aviso, se me perguntarem se vale a pena adquirir o pacote total, caso não tenham adquirido o jogo base eu digo: com certeza!

A marca de uma série lendária

Sem dúvida, a maior identidade da série, desde o sucesso de Street Fighter 2, em 1991, foi o gameplay fluido, rápido e com ênfase nas diferenças forças de personagens distintos.

Tudo isso é muito exacerbado em Street Fighter V: Champion Edition. Apesar do grande número de lutadores, todos eles, sem exceção, passam a impressão de serem únicos. Até mesmo Ryu e Ken, protagonistas da franquia, notórios por terem gameplay e golpes parecidos ao longo da série estão totalmente distintos.

Além dos tradicionais golpes especiais, executados com uma combinação de botões no controle, cada combatente tem acesso a golpes EX, versões mais poderosas dos mesmos, que custam uma parcela do medidor de “super”, que enche conforme ações são desempenhadas durante a partida. A barra cheia possibilita três golpes melhorados.

Street Fighter V: Champion Edition
O Critical Art em ação (Imagem: Divulgação)

Alternativamente, jogadores podem optar por gastar todos os seus recursos, esvaziando o medidor cheio para executar uma “Critical Art”. Trata-se de uma técnica única para cada personagem, que causa grande quantidade de dano ao oponente.

Apesar de sua potência, a Critical Art tem alguas falhas: o movimento não causa tanto estrago ao ser executado em meio a uma combinação de ataques e também deixa o lutador que a utilizou indefeso após seu uso.

Só até aí, no manejo da barra de super, vemos alguns elementos estratégicos: o jogador deve escolher entre usar golpes Ex, que se todos conectados, danificam mais ainda o oponente que o Critical Art, ou esperar uma oportunidade de ouro para queimar todos os seus recursos de uma vez e virar uma partida.

Novas mecânicas para melhorar o que já era bom

O título também estreia novas mecânicas. O “V-skill” e o “V-Trigger”. O primeiro é um ataque único que enche uma barra “V” especial, que quando completa, desbloqueia o segundo. Esse medidor também pode ser completado ao receber dano do oponente.

Street Fighter V: Champion Edition
O V-trigger, quando ativado, desbloqueia novas habilidades (Imagem: Divulgação)

Já o V-Trigger possibilita ao personagem adquirir habilidades novas ou executa um ataque forte, dependendo de seu usuário. Alternativamente, uma parcela da barra V pode ser gasto para utilizar o “V-Reversal”. Uma técnica defensiva, que tira o oponente de perto e ajuda o combatente a criar espaço para respirar e tramar um contra-ataque.

Sacrificar o medidor para se salvar pode significar que você não terá possibilidades ofensivas para decidir a luta. Porém, a barra se esvazia a cada round. Como resultado, guardar o medidor as vezes resulta em ser derrotado sem usar tudo o que poderia para se salvar.

Street Fighter V
O V-reversal pode te salvar em uma situação difícil (Imagem: Divulgação)

Todo lutador possui dois V-skills e dois V-Triggers, então cabe ao jogador selecionar a combinação que mais satisfaça seu modo preferido de jogar. O primeiro V-trigger do ninja Zeku, por exemplo, da acesso a um combo inédito que causa grande quantidade de dano.

O segundo, por sua vez, permite que o personagem execute uma manobra anti-aérea, dando uma opção defensiva que não estaria disponível de outra maneira. Acima de tudo, para prosperar em Street Fighter V, é necessário que o jogador acumule conhecimento sobre os personagens e suas habilidades.

Online vs Offline

Felizmente, a falta de conteúdo offline do jogo original foi um pouco remediada pela Capcom. Por exemplo, com os modos história e arcade. Há também modos para treino, sobrevivência, com o jogador tendo que enfrentar vários oponentes em sequência apenas podendo recuperar um pouco de sua vida ou barra de super entre lutas, e o tradicional versus, onde está presente o “multiplayer de sofá” .

Ao longo dos anos, o título também recebeu diversos novos recursos online. Adicionalmente às partidas, que podem ser jogadas para subir no rank mundial de jogadores ou apenas casualmente, o online proporciona salões para encontrar jogadores, a habilidade de fazer missões especiais, enfrentar lutadores controlados pelo computador com habilidades aumentadas e até mesmo criar “dojos”.

Esses clubes podem ser idealizados por qualquer usuário e vários jogadores podem se reunir sob uma mesma bandeira. Cada criador de dojo pode customizar um cenário especial, que serve como “base” do grupo, podendo ser usado para batalhas.

Street Fighter V: Champion Edition
O dojo pode ser customizado com vários objetos (Imagem: Divulgação)

Vale a pena comprar Street Fighter V: Champion Edition?

Finalmente, Street Fighter V alcançou seu ápice. Com diversas opções de jogo, dezenas de personagens para se aprender a usar e atividades online renovadas frequentemente, o usuário tem um jogo com potencial infinito em suas mãos.

É interessante observar, de um ponto de vista histórico, que a Capcom sempre lançou expansões para Street Fighter em novos jogos. Na época que vivemos, no entanto, isso já não é mais necessário. Com o game sendo aprimorado de maneira contínua pela internet.

Street Fighter V
O título conta com diversas opções para jogo em uma interface simples (Imagem: Divulgação)

Se você já possui o Street Fighter V original, talvez queira investir seu tempo em adquirir todos os recursos pelo jogo, mas recomendo com certeza para quem ainda não conta com essa maravilha do gênero de luta em casa.

Street Fighter V: Champion Edition está disponível para PlayStation 4 e PC. O jogo possibilita crossplay, com proprietários de ambas plataformas tendo a capacidade de jogar juntos.

*Review elaborada no PlayStation 4 padrão, com código fornecido pela Capcom.

Pizza Fria

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Por João Gabriel Marques, Pizza Fria

Atualizado em 8 Abr 2020.

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