Guia da Semana
Literatura
Por Nathália Tourais

11 livros que queremos ler em 2015

Saiba quais são os lançamentos para o ano que vem.

Novo livro de Miriam Keyes

O ano de 2015 está chegando e, junto a ele, livros novinhos em folha. Para que você possa programar suas novas leituras, o Guia da Semana fez uma lista de 11 livros super bacanas que chegam no ano que vem. Dá uma olhada: 

1. Mrs Hemingway, de Naomi Wood


Um romance que trata das mulheres da vida do autor e mostra como era ser amada e amar um dos maiores escritores de todos os tempos.

2. Mrs. Poe, de Lynn Cullen


Inspirado no mais assombroso triângulo amoroso da literatura, a premiada escritora oferece uma interpretação absolutamente perfeita de Edgar Allan Poe, a atormentada confissão de sua amante e a assustadora obsessão de sua esposa. É considerado uma nova obra-prima inteligente, sexy e totalmente viciante.

1845: A cidade de Nova York é um vasto e superpovoado conjunto de ruas iluminadas a gás e avenidas agitadas e lotadas de novos imigrantes e dinheiro antigo, otimismo e oportunidade, pobreza e crime. “O Corvo”, de Edgar Allan Poe está no auge da moda – sucesso com o qual uma poetisa esforçada como Frances Osgood sonha. Lutando para sustentar duas crianças pequenas depois da cruel traição do marido, Frances vê com entusiasmo a chance de conhecer o ilustre sr. Poe durante um sarau literário, mesmo que isso apenas contribua para alavancar sua incipiente carreira. Apesar de não ser grande fã dos escritos de Poe, acaba subjugada por sua magnética presença – e pela surpreendente revelação de que ele admira o seu trabalho.

O que se segue é o flerte, depois a sedução e por fim um romance proibido... A cada encontro clandestino, Frances se descobre, devagar e inexoravelmente, vítima do feitiço de seu misterioso e complicado amante. Mas quando a frágil esposa de Edgar, Virginia, insiste em se tornar amiga de Frances, o relacionamento se torna tão ambíguo e tortuoso quanto um dos contos de Poe. E como as heroínas góticas, cujos destinos estão para sempre selados, Frances começa a temer que enganar a sra. Poe possa ser tão impossível quanto ludibriar a morte.

3. A Fome, de Martín Caparrós


O autor traçou um mapa da fome no planeta, depois de viajar por Niger, Bangladesh, Sudão, Madagascar, India, Quênia, Estados Unidos e Argentina. No capítulo da Argentina, aliás, ele vai abordar alguns aspectos do Brasil também.

Na obra, o autor prova que no mundo há mais de 1 bi de pessoas que vivem famintas – e que morrem deste mal –, mesmo que os países produzam alimentos em quantidade suficiente para toda a humanidade.

Em todos os locais onde foi publicado causou alvoroço, como na França, em que foi capa de jornais importantes.

4. Legado de Segredos: O Longo Mistério do Assassinato de JFK, de Lamar Waldron e Thom Hartmann


O livro traz, por meio de documentos oficiais há décadas sob sigilo, informações cruciais na investigação do assassinato do presidente dos Estados Unidos JFK. Os autores apresentam documentos e confissões, como a do mafioso Carlos Marcello, em que conta como encomendou uma das mortes mais famosas e intrigantes da humanidade.

Adaptação para o cinema começa a ser filmada em 2015, tendo no elenco Robert De Niro e Leonardo Dicaprio. O diretor será o premiado David O. Russell, que concorreu ao Oscar com seus dois últimos filmes: O lado bom da vida e Trapaça.

5. Just Me!, de Roberto Cavalli


Crítico e conciliador, impulsivo e ponderado, tímido e irreverente, fiel e passional, severo e doce: esses são apenas alguns aspectos da eclética personalidade do grande estilista Roberto Cavalli, que nesta autobiografia se revela em toda a sua autenticidade.

Cavalli se define como “artista da moda” e nos confidencia nestas páginas os aspectos mais íntimos de sua vida, como a tragédia que lhe marcou a infância, o sentimento de culpa pelos fracassos escolares, a insegurança pelos problemas com a fala e os primeiros sucessos profissionais. Conta também sobre os primeiros e delicadíssimos flertes, as mulheres que amou, as viagens, os amigos que o acompanharam em todos estes anos, sua paixão pelos animais, os filhos, e os muitos altos e baixos da vida, que o levaram a ser hoje um homem realizado.

Just me! é uma leitura comovente, reflexo de um homem simples, anárquico, complexo e genuíno, de um rei-caubói que se despe por amor àquele irresistível público que são os outros...

6. O Pássaro do Bom Senhor, de James McBride


O livro é uma sátira tragicamente engraçada de um menino que se junta à cruzada antiescravagista de John Brown e tem que se passar por menina para sobreviver.

Henry é um menino escravo no território do Kansas em 1856, no momento em que a região se tornou um campo de batalha entre forças contrárias e favoráveis à escravidão. Quando o lendário abolicionista John Brown chega à área, uma discussão entre Brown e o dono de Henry resvala para a violência. Henry é forçado a deixar a cidade – na companhia de Brown, que o toma por achar que é uma menina.

Ao ajustar-se a sua nova vida, Henry – que o excêntrico Brown apelida de “Cebola” e adota como seu amuleto – oculta sua verdadeira identidade para ficar vivo. A pequena Cebola é forçada a depender de sua engenhosidade para sobreviver à violência crescente entre Brown com seu exército esfarrapado e os senhores de escravos, que nem sempre são os demônios que parecem ser.

Ele age por conta própria, mas não por muito tempo, quando Brown retorna e arrasta Cebola em seu ataque histórico e trágico a Harpers Ferry, que será um dos grandes catalisadores da Guerra Civil.

O Pássaro do Bom Senhor fará você rir e pensar. É uma aventura envolvente, contada com o olhar meticuloso de McBride para personagens e detalhes. É também um emocionante estudo de um dos personagens mais coloridos e esquecidos da história americana.

7. A Rainha da Neve, de Michael Cunningham


O romance luminoso de Michael Cunningham começa com uma visão. Estamos em Novembro de 2004 e Barrett Meeks, tendo perdido um amor uma vez mais, atravessa o Central Park quando se sente impelido a olhar para o céu. Ali, avista uma luz pálida e translúcida que parece olhar para ele de uma forma inequivocadamente divina. Barrett não acredita em visões – nem em Deus – mas não pode negar o que viu e sentiu.

Ao mesmo tempo, Tyler, o irmão mais velho de Barrett, músico em busca de inspiração, tenta – sem sucesso – escrever uma canção de casamento para Beth, a sua noiva gravemente doente. Tyler está determinado a escrever uma canção que não seja meramente uma balada sentimental, mas uma expressão duradoura de amor.

Cunningham segue os irmãos Meek nos seus diferentes percursos em busca da transcendência. Numa prosa subtil e lúcida, demonstra uma profunda empatia pelas personagens torturadas e uma compreensão singular daquilo que constitui o âmago da alma humana.

8. O anatomista, de Federico Andahazi


Em O anatomista, originalmente publicado em 1996, traduzido para mais de trinta idiomas e com mais de um milhão de cópias vendidas, Federico Andahazi criou um enredo ao mesmo tempo rebuscado e vulgar, histórico e contemporâneo. As reflexões sobre a subversão do papel feminino na sociedade e sobre os tabus religiosos, ainda tão presentes no cotidiano, fazem do livro uma polêmica e deslumbrante obra-prima.

Para muitos, Mateo Colombo era apenas um médico à frente do seu tempo. Mas ele era, na verdade, um explorador incansável do corpo humano, um artista que vivia para descobrir. Já reconhecido como o maior anatomista da Itália, tendo cuidado de nobres, padres entre outras personalidades importantes, o protagonista se depara, pela primeira vez, com o amor. Aliando a ciência (razão) e a paixão (emoção), Colombo decide iniciar sua maior aventura, visando encontrar a sua América: “descobrir aquilo com que todo homem sonhou alguma vez, a chave mágica que abre o coração das mulheres, o segredo que governa a misteriosa vontade do amor feminino”.

O motivo para esta busca: conquistar o coração de Mona Sofia, a mais famosa prostituta da Itália.

Para atingir seu objetivo, dessecou inúmeros cadáveres, pagou diversas meretrizes e convidou mulheres para passar a noite ao seu lado. Até que conheceu Inês de Torremolinos, e descobriu, de maneira inusitada, a fonte do prazer feminino. A descoberta, porém, ocorreu em um período de grande repressão individual e intelectual por parte da Igreja. Consequência: considerado herege e condenado à morte.

9. A mulher que roubou minha vida, de Marian Keyes 


Stella Sweeney está de volta em Dublin. Depois de viver o sonho em Nova York por um ano - em turnê com seu livro de auto-ajuda, aparecendo em talk shows por todo os EUA e viver em seu duplex de 10 quartos no Upper West Side - ela está de volta à normalidade com um estrondo. E ela tem o bloco do escritor .

Mas por que ela está de volta à Irlanda tão cedo? Quem é que não pára de telefonar ? Stella quer voltar a ser a mulher que ela costumava ser. Mas ela pode? E deveria?

10. As reputações, de Juan Gabriel Vásquez 


Em As reputações, Juan Gabriel Vásquez volta às suas mais intensas obsessões: o peso do passado, as falhas da memória, a maneira como nossas vidas se cruzam com o mundo político. Mas é também um romance sobre a importância da opinião pública em nossas sociedades. No exigente gênero do romance curto, que produziu tantas obras-primas na tradição latino-americana, Vásquez nos presenteia sua obra mais íntima: uma intensa reflexão sobre a debilidade dos julgamentos públicos e privados, sobre os encontros irreversíveis que alteram para sempre aquilo que acreditamos definitivo em nós mesmos.

11. Zoo Time, de Howard Jacobson


O romancista Guy Ableman está de quatro pela esfuziante esposa Vanessa, uma ruiva deslumbrante, do contra, estressada e assustadoramente zangada. O problema é que ele não está menos de quatro pela sedutora sogra, Poppy. Parecendo mais irmãs que mãe e filha, as duas representam uma dupla, uma presença potente que destroi a paz de espírito de Guy, sugerindo as histórias mais picantes possíveis, porém impossibilitando que ele se concentre o bastante para escrever qualquer uma delas.

Não que alguém leia Guy, de todo jeito. Não que alguém esteja lendo coisa alguma. A leitura, teme Guy, acabou. Seu editor, temendo o mesmo, se matou. Seu agente, como todos os agentes, anda sumido. Vanessa, enquanto isso, vem escrevendo seu próprio romance. Guy não espera que ela o termine, mas se apavora quando pensa no que pode acontecer se ele estiver errado.

Fugindo da decepção pessoal e do desespero universal, Guy se pergunta se é chegada a hora de levar seu amor por Poppy a outro nível. A ficção pode estar morta, mas o desejo não morreu. E desse desejo ele supõe poder extrair mais um ótimo livro.

Zôo Time é um romance sobre o amor – o amor pelas mulheres, pela literatura, pelo riso. Ele mostra o nosso divertido escritor em seu mais puro brilhantismo.


Por Nathália Tourais

Atualizado em 5 Jan 2015.

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