Guia da Semana
Literatura
Por Juliana Varella

A Culpa é das Estrelas: 5 motivos para preferir o filme ao livro

Adaptação do Best Seller de John Green chega aos cinemas no dia 5 de junho.

Ansel Elgort e Shailene Woodley vivem um "pequeno infinito" juntos (Divulgação)

Há quem defenda que livros são sempre melhores que os filmes. Entretanto, certos livros são escritos com tanta clareza e simplicidade que parecem terem sido feitos para o cinema – como roteiros, que preparam o leitor para visualizar com perfeição todas as cenas tal como foram imaginadas pelo autor.

A Culpa é das Estrelas, lançado em 2012, foi o segundo livro mais vendido no Brasil no ano seguinte, segundo a revista Veja, e agora se prepara para virar, também, um Blockbuster, com direito a Shailene Woodley (Divergente) no papel principal. Se você ainda tem dúvidas de qual versão vai merecer seus preciosos minutos, confira nossa lista com 5 motivos para preferir o filme ao livro:

 

1. Augustus Waters de carne e osso

Augustus Waters é um daqueles personagens que ficam com você. Mesmo que a trama não seja lá aquelas coisas, um protagonista assim carrega o leitor/espectador pelos maiores dramas e tédios, apenas pela promessa de ouvir mais uma piada sem graça ou ver outro de seus sorrisos tortos com um cigarro apagado entre os dentes. Ansel Elgort (que interpretou o irmão de Shailene em Divergente) é quem assume a missão de dar vida a Gus e, cá entre nós, missão dada é missão cumprida.

 

2. Willem Dafoe como Peter Van Houten

John Green descreve Van Houten como uma figura um tanto roliça, inchada de uma mistura vil de álcool e sedentarismo. Pensando nessa imagem, Willem Dafoe (Homem-Aranha, Anticristo) talvez não seja a primeira pessoa que vem à mente, mas, certamente, foi uma das escolhas mais inteligentes do elenco. Dafoe incorpora a aura amargurada do escritor – alguém sem vergonha de dizer “você é uma mutação mal sucedida” a uma adolescente com câncer. Ele faz isso sem raiva ou sentimentalismo, mas com ironia, de forma que você simplesmente não consegue não gostar dele.

 

3. Final melhorado

Uma história de amor entre dois jovens com câncer merece um final digno: com lágrimas e palavras bonitas, mas sem enrolação. No livro, o autor se prende em detalhes (como a procura de uma certa carta) e acaba reduzindo o impacto. No filme, o encerramento é mais enxuto e circular, remetendo à cena inicial e fechando a história de forma muito mais satisfatória.

 

4. Terapia coletiva

O que você prefere: desfilar a maquiagem borrada no metrô enquanto tenta se esconder atrás da capa azul ou compartilhar seus soluços com dezenas de outros chorões numa sala escura de cinema? Acredite: ouvir pessoas fungando na mesma cena em que você pode ter um enorme efeito terapêutico, passando uma mensagem como “tudo bem, pode chorar agora”. A dor precisa ser sentida, não é mesmo?

 

5. Trilha Sonora

Ok, você também pode usar seus fones de ouvido para ouvir música enquanto lê, mas isso não é muito bom para a concentração. No cinema, a trilha sonora faz parte do conjunto e ajuda a delinear a personalidade dos protagonistas. Hazel e Augustos têm tudo a ver com canções indie levinhas e, por isso, a trilha tem composições de Ed Sheeran,  Jake Bugg e Birdy. Delícia, não? Você não vai querer parar de ouvir o álbum.


Por Juliana Varella

Atualizado em 6 Jun 2014.

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