Guia da Semana
Literatura
Por Juliana Varella

“A Menina que Roubava Livros” oferece visão infantil e poética sobre o nazismo

Adaptação do livro prende o espectador até o fim e promete arrancar lágrimas dos fãs mais sensíveis.

Como em outro clássico da literatura, livros são queimados pelo governo por serem subversivos (Divulgação)

O bestseller de Markus Zuzak "A Menina que Roubava Livros" acaba de chegar aos cinemas, levando às telas o drama da pequena Liesel, seus pais adotivos e seus livros. O filme volta aos tempos de 2ª Guerra Mundial, mas poupa seus espectadores da violência naturalista e prefere a poesia do olhar infantil.

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O longa de Brian Percival, como o livro, é narrado pela Morte – que ganha o tom grave de Roger Allan. Apesar de ouvirmos claramente que “todos vamos morrer” logo na primeira cena, a voz aconchegante e o trem que corre numa paisagem nebulosa nos colocam num clima mais próximo de um Harry Potter do que de um drama de guerra convencional.

“A Menina que Roubava Livros” é Liesel (Sophie Nelisse), uma criança deixada pela mãe comunista para ser cuidada por um casal alemão, durante a Segunda Guerra Mundial. Ela frequenta uma escola nazista e brinca com outras crianças alemãs, enquanto esconde a realidade de seus pais e sonha em reencontrá-los.

Ironicamente, ela chega à nova casa sem saber ler ou escrever, mas não demora para que se apaixone por livros. O problema é que a maioria deles são considerados subversivos pelo governo e queimados nas ruas (em cena que faz lembrar o clássico de Ray Bradbury, Fahrenheit 451). A solução é agir longe dos olhos de seus vizinhos curiosos.

Quando um novo visitante chega para viver com a nova família – um judeu – a passividade de Liesel com a própria situação de refugiada se transforma numa inquietação permanente e os acontecimentos ganham mais urgência, com a convocação dos homens à guerra. Mesmo assim, o tom nunca deixa de ser delicado, infantil.

Não há fantasia propriamente, mas todo o horror é aliviado enquanto acompanhamos a jornada da garota, com seu melhor amigo, em busca de novos mundos literários. Protegidos pela escuridão do cinema, estamos como Liesel: anestesiados para a loucura do mundo.

Deixamo-nos embalar, então, por sua visão de mundo, e viajamos com ela por aquele trem cheio de promessas. Há muito pouco de realidade ali, mas que importa? Não foi o sangue ou o medo que nos levaram ao cinema em primeiro lugar – foi a paixão por histórias bem contadas.

Assista se você:

- Procura um filme leve para toda a família

- Gosta de filmes emocionantes, que fazem chorar

- Gostou do livro

Não assista se você:

- Não gosta de filmes que fazem chorar

- Não gosta de filmes sobre o nazismo

- Procura um filme realista sobre o nazismo


Por Juliana Varella

Atualizado em 30 Jan 2014.

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