Guia da Semana
Literatura
Por Redação Guia da Semana

Crianças têm vez na Bienal do Livro

O evento oferece muito mais do que livros infantis. Show, exposições e contador de histórias são uma delas..

Cíntia Borsato

A 18a Bienal do Livro de São Paulo, que faz uma homenagem aos 450 anos da cidade, traz uma programação especial para a garotada. Os visitantes mirins têm a oportunidade de assistir aos shows com personagens gigantes, participar de brincadeiras, ouvir histórias de contadores, acompanhar uma exposição e conhecer de perto escritores como Ziraldo e Mauricio de Sousa.

Num espaço de aproximadamente 250 metros quadrados, os pequenos podem conhecer um pouco da cultura dos povos que vieram para São Paulo. Durante 20 minutos, eles passeiam por um mundo de hábitos, costumes, referências artísticas e curiosidades de alguns países e etnias que ajudaram na formação da cidade cosmopolita.

O espaço está dividido em seis partes: Europa (Portugal, Espanha, Itália, Alemanha); Ásia (Japão); África; Oriente Médio (judeus e árabes); Migração (maior concentração para a migração nordestina); e Índios. As crianças passam por uma porta em forma de capa de livro gigante e são acompanhadas por um casal de atores/monitores. A exposição pode acabar virando tema de trabalhos escolares. Os alunos redigiriam textos sobre a mostra e os melhores (julgados por uma comissão formada pela Câmara Brasileira do Livro e pela Secretaria da Educação) serão premiados com uma tiragem simbólica de um livro composto pelas suas criações.

A atividade de contar histórias não foi esquecida durante a Bienal. Muitas abordagens de relatar fatos serão apresentadas: Nani Braun, em História de Verdade, relata contos em hebraico e utiliza ilustrações baseadas no modernista Marcel Duchamp; a editora Landy monta o projeto Ouvir Estórias, que tem a presença da dramaturga e locutora Sylvia Lohn; e Sherazade, lança o primeiro CD da série Sherazade e os Bichos e promete estimular a imaginação das crianças contando histórias como Por que o galo canta tão cedo?, Por que as aranhas têm a cintura fina? e O melhor amigo do homem.

Outras atividades lúdicas são o mini-show Espantaxim e o Castelinho Mágico, apresentado por Dulce Auriemo, que para prender a atenção da garotada com 15 personagens gigantes; e o espetáculo Caldeirão de Histórias, que é encenado pela atriz Priscila Camargo.

Os estandes não querem perder a vez quando o assunto é inovação para o público infantil. O Centro Difusor de Cultura (Cedic) promove uma parceria com o cartunista Mauricio de Sousa e incentiva brincadeiras com monumentos históricos. A Devir, editora especializada em histórias em quadrinhos, oferece demonstração de jogos de RPG, brincadeira que tem o objetivo de estimular a colaboração e não a competição entre os participantes.

Entre os 5 mil lançamentos para o público dessa faixa etária, estão As Descobertas de Paulinho na Metrópole, de Marina Franco (DCL - Difusão Cultural do Livro); O Livro das Encrencas, de Rosana Rios (Editora Ática); Brincadeiras com o Passado, de Adriana Turri Joubert (Editora Biruta); Coleção Teatrinho Turma da Mônica, de Maurício de Sousa (Cedic - Centro Difusor de Cultura Ltda); O Menino Azul, de Cecília Meireles (Editora Global); e Os Meninos Morenos, de Ziraldo (Editora Melhoramentos).

As escolas também podem fazer reserva para a visitação escolar, que ocorre nos dias 19, 20, 22 e 23. As visitas são gratuitas e as inscrições podem ser feitas pelo site Bienal do Livro

Atualizado em 6 Set 2011.

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