Guia da Semana

Adoro - música nacional com selo de qualidade: Guifest

Nomes de destaque da cena independente, como as bandas Do Amor, Constantina e Contra Fluxo, estão na edição 2008 da festa paulistana.

O grupo carioca Do Amor, formado por membros da banda de Caetano Veloso e ex-parceiro dos Los Hermanos


Neste mês de férias, eu me empolguei e decidi escrever não só sobre uma banda que eu adoro, mas sobre um festival inteiro que eu assino embaixo e recomendo. E sobre eventos curiosos que só acabam rolando numa cidade assim como São Paulo. Imagine só que legal você resolver comemorar seu aniversário e chamar suas bandas preferidas pra tocar em uma grande festa. Essa é a idéia da Guifest, que chega a sua terceira edição nesse ano.

O ´culpado´ de tudo isso é Guilherme Barrella, o Gui, entidade já conhecida nas noites da Terra da Garoa. Ele é responsável por duas das melhores festas da cidade: a Peligro, que lota as quintas-feiras do Milo Garage (o nome se refere ao combinado de selo, distribuidora e loja de discos que ele comanda desde 2004); e a Brasa, que sacode todo mundo as sextas, no Berlin. Seu selo, a Open Field, já lançou 38 discos - só títulos de gente "de responsa" diga-se de passagem, como o Nancy (que tocou no festival Motomix na semana passada). E além de tudo isso, ele ainda tem fôlego pra integrar duas bandas - Vurla e Blue Afternoon.

A idéia da Guifest surgiu em 2006, quando o moço resolver fazer ´algo diferente´ para comemorar seus 30 anos. Na época, chamou duas bandas paulistanas (Algaravia Trio e Elma) e os cariocas do Supercordas para tocar no CB "só para os meus amigos", segundo o próprio. O negócio deu tão certo que a festinha acabou virando um mini-festival e definitivamente entrou para o calendário de eventos bacanas da cidade. No ano seguinte, a comemoração rolou no Inferno, e já teve além das atrações nacionais (Mama Gumbo, Radiola Santa Rosa e Debate) a belíssima banda argentina El Mato a um Policia Motorizado, que nas palavras de Barrella "causou comoção no ano passado" (e eu concordo, foi lindo!).

Gui ainda conta algumas histórias curiosas sobre a história da festa: "Eu achava que ofestival estava amaldiçoado. No primeiro ano, o Objeto Amarelo (banda escalada para a primeira edição) acabou um dia antes do festival. No segundo, parecia mais trágico, mas foi suave: o Mama Gumbo e o Debate acabaram depois de tocar na festa. Na verdade, o Mama Gumbo que existe hoje não é o que tocou na festa, mas um grupo de dissidentes da banda, que atualmente atende por Toró Instrumental. O Debate acabou fazendo mais alguns shows, encerrando carreira em maio deste ano, na festa da Peligro".

Guifest edição 2008

Conversei com Barella pra saber qual o critério na hora de escolher os convidados da festa: "São bandas que gosto muito e que foram representativas pra mim nesse ano que passou, além de formarem uma combinação bastante eclética e equilibrada. É simples assim", diz ele. Na sexta (4/7), a festa acontece no novo Studio SP. E tem atração para todos os gostos musicais.



Quem abre a comemoração é a dupla de eletrônico-experimental-irrevente National, que promete muita improvisação num palco cheio de sintetizadores, teclados, seqüenciadores, guitarras, efeitos de voz, computadores e samplers. A segunda banda da noite também é um duo, só que de "meio-gringos que moram no Brasil", que leva o incrível nome de Mowgli! And the Robot Affair. Sonzinho meio punk, meio folk, animadíssimo e claro, cheio de bom humor. Depois, sobem ao palco os mineiros do Constantina, trazendo seu post-rock instrumental e inspirado, a la Explosions in the Sky (uma das minhas bandas queridas, aliás). O Contra Fluxo põe a ´galere´ pra dançar logo em seguida, com o seu hip hop competente. E os cariocas do coletivo musical Do Amor encerram a terceira edição da Guifest na maior ´bagunça musical generalizada´ característica do grupo.

Perguntei sobre as bandas que ele gostaria de trazer, mas que por um motivo ou outro, acabaram não rolando: "Eu chamei os Twelves esse ano, mas infelizmente eles ficaram muito caros hoje em dia. Chamei também o Holy Fuck, mas eles tinham um problema de agenda. Meu sonho mesmo seria trazer o Kazuki Tomokawa. Mas na última hora, sempre rola uma dúvida em abrir o Guifest para bandas estrangeiras. Por enquanto deixo isso para os outros. Acho que está bom assim, no máximo um hermano", diz ele.

Serviço: Guifest 2008 no Studio SP
Sexta-feira, 4 de julho, a partir das 21h
Rua Augusta, 591 - Centro - São Paulo, SP
R$ 25,00 (porta) e R$ 15,00 (lista: studiosp@studiosp.org)
(11) 3129-7040

Quem é o colunista: Miss Má é jornalista formada em 98 pela Metodista de SBC.
O que faz: É professora de educação infantil, e dj e produtora (e agora colunista) nas horas vagas. Comanda o projeto quinzenal "Rockload".
Pecado gastronômico: batata frita e pizza (não juntos necessariamente!)
Melhor lugar do Brasil: Sampa. Sempre Sampa.

Atualizado em 6 Set 2011.

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