Guia da Semana

Música eletrônica: guia de bolso

Para você saber o que está dançando na pista, o Guia da Semana preparou um guia com as características das vertentes da e-music mais tocadas no mundo.

Lika Marques: breakbeat tem raiz no techno e hip hop do início dos anos 80


Não tente definir música eletrônica. A coisa não parou de evoluir desde que alguém começou a brincar com ela. Isso há décadas. Uma pitada de jazz aqui, uma batida mais acelerada ali, bases graves, repetições, vocais, samplers e os resultados são infinitos. Techno, house, trance, psy, minimal, progressivo, drum´n´bass são os mais crus e, ao mesmo tempo, os mais misturáveis estilos da cultura club. O experimentalismo cresce e a rotulação dos deejays por estilo começa a ficar cada vez mais complicada e dispensável de se fazer.

Apesar da falta de uma definição concreta para a e-music, nem todos os putz-putz são pardos à noite. Para você entender o que está dançando na pista, o Guia da Semana apresenta os gêneros mais recorrentes em flyers, filipetas e cartazes dos clubes noturnos mais badalados do Brasil e do mundo. Perceber os elementos característicos de cada vertente é essencial para identificá-la. Guarde no "bolso"!



Techno
Identificado pela batida forte e marcada, muitas vezes linear. Os elementos sonoros têm característica mais orgânica, mesmo sendo totalmente sintéticos. Em alguns subgêneros é bastante comum o uso de percussão, além de melodias mais obscuras ou menos compreensíveis.

Casa bem com house. O tech-house evoluiu tanto que já não é mais considerado uma subvertente. Hard techno e gueto techno são variações expressivas no cenário.

Representado por Carl Cox, Ritchie Hawtin, Dave Clark, Chris LIebing, Renato Cohen, Murphy, Snoop, Mau Mau, entre outros.


Artista: Wehbba


House
Identificado pela levada mais suave que o techno, na maioria das vezes acompanhada por vocais. A batida é 4X4, ou seja, a sua seqüência de beats se repete a cada quatro vezes. O estilo evoluiu da disco music dos anos 80 e 90.

Casa bem com a maioria das vertentes: funky-house, tech-house, disco-house, progressive-house, electro-house, acid house, soulful house, neo-jazz-house, entre outros. A maioria das misturas gerou vertentes independentes.

Representado por Shapeshifters, Black Box, Daft Punk, Layo and Bushwacka, Miguel Migs, Fatboy Slim, entre inúmeros outros.


Artista: Junior C


Progressivo
Identificado pela estrutura progressiva das músicas. Elementos como vocais, sintetizadores e ritmos diferentes vão se sobrepondo pouco a pouco. A mistura de outras vertentes da e-music é inevitável.

Casa bem com todas as vertentes. O house progressivo, por exemplo, é caracterizado pela batida 4X4 (padrão da house music), aliada a um bass mais profundo e influenciado pelo dub. O som cria uma atmosfera melódica e as batidas por minuto (bpm´s) oscilam entre 110 e 130.

Representado por Carlos D´allanese, Julio Torres, Leozinho e Parcionik, Sasha, Timo Maas, Hernan Cattaneo, Danny Tenaglia, entre outros.


Artista: Leandro Telles


Breakbeat
Identificado pela bateria quebrada ou não reta. Ela funciona ao contrário das batidas retas ou 4x4 do house e do trance. O gênero nasceu no Bronx dos anos 60 e é conhecido por utilizar samplers de ritmos hip hop, funk, electro e africanos. A vertente evoluiu ao longo dos anos e ganhou mais bpm´s e uma ramificação generosa.

Casa bem com... Na verdade o breakbeat é independente e tem primos notáveis como o trip hop (menos de 120 bpm´s e som melódico, sensual) e o drum´n bass (quebrada e acelerada ao extremo).

Representado por Acen, Running Man, Danny Breaks, Kraft Kuts, Deekline, Plump Djs, Baobinga & ID, Cereal Killaz, Freestylers, Bassbin Twins, Nedu Lopes, Luij, MKM & GBX, Fabio F, Alexandre Vaz, Nepal, entre outros.


Artista: Lika Marques


Psytrance
Identificado pelas basslines fortes e pelo som muitas vezes cavalgado, além de sintetizadores brilhantes e de timbres psicodélicos, melodias refinadas e kicks. A dinâmica das músicas, que oscila em altos e baixos, provoca a marcação das batidas com o pé. Os mais habilidosos partem para o famoso rebolation.

Casa bem com progressive trance e house, electro-house e techno.

Representado por Wrecked Machines, Sub 6, Domestic (Ido Ophir), Eskimo, Void, Audio-X, Infected Mushroom, Alien Project, Growling Machines, GMS, Xerox & Illumination, Intelabeam, Pixel, Onyx, Astrix, Sesto Sento, entre outros.


Artista: Doctor


Electro
Identificado pela sonoridade dos anos 80. Faz lembrar um pouco o rock em sua construção, mas é criado basicamente por instrumentos eletrônicos.

Casa bem com house e techno.

Representado por Miss Kitin, Alex Gopher, Glaucia++ e Magal.


Artista: Laurent


Drum´n´bass
Identificado pela batida acelerada e quebrada, além do grave no peito. Samplers de hip hop e reggae são executados por meio de 170 bpm´s. A linha é geralmente construída com fortes baixos com freqüências de subgrave muito acentuadas.

Casa bem com vocais do soul e do rap. MCs costumam comparecer nas apresentações de DJs do gênero.

Representado por Brian Jee, Zinc, Marky, Patife, entre outros.


Artista: Take Care feat. Lika Marques


Minimal
Identificado pelos beats digitais, muitas vezes agudos aos ouvidos, que intervém construtiva e progressivamente ao longo da música. Nasceu do house e outras vertentes cruas mais antigas.

Casa bem com a maioria das vertentes. É um gênero altamente remixável com house (temos o deep house e o mininal house) e ritmos como o soul. O índice de experimentalismo com essa vertente da e-music é grande.

Representado por Ritch Hawtin, Adam Beyer, Ricardo Villalobos, Bruno Pronsato, Luciano, Mau Mau, George Actv, ClickBox Live, Eli Ywasa, Gui Boratto, entre outros.


Artista: Cesinha


Colaboraram
? Dub Music DJs (contato)
Alexandre Savino, Wehbba, Leandro Telles, Doctor, Cesinha, Laurent e Junior C.

? DJ Lika Marques
plugin.p@gmail.com
www.myspace.com/djlika

Atualizado em 6 Set 2011.

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