Guia da Semana

Música para ouvir: a evolução dos fones de ouvido

Sabia que essas belezinhas emitem som em nossos ouvidos há mais de um século?.

Se você que está lendo este texto agora no seu computador, smartphone ou tablet, estiver ouvindo música, é muito provável que esteja usando fones de ouvido – se não estiver, faça o favor de usar pra não incomodar quem está ao seu redor.

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Hoje em dia, os fones podem ser grandes, pequenos, com fio, bluetooth e tudo isso só foi possível graças a décadas e décadas de evolução do aparato. Nem sempre eles foram utilizados para o lazer de escutar música e marcaram o upgrade de outra tecnologia chamada “telefone”. Conhece?

Bom, chega de embromação e vamos ao que interessa... apresentamo-vos a evolução dos fones de ouvido:

Final Do Século Xix – O Início

O fone era um trambolho de ferro usado por telefonistas enquanto realizavam ligações. Acontece que essa versão não era bem “headphone” e sim um “shoulderphone” já que o peso do acessório – quase 5kg – era sustentado por uma armação apoiada nos ombros da pessoa. Nesta mesma época, foi inventado o fone que era segurado por um cabo, parecendo uma mistura de estetoscópio com guarda-chuva, para uso pessoal. Imagina a canseira?

1910 - Aprimoramentos

Pouco depois da virada do século, o norte-americano Nathaniel Baldwin que aprimorou o design e funcionalidade dos fones de ouvido, produzindo itens caseiros na sua cozinha e os vendendo à marinha dos EUA. Baldwin amplificava o som usando técnicas de ar comprimido e, quando foi aconselhado a patentear seu invento, desencanou porque achou que era algo muito “banal”. É, Nathaniel, agora já foi...

1937 – Industrializando O Fone

Na década de 30, a empresa alemã Beyerdynamic – mais do que na ativa e no ramo até hoje – lançou os primeiros fones de ouvidos dinâmicos, conseguindo entrar de vez no mercado de áudio com o produto. Segundo os registros, os DT-48 da Beyerdynamic foram os primeiros fones de ouvido nas casas das pessoas via comércio de produtos de áudio de fato – e antes dos modelos de eletrostática.

1949 – Concorrência

Empresa originalmente austríaca comprada por um grupo norte-americano em 1994, a AKG entrou no mercado no final dos anos 40. Com foco no design, o modelo K-120 chegou arregaçando no mercado e vendeu horrores. Dizem os entendedores de economia que, se a companhia quisesse relançar este fone, ela poderia descartar todos os outros produtos e só viver da venda do K-120. Tá bom pra você?

1958 – Os Estéreos Estão Chegando

Em 1953, o empresário norte-americano John C. Koss fundou a Hospital Television Rental Company. Cinco anos depois, à procura de novas ideias, Koss se juntou ao engenheiro Martin Lange e os dois, quase sem querer, lançaram o primeiro fone de ouvido estéreo da história e dominou o mercado por décadas. A invenção de Koss e Lange tratava-se do Koss SP-3 – um marco na historia dos fones de ouvido.

1959 – A Vez Dos Japas

Apenas um ano depois do Koss SP-3 bombar no mercado, a Stax – empresa japa fundada em 1938 - roubou os holofotes numa feira de tecnologia em Tóquio e apresentou o SR 1: o primeiro fone de ouvido eletrostático. Apesar de ter apresentado o produto em 1959, ele só chegou ao mercado e à sacola de compras das pessoas em 1960. Hoje em dia, é ultra raro encontrar um desses por aí para comprar.

1968 – Corrida Do Fone

Depois de lançar o primeiro estéreo do mercado, a Koss não podia ficar atrás dos japas da Stax e lançou o primeiro fone eletrostático norte-americano, o ESP-6. Os fones pesavam cerca de 1kg e tinham uma aparência não muito simples, nem pequena. Apesar de ainda não serem a coisa mais leve do mundo, já eram muito menos pesados que os fones de Nathaniel Baldwin ou, até mesmo, da Beyerdynamic.

1979 – A Virada Dos Portáteis

Com o advento dos walkman’s, as coisas tinham que ser mais portáteis para poderem ser carregadas por aí – tipo o que aconteceu com celulares e computadores há uns 10 anos. A Sony foi mais que esperta e já lançou seu walkman que vinha com fones – aliás, os fones de ouvido mais leves que o mundo já experimentara até então.

1980 – Peso Pena

Não contentes com a “emagrecida” que a Sony proporcionou nos fones de ouvido quando lançou o walkman no mercado, os fones encolheram mais ainda e, no início de década de 80, haviam se tornado “in ear headphones”. Ou seja, os fones ficavam dentro da orelha, mas ainda sustentados por um arco contornando a cabeça. A essas alturas, o peso dos fones já era algo superado.

1997 – Portabilidade E Qualidade

Apesar dos “peso-pena-in-ear-headhpone” dos anos 80 terem dominado o mercado por bons anos, algumas pessoas se incomodavam com o fato destes fones não isolarem muito bem o som acusticamente. Então, novamente, a Sony pensou numa alternativa pro consumidor fazendo fones portáteis, que se encaixassem na nuca e conseguissem isolar razoavelmente o barulho da rua – afinal, desde 1980, a ideia era fazer o povo sair de casa com seu fone.

2000 – Maior, Melhor E Master Isolador

Na virada do milênio, depois de mais de cem anos de transformações, os fones voltaram a aumentar de tamanho. Mas, desta vez, o tamanho era recompensado pelo isolamento acústico proporcionado por uma tecnologia usada durante décadas por pilotos. Quem deu o pontapé inicial nas portas do mercado foi a Bose com seu QuietComfort que isolou grande parte do ruído externo por meio de seus super-fones.

2001 – Jobs, iPods E Fones De Ouvido

Tecnologia, modernidade, mudanças de design que mudam comportamentos, todos são assuntos que dizem respeito a muitas pessoas e marcas, mas um nome não poderia ficar de fora: Steve Jobs. Quando lançou o iPod pela Apple, em 2001, Jobs revolucionou o mercado da música e, consequentemente, dos fones. A partir daí, tudo que se via na rua eram pessoas caminhando, correndo, andando de ônibus, bicicleta, skate e afins, todas com aquele fiozinho branco saindo do bolso conectando dois pontinhos da mesma cor nos ouvidos. Discrição e portabilidade. Ponto pra Jobs!

2008 – A Febre Dr. Dre

Fazia tempo que não se via uma febre sobre fones de ouvido tão generalizada quanto a que aconteceu com o “Beats by Dr. Dre” da Monster. Quando o rapper oldschool, Dr. Dre, se juntou ao produtor musical, Jimmy Iovine, e projetaram o fone, a ideia era ter uma ótima qualidade sonora com graves fortes – marca essencial do rap. O fone caiu no gosto dos jogadores da NBA e virou queridinho da galera. Há quem critique a real qualidade do áudio do Beats by Dr. Dre, mas isso é um assunto para outro dia, outro tópico.

2013 – Mais Status, Menos Som

Assim como grande parte dos produtos modernos dessa vida, o fone se tornou mais um acessório de estética do que um utensílio para canalizar e escutar som. O fone da Monster, Beats by Dr. Dre, ganhou inúmeras versões desde 2008 e as extravagâncias tomaram conta do mercado. O que se vê por aí são celebridades carregando seus fones cravejados de diamantes e outras “joias raras” na cabeça. A novidade fica por conta do preço: US$ 1 milhão.

 

Atualizado em 23 Dez 2013.

Por Juliana Andrade
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