Guia da Semana
Música
Por Redação Guia da Semana

Música para públicos especiais

No Impossível Possível, a música não é somente para ser ouvida, mas, principalmente, para ser sentida.

Foto: Ricardo Pollini

A DJ Lisa Bueno com Daina Leyton

No dia 28 de janeiro, o Museu de Arte Moderna de São Paulo promoveu, simultaneamente e com apoio do São Paulo Fashion Week, a oficina Impossível Possível: Conexões Sonoras, voltada para deficientes auditivos.

A coordenadora do setor de acessibilidade, Daina Leyton, abriu o evento contando um pouco da ideia de mostrar a capacidade apurada que os surdos têm de sentir a música.

A oficina propôs uma reflexão sobre as diversas conexões e linguagens artísticas que conectam os cinco sentidos, proporcionando aos participantes produzir imagens em fotografias e vídeos para diferentes sons.

Em seguida, foi passado um vídeo mostrando trechos da festa Sensity, na Holanda, onde o público sente o som potente das frequências - mais intensamente os graves. A iluminação foi fantástica, e havia dançarinos com tecidos coloridos, piso que treme e o Aroma Jockey, uma técnica que usa fragrâncias diversas juntamente com o estilo de música. A ideia é transmitir ao público a sensação do que está sendo tocado no momento por meio do olfato.

Neste vídeo, também assistimos a comentários de pessoas que curtem a festa e adoraram a ideia e a qualidade do evento. Participou também o educador e produtor cultural do MAM-SP Leonardo Castilho, que é deficiente auditivo, leciona Libras para os funcionários do museu e organiza a Balada Vibração em São Paulo, que é feita para os surdos, embora seja aberto para todos como experiência sensorial. A realização deste evento foi em setembro de 2010, na véspera do Dia do Surdo.

Fui convidada para tocar três mini sets com estilos diferentes, para ver como cada um sente cada música. Enquanto isso, os participantes da oficina criaram um espaço para esse dancing sensorial no ateliê. Eles caminharam por cima de almofadas que acariciavam os pés, vendaram os olhos na atividade para explorar os outros sentidos, havia tecidos que passavam por cada um através do vento que um ventilador produzia, lanternas para simular efeitos de luz e os aromas mudavam a cada jato de aromatizantes (morango, camomila, canela...) que eram jogados no ventilador.

Em certo momento, utilizei uma performance que apresentei no DMC Brasil 2008 com hip hop, para também mostrar o visual que utilizamos por meio das manobras nos toca-discos. No final, cada grupo fez imagens em fotos e vídeos transmitindo o que sentiu. Afinal, a música toca a alma, e não é apenas para ouvir, mas, principalmente, para sentir!

Leia as colunas anteriores da DJ Lisa Bueno:

Black Music no centro de SP

Curso de DJs nas férias

Hip Hop também para elas

Quem é a colunista: DJ Lisa Bueno, 28 anos, especialista em música eletrônica e hip hop.

O que faz: DJ e produtora executiva da e-djs. DJ residente do stand-up comedy Senta pra Rir, com Diogo Portugal.

Pecado gastronômico: Pizza.

Melhor lugar do Brasil: Onde tenha um par de toca-discos.

O que está ouvindo no carro, iPod ou mp3: Jazz.

Fale com ela: [email protected].






 


Atualizado em 1 Dez 2011.

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