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Música
Por Redação Guia da Semana

Músicas que fizeram a história do metal

As novas bandas de metal sempre inovam o conceito mas reverenciam seus mestres – Ozzy, AC/DC e Iron Maiden que o digam.

Ozzy Osbourne é um dos pioneiros no metal - e também uma das grandes influências (Divulgação)

Metal never dies. Essa frase é entoada pelos fãs do gênero como um mantra e que, no fundo, atesta a mais pura verdade. Desde os anos 60, quando ele surgiu do rock, até os dias de hoje, o metal aprendeu, cresceu, se reinventou e se adaptou aos novos tempos. E uma característica que o metal adquiriu do rock é o culto às bandas que lançaram o estilo. Iron Maiden, Black Sabbath e Deep Purple são e sempre serão referências para os grupos mais novos que surgem. São como os mestres de artes marciais: quanto mais velhos e experientes, mais sabedoria trazem à garotada que curte uma batida mais pesada. Conheça agora um pouco dessa história cheia de novidades, acontecimentos e reviravoltas.
 

Década de 60
Neil Armstrong pisou na Lua pela primeira vez em 1969. O que foi um grande passo para a humanidade simbolizou um período em que a liberdade era cantada em verso e prosa, enquanto aconteciam movimentos culturais contra a censura e a opressão feminina - não é a toa que foi nessa época que a pílula anticoncepcional passou a ser largamente usada. Esse clima de libertação, surgiu o metal, derivado de uma vertente do rock que já carregava nas guitarras e bateria. Uma das primeiras bandas que já vinham com essa pegada é a Steppenwolf, que logo ganhou notoriedade com o hino à liberdade - e, se possível, sobre uma moto Harley-Davidson -: a Born to be wild. Outra que não ficou atrás foi Led Zeppelin, que vinha com dois ícones do metal: a guitarra de Jimmy Page e os vocais de Robert Plant. Mas isso era só o começo.
 

Década de 70
Divisor de águas, tanto na música quanto na história. A Guerra Fria, que deixava Estados Unidos de um lado e a ex-União Soviética de outro em estado constante de uma quase guerra, era uma tensão só. A crise do petróleo contribuiu para ajudar nesse clima pesado: a falta do combustível era recorrente. E foi justamente nessa época que o metal tomou a cara que tem hoje, e tudo isso graças ao Black Sabbath. Além da genialidade de Ozzy Osbourne, que já trazia uma pegada mais psicodélica, o som pesado que caracteriza a banda e o gênero também foram um golpe do destino. O guitarrista Tony Iommi havia machucado sua mão e só conseguia tocar os acordes mais graves da guitarra - os mais fáceis de serem alcançados pelos seus dedos em recuperação. Mas outros grupos seguiram essa tendência dos riffs rasgados, como Iron Maiden, Deep Purple, Scorpions, Kiss e AC/DC.
 

Década de 80
Muitas ditaduras militares ao redor do mundo começam a se desfazer. Os ares de liberdade, de novo, voltam à toda. Junte-se a isso o surgimento dos computadores pessoais mais acessíveis, a moda mais colorida e exuberante - as maquiagens e os penteados que o digam - e o lançamento da primeira estação espacial, a MIR, da então União Soviética, e você tem um caldeirão de novas tendências dentro do metal. Que, claro, acompanhou as novidades e também se reinventou. Foi quando surgiu o glam metal, uma influência direta dos longos e cabelos esvoaçantes e brilhos excessivos que foram marcas registradas dos anos 80. Bandas como Kiss, Aerosmith, Alice Cooper, Pantera, Mötley Crüe, Poison e Skid Row são os destaques do gênero, e com uma pegada de fama, mulheres e dinheiro. Mas grupos clássicos, como Iron Maiden e Def Leppard mantinham a essência - tanto é que foram influência para Metallica, Slayer e Megadeth, que apareceram nessa época.

Década de 90
Alemanhas unificadas depois de uma longa e tenebrosa separação, com a queda do muro de Berlim e o fim da ex-União Soviética; o sistema operacional Windows passa a ser dominante no mundo; o DVD que substituiu o videocassete; e a ovelha Dolly, que foi o primeiro animal clonado do mundo. Esse panorama bastante variado fez surgir inúmeras vertentes do metal, que foi das batidas mais clássicas até com temas (bem) mais sombrios. O metal progressivo uniu a guitarra rasgada com a psicodelia das viagens fantasiosas do Dream Theater. O metal alternativo é mais eclético: os riffs pesados estão lá, mas as letras e os arranjos são mais trabalhados, quase que experimentais. Faith no More e Alice in Chains são os maiores expoentes dessa vertente. O nu metal de Slipknot e Limp Biskit mistura rap e música eletrônica às batidas. O lado mais sombrio e carregado de sangue vem com as vertentes black e death metal, que trazem até satanismo para as suas letras - é só ouvir Cannibal Corpse, Venom e Morbid Angel para sentir. Mas nem tudo são sombras. O metalcore do Avenged Sevenfold mistura a batida pesada com mais melodia.
 

Anos 2000
Se antes a tensão era entre Estados Unidos e a ex-União Soviética, no século 21 passou a ser entre o país do Tio Sam e o Oriente Médio, especialmente depois do atentado ao World Trade Center, em Nova Iorque, e ao Pentágono, na capital norte-americana. Milhares de pessoas morreram e o mundo ficou em choque. E tudo isso foi transmitido em tempo real para todo o planeta, o que mostra que as comunicações globalizadas chegaram para ficar - a internet se tornou mais popular que nunca. Mas nada que abalasse o metal: as tendências fortes surgidas na década anterior se mantiveram - e algumas delas ficaram ainda mais evidentes. O nu metal ganhou mais bandas, como Linkin Park e Evanescence. Por outro lado, as bandas-símbolo do metal reapareceram e reafirmaram a essência do gênero: Kiss volta com músicas inéditas no álbum Sonic Boom, e o AC/DC soltou o Stiff Upper Lip e o Black Ice.

 


Atualizado em 2 Dez 2011.

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