Guia da Semana

Os cinco piores discos indie de 2013... até agora

CSS, The Strokes, Yeah Yeah Yeahs... veja uma lista com lançamentos decepcionantes que rolaram este ano.

Is This It, álbum de estreia do The Strokes, marca o início de uma nova era na música. O ano é 2001. A partir daí, a cena indie ganha novas caras e traços. Se na década de 1980 o pós-punk e o new wave ditavam as cartas na música alternativa e nos anos 1990 nomes como Sonic Youth e Pixies se tornaram referências, os anos 2000 marcaram o surgimento de novas bandas. Liderados por Julian Casablancas e cia, outros “THEs” como Vines, Hives e Killers, começam a ganhar notoriedade.

+ As 10 melhores músicas de 2013... até agora

Álbuns importantes foram lançados na década passada com a alcunha de ser indie. Mas o gênero vem perdendo fôlego nos últimos anos e, por consequência, a qualidade dos discos também está caindo. Em contrapartida, o hip hop se reinventa a cada dia e nomes como o coletivo Odd Future – liderado pelo inquieto Tyler, the Creator – ganham mais terreno na música alternativa.

Listamos cinco álbuns lançados este ano que comprovam o declínio e a perda da relevância/qualidade da dita “música indie”. E vamos a eles:

Bankrupt!, Phoenix

Após flertar de maneira direta com o pop em Wolfgang Amadeus Phoenix, os franceses do Phoenix ressurgiram em 2013 com Bankrupt!. Se “Entertainment” - primeiro single, que vazou antes do álbum na íntegra – causou boa impressão, o restante de Bankprunt!é, no mínimo, decepcionante.

Quem lembra do alegre e uniforme Wolfgang desacredita que o Phoenix esperou quatro anos para viajar legal e fazer seu pomposo e rococó novo álbum. A receita guitarra/baixo/bateria de Wolfgang deu lugar a camadas e mais camadas de sintetizadores. Mais uma vez a busca por uma nova sonoridade não fez bem. Os singles – além de “Entertainment”, “Trying To Be Cool” também foi escolhida – soam (pouco e às vezes) como Wolfgang, mas, de resto, o que se ouve é uma tentativa frustrada de soar anos 1980.

 

Comedown Machine, The Strokes

O principal pilar da música indie dos anos 2000 lançou Comedown Machine, seu quinto álbum de estúdio, este ano. A não-repercussão (ou repercussão negativa) do disco impressionou até o fã indie mais pessimista. Se Is This It – seu trabalho de estreia e talvez um dos álbuns mais importantes lançados na década passada – iniciou uma nova era na música alternativa, apostando em riffs curtos, baixo pulsante e bateria marcada, uma espécie de garage rock moderno, Comedown Machine repete os erros de Angles, de 2008, e traz uma banda em busca de novas sonoridades. E errando.

O clima oitentista definitivamente não combina com o Strokes. A divertida e meio espacial “One Way Tigger” assustou a todos quando vazou na web, ninguém sabia se a banda estava pregando uma peça com seus fãs ou se realmente aquela era uma canção “real”. E era real. Comedown Machine não é o Strokes das antigas e nem é o novo Strokes, pois o novo Strokes ainda está em formação.

 

Modern Vampires of the City, Vampire Weekend

Modern Vampires of the City é o terceiro álbum do grupo nova-iorquno Vampire Weekend. Após surgir em 2008 com seu ótimo disco de estreia, homônimo, cheio de influências de ritmos africanos – como em “A-Punk” -, mas embrulhado num visual descolado/universitário de Nova York, o quarteto amadureceu e tentou apostar em novas sonoridades. “Nova” não é sinônimo de “melhor”.

Apesar de Modern Vampires ter seu valor, o trabalho não tem mais ambientação alegre e divertida nem o frescor da estreia dos caras. E peca por isso. Saem as guitarras pulsantes e alegres e entram os sintetizadores. Sair da zona de conforto é o mérito do Vampire Weekend em Modern Vampires of the City. Da lista dos cinco discos indie mencionados aqui, é o único que merece ser ouvido na íntegra.

 

Mosquito, Yeah Yeah Yeahs

Como tudo que o Yeah Yeah Yeahs produz, Mosquito é uma obra difícil de ser digerida. O trio nova-iorquino é conhecido pela crescente adesão dos sintetizadores a sua sonoridade garage rock. Ao longo dos anos e dos discos, o YYYs tornou seu som cada vez mais complexo – um misto de luz e escuridão difícil de se conquistar -, masMosquito leva essa proposta a um patamar perigoso.

It’s Blitz!, o penúltimo álbum do grupo, de 2009, foi o último a misturar punk e synthpop com felicidade. Mosquito é confuso, desconexo, difícil. Não é uma adição prazerosa. “Sacrilege”, a faixa de abertura, é um dos poucos momentos felizes do trabalho, mas ainda sim não se compara a nada encontrado nos três primeiros discos do trio liderado por Karen O.

 

Planta, CSS

A música indie brasileira tem um embaixador na gringa, o CSS, ex-Cansei de Ser Sexy. O nome mudou para soar mais universal. Afinal, siglas podem representar qualquer coisa, em qualquer idioma. Planta é o quarto álbum da banda, e o primeiro sem Adriano Cintra como membro. Todos se perguntavam se a saída de Cintra – tretado com as outras quatro integrantes de CSS – seria sentida e faria mal a banda. Foi sentida e fez mal.

Planta é um disco que não fala sobre nada, não lembra nada, não tem uma proposta, um norte, um conceito. Cintra saiu da banda dizendo que era o único que realmente sabia tocar, e, pela sonoridade do álbum, parece que o cara não estava blefando. A banda indie brasuca mais conhecida lá fora lançou um disco pra lá de fraco em 2013.

 

Atualizado em 2 Set 2013.

Por Anderson Nascimento
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