Guia da Semana
Restaurantes
Por Alisson de Moraes

Centenária, Casa Godinho mantém a tradição no atendimento

Com tradição e pratos saborosos, a Casa Godinho se mantém na ativa desde 1888.

Miguel Romano, atual proprietário da Casa Godinho, manteve a tradição no atendimento da loja (Alisson de Moraes)

Inaugurada há mais de 100 anos, a Casa Godinho, que fica na rua Líbero Badaró, conseguiu se adaptar aos tempos modernos sem mudar o tradicional atendimento.

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A Casa foi declarada Patrimônio Cultural Imaterial da cidade de São Paulo pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental de São Paulo (Conpresp). O empório foi o primeiro estabelecimento comercial a receber este título.

Com tradição e pratos saborosos, a Casa Godinho se promoveu não apenas pela sua idade, mas também pela qualidade dos produtos. O famoso bacalhau é sempre lembrado pelos clientes. “Eu venho sempre à Casa Godinho, sempre compro o bacalhau daqui, ele é divino”, diz Leonor Antunes, cliente da loja.

A empada também não fica atrás: foi eleita a melhor de São Paulo pelo guia da revista Veja São Paulo. Passaram pela casa gourmet importantes nomes da história brasileira, como Assis Chateaubriand, Adhemar de Barros e Jânio Quadros.

Mais recentemente, a Casa registrava visitas ilustres de José Ermírio de Moraes. Talvez o que tenha chamado tanta atenção desses eméritos é o atendimento tradicional da casa, que até hoje segue os moldes da época.“Nós atendemos nossos clientes chamando pelo nome”, diz Miguel Romano atual proprietário do empório.

História

A Casa Godinho foi fundada em 1888, pelo português José Maria Godinho, na Praça da Sé. Em 1924 a Casa se mudou para a Rua Líbero Badaró, onde fica até hoje., e se instalou no Sampaio Moreira, primeiro edifício alto de São Paulo.

Calote

No livro “Cem Quilos de Ouro”, coletânea de reportagens de Fernando Moraes, o jornalista conta o caso de um famoso calote na Casa Godinho. O trecho descreve que o megaempresário da comunicação Assis Chateaubriand, dono dos Diários Associados, foi ao empório e pediu que enchessem um caminhão de champanhe francês para entregar na casa de uma mulher. Nunca pagou a conta.

Para compensar, Chatô, como era conhecido, mandou que seus veículos fizessem reportagens sobre um empreendimento imobiliário do proprietário da Godinho, o Senhor Godinho o fundador da loja.


Por Alisson de Moraes

Atualizado em 15 Ago 2013.

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