Guia da Semana
Restaurantes
Por Anna Thereza de Almeida

Checho Gonzales e Herinque Fogaça falam sobre O Mercado

O Guia da Semana conversou com os chefs sobre o badalado evento gastronômico.

Henrique Fogaça (Divulgação)

O Mercado se tornou um dos eventos gastronômicos mais badalados da cidade de São Paulo. Mérito dos chefs Cecho Gonzales e Herinque Fogaça – e da produtora cultural Lira Yuri – que, após a primeira edição no Sal Gastronomia, resolveram continuar investindo na ideia.

Neste ano, o evento terá 12 edições: quatro noturnas, quatro diurnas e quatro, um pouco maiores, sazonais. Essas últimas recebem o nome de “estações” - o cardápio será um reflexo dos produtos de cada estação do ano. Nesse formato, além dos pratos de chefs renomados, o evento ainda contará com frutas, legumes, verduras, pães, entre outras iguarias.

Para entender um pouco mais sobre esses eventos gastronômicos, o Guia da Semana conversou com os organizadores Checho Gonzales, ex-comandante das panelas do Aji (extinto em 2010), e Henrique Fogaça, do Sal Gastronomia e Cão Véio.

Confira o bate-papo abaixo:

De onde surgiu a ideia da feira gastronômica?
Henrique:

A ideia surgiu comigo e com o Checho, que é o idealizador. Ele queria fazer algum evento com comida de rua e nós fomos pensando juntos no formato e acabamos fazendo a primeira edição, há um ano, no estacionamento do Sal Gastronomia. A feira foi um sucesso e a partir daí começamos a fazer outras edições.
Checho:
Quando eu fechei o restaurante, há 2 anos e meio, eu comecei a fazer eventos em bares e casas noturnas. Mas eu bati de frente com a falta de legislação de comida de rua. E eu vi que para ser notado eu precisava de um evento com um formato maior. Daí eu procurei o Henrique e então começamos a pensar no O Mercado.

Qual é o objetivo da feira?
Henrique:
O objetivo é desmistificar a distância que existe, para algumas pessoas, da boa gastronomia. A feira consegue proporcionar o acesso à comida boa por um preço bacana.

Por que o nome O Mercado?
Checho:
Queríamos um nome simples para as pessoas associarem facilmente. Precisava ser um nome despretensioso, acessível.
Henrique:
Além disso, o evento possui barraquinhas de feira, como se fosse um mercado mesmo. Você compra o prato e consome na hora, ali mesmo.

Como funciona a escolha dos chefs e cardápio?
Checho:
Inicialmente a escolha dos chefs rolou com os amigos. Mas hoje, devido à popularidade do evento, os chefs acabam nos procurando. E daí vai da gente fazer essa seleção. Uma das preocupações devido ao formato do festival é que tudo tem que ser descartável.
Henrique:
Nós convidamos os chefs e eles mesmos que escolhem o cardápio. A única ressalva é que os pratos precisam ser vendidos por até R$15. Também há uma triagem e seleção dos chefs por gastronomia. A ideia é que não tenha mais de uma barraquinha de hot-dog, por exemplo.

O que evoluiu da primeira edição no Sal Gastronomia para cá?
Checho:
Tudo. Com um ano de trabalho nos montamos um dossiê de como a comida de rua deve ser feita. Nós contamos com uma equipe de nutricionistas e um consultor agrônomo para supervisionar os chefs e o evento em si. Evoluiu 100%. Somos muito mais organizados.
Henrique:
A cada feira a gente vai aprendendo com os erros e acertos. E por isso eu acho que evoluímos muito, ganhamos uma dimensão muito maior. De lá para cá muito mais gente sabe e gosta do evento.

Como acontece a escolha do lugar?
Checho:
Essa é a nossa maior dificuldade. Desde o ano passado estamos melhorando a nossa sintonia com a prefeitura. O evento é de comida de rua, mas nunca fizemos o festival em um espaço sem paredes. Eu me preocupo bastante com a segurança de todos, e por isso é bem complicado achar o espaço ideal.
Henrique:
A gente vai garimpando os lugares de acordo com o formato das feiras. Esse ano, por exemplo, vamos fazer 12 feiras: quatro durante a noite, quatro durante o dia e outras quatro, bem maiores, que são as sazonais. Cada tipo de feira pede um tipo de espaço.

Qual é o público do evento?
Checho:
É muito diversificado, e isso é o mais legal pois não ficamos segmentados. Mas podemos dizer que, devido a existência de três formatos de feira, até existe uma segmentação. A noturna, por exemplo, é mais frequentada por jovens e pessoas que gostam de sair à noite. E por isso as comidas são pensadas nesse público.


Por Anna Thereza de Almeida

Atualizado em 13 Set 2013.

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