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Restaurantes
Por Redação Guia da Semana

Mi Buenos Aires querido

Uma das lembranças mais fortes da Argentina é, sem dúvida, a excelente gastronomia - alfajores, carnes bem preparadas e a tradicional parrilla.

Foto: Renata Ribeiro

Bife de chorizo argentino com batatas à provençal, com pimentões serranos, acompanhado de molho chimichurri

Quando se fala em Argentina, pensa-se logo na melhor carne e vinho do mundo. Para quem não conhece, fica a dica: toda a culinária é fascinante! É possível encontrar, a cada esquina, um bom restaurante e um aconchegante café. Até a comida de rua, para o turista, é bastante amigável. A infinidade de opções para beliscar é de deixar qualquer um confuso. Tudo é maravilhoso!

Essa minha constatação começou logo no café da manhã, servido no hotel: media luna (é um croissant adocicado) com doce de leite, acompanhado de um chocolate quente (para suportar o frio). Socorro, que tentação! Fiquei viciada!

De estômago forrado, lá fui eu "tentar" bater perna pela cidade. E quem disse que eu consegui? Parei logo na primeira esquina, na loja da Havana, para comer o tradicional alfajor de doce de leite com chocolate (tem do branco e do preto). Sem contar que, sem sombra de dúvidas, o melhor doce de leite do mundo também é o argentino. Fiquei eufórica com todos os outros quitutes vendidos na loja, como as galletitas de limão e os havannets de chocolate - são minicones de chocolate recheados de doce de leite.

Como qualquer turista que se preze (e que seja viciado em doce, como eu), não sosseguei enquanto não encontrei um alfajor "concorrente" ao que eu havia previamente degustado. É que nos kioscos (quiosques) existe uma infinidade deles, de várias marcas e sabores. Para a minha surpresa, experimentei aquele que classifico como o MELHOR de todos: chama-se Cachafaz. A massa é feita de maizena e o recheio é de doce de leite com coco. Quem for à Argentina não pode deixar de provar essa iguaria. Obviamente, comprei logo uma caixa de sete unidades para trazer para casa (haja dieta depois).

Em seguida, caminhando por uma rua e outra, eu, que sou apaixonada por gastronomia, fiquei fascinada com as vitrines. Elas são extremamente convidativas para cometermos o pecado da gula. Tive o privilégio de ver uma senhora preparando as empanadas (é uma espécie de pastel de forno, geralmente recheado de carne, queijo com presunto ou queijo com cebola). Um pulo até o Caminito, tradicional ponto turístico de Buenos Aires, e pronto: mais uma vez, não resisti. A minha parada obrigatória foi no Café & Bar do Filiberto, onde comi a melhor empanada de carne da minha vida, acompanhada de uma cerveja Quilmes.

Descobri que a Argentina tem fama de ser um lugar onde se come bem porque teve a sorte de receber imigrantes com bom paladar e muitas influências do Oriente Médio, judeus e próximos do Mediterrâneo, como espanhóis e italianos. Concordo e assino embaixo.

À noite, pronta para assistir ao show de tango (no Madero Tango), comprei o meu convite com o jantar incluso. De entrada, escolhi o prazer vegetariano de famaillá (nhoque de batata doce recheado, com uma combinação de molho de queijos e açafrão). Como prato principal, aceitei a sugestão do chef, o bien argentino: bife de chorizo argentino com batatas rústicas à provençal, em leito de pimentões serranos, acompanhado de molho chimichurri. E a sobremesa foi o bien criollo y bien porteño (cheesecake de doce de leite). Tudo isso acompanhado de um delicioso vinho tinto (Trapiche Malbec).

Na noite seguinte, ainda em Puerto Madero, fui jantar no restaurante Brasas Argentinas. Ratifico que o expoente máximo da culinária regional é o asado criolo (tiras de costela), o ojo de bife (contrafilé), o vacío (fraldão), a morcilla (linguiça de sangue), os chorizos (linguiças), o bife ancho (bisteca sem osso) e a tapa de cuadril (picanha). Assados em uma grelha (que, em espanhol, significa parrilla,daí o nome para o churrasco argentino), sob um colchão de brasas de madeira dura ou carvão, tais cortes e miúdos constituem o cartão-postal da gastronomia do país.

Pode ser que seja um mito, mas o certo é que quem visita esse país sempre destaca a gastronomia como uma experiência realmente digna de recordar.

Leia a coluna anterior de Renata Ribeiro:

Paixão pela cozinha

Quem é a colunista: "Uma chave importante para o sucesso é a autoconfiança. Uma chave importante para a autoconfiança é a preparação".

O que faz: Jornalista e consultora de Gastronomia.

Pecado gastronômico: Todos. Amo todo tipo de culinária.

Melhor lugar do mundo: Minha casa (principalmente a cozinha).

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Cold Play.

Fale com ela: renatabrasil@uol.com.br, ou siga seu Twitter e Facebook.




Atualizado em 7 Ago 2012.

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