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Por Redação Guia da Semana

O Inverno e a fondue

O prato, hoje tido como sofisticado, teve uma origem bem mais singela nos Invernos longos e frios da Europa.

Foto: Getty Images


Dentre todas as definições possíveis, talvez gula seja a melhor para definir os apetites de Inverno. Não pela discrepância quantitativa no comer, mas pelo querer comer de tudo, de tudo um pouco e aos bocados. Pois quem é que resiste ao calor de uma sopa quentinha e perfumada, ou ao aroma inebriante de uma caneca de submarino (leite integral quente com uma barra de chocolate mergulhada), ou até mesmo à opulência cubista de uma feijoada borbulhante - de fato, ninguém. 

Elocubrações poéticas à parte, temos na fisiologia as explicações necessárias para entendermos os vorazes momentos de gula causados pelo Inverno. No frio, o organismo gasta mais energia para produzir calor e manter a temperatura corporal estável, devido à perda do calor interno para o ambiente externo. O resultado é que o corpo sinaliza que precisa de mais alimento. Ou seja: aumenta a sensação de fome e, como a fonte de energia para a manutenção da temperatura corporal é obtida através do metabolismo de carboidratos e gorduras, a tendência é optarmos por alimentos mais pesados e ricos nessas substâncias.

Isso faz a fama dos cremes, sopas, pães, tortas e toda a sorte de pratos elaborados especialmente para serem saboreados no Inverno. Mas existe um que é imbatível quando se fala nessa estação fria do ano,  que é quase senso-comum: a fondue, considerada a rainha do Inverno.

Muitas são as versões para a origem do prato. Algumas dizem que surgiu na fronteira franco-suíça em meados da Segunda Guerra Mundial, quando camponeses, impossibilitados de buscar mantimentos, começaram a utilizar a produção excedente de queijo para a própria alimentação, deixando-o no fogo para que derretesse e pudesse ser consumido com os pedaços de pão, muitas vezes já endurecido.

Outra versão pouco conhecida diz que na Idade Média os camponeses suíços, para evitar a perda do excesso na produção de queijo, passaram a derretê-lo em um grande caldeirão de ferro com um pouco de álcool para ajudar na conservação e que, no preparo, tinha-se o hábito de experimentar a mistura com um pedaço de pão para provar o tempero.

Seja na Segunda Guerra ou na Idade Média, o mérito de hoje a fondue ser habitué de nossas mesas de inverno é do chef Conrad Egli, do restaurante Chalet Suísse, em Nova Iorque. Na década de 50, ele passou a servir o prato em seu restaurante, e criou ainda a fondue de chocolate para servir como sobremesa. Vale lembrar que fondue, cujo significado é fundido ou derretido, é uma palavra feminina de origem francesa, então deve-se falar a fondue.

Que o Inverno seja festejado com muita fondue, pois foram feitos um para o outro. O nosso corpo e a nossa alma somente podem agradecer, já que até o metabolismo é a favor de um pecadinho como esse.

Quem é a colunista: Menina fascinada por panelas, especiarias e fogo.

O que faz: É chef de cozinha do Solarium.

Pecado gastronômico: Arroz agulhinha branco com muito limão.

Melhor lugar do mundo: Ao lado da minha família.

O que está ouvindo no carro, iPod, mp3: Madeleine Peyroux.

Fale com ela: [email protected], siga seu Facebook ou visite seu site




Atualizado em 7 Ago 2012.

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