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Restaurantes
Por Redação Guia da Semana

Para chamar de seu

A cozinha do restaurante Veríssimo deixa você tão bem humorado quanto a obra do escritor.


Quando eu era adolescente, e lá se vão alguns anos, era raro encontrar um petisco que fugisse do lugar comum. Pelo menos nos bares que eu frequentava, eram sempre as mesmas coisas: fritas, provolone à milanesa, pastéis, mandioca e similares.

Hoje em dia a coisa mudou. Podemos encontrar uma maior variedade de petiscos, beliscos, comidinhas ou o adjetivo que você quiser usar no bar ou restaurante que você frequenta. Acho isso ótimo. Viva a diversidade e palmas para a criatividade.

Comecei a pensar no assunto depois que um amigo comentou que as crônicas estavam ficando muito chiques. Afinal, as duas últimas foram sobre a gastronomia da Colômbia e da Argentina. Mas isso foi apenas um acaso. Duas viagens recentes que acabaram dando o que falar.

Mas voltemos à adolescência. Não sei se era um problema econômico que não permitia que eu descobrisse os lugares que ofereciam as grandes novidades gastronômicas. E, pra falar a verdade, nessa idade, descobrir os segredos das colegas do sexo oposto é muito mais atraente do que descobrir qualquer segredo da culinária de onde quer que seja.

Um local que considero uma das opções mais agradáveis da cidade é o Veríssimo. Ele foge da moda dos bares inspirados na baixa gastronomia carioca, com azulejos quadriculados e animação incontida. Como eles mesmos se definem, um bar para comer e não um restaurante para beber. E a casa cumpre bem as duas funções, tanto durante o dia quanto à noite.

Confesso que, nas primeiras visitas, a fumaça dos cigarros incomodava qualquer tentativa de incursão na cozinha criativa assinada por Marcos Livi, um dos sócios da casa. Não havia uma divisão razoável entre fumantes e não fumantes. Mas esse problema se encerrou com a nova lei. E você pode finalmente apreciar as sugestões oferecidas, sem correr o risco de encarar um petisco mais defumado que o necessário.

O Veríssimo faz uma justa homenagem a Luis Fernando Veríssimo. As paredes são repletas de capas de livros, desenhos e lambe-lambes que mostram toda a versatilidade do escritor gaúcho. E nada impede que você pegue um livro dele na biblioteca da casa e faça uma sessão que mescle gastronomia e literatura.

O cardápio traz um pouco de tudo, e pouca coisa decepciona. Entre pratos e petiscos, eu prefiro os últimos. As porções são interessantes e saborosas e você pode optar por diversas combinações que chegam à mesa com um pouco de tudo que o restaurante oferece.

Para beber, o chopp é bem tirado. E a casa oferece cerveja em garrafa, o que é muito melhor que ficar acumulando long necks na mesa. A carta de cachaças é generosa, com boas opções. E vale experimentar também as caipirinhas. A de café é uma delícia, diferente e saborosa. Mas só recomendo para quem é fã de carteirinha.

Veríssimo
Endereço:
Rua Flórida, 1488
Contato: 11 5506 6748

Quem é o colunista: Marco Esteves, sempre o personagem de alguma crônica gourmet.

O que faz: É jornalista e redator publicitário.

Pecado gastronômico: quem nunca cometeu nenhum, que atire a primeira jaca.

Melhor lugar do Brasil: Depois que visitar todos, eu decido.

Fale com ele:
[email protected]


Atualizado em 7 Ago 2012.

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